<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628</id><updated>2012-01-08T04:11:49.376-08:00</updated><title type='text'>Ensaios Literários</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-3833867252872095918</id><published>2011-11-25T14:46:00.001-08:00</published><updated>2011-11-25T15:43:29.855-08:00</updated><title type='text'>Trégua às Trevas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BpNmzl8XgCg/TtAavpbQiII/AAAAAAAAAJg/0ucGlJKDujE/s1600/Eu+e+o+P%25C3%25A1pis.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="303" src="http://2.bp.blogspot.com/-BpNmzl8XgCg/TtAavpbQiII/AAAAAAAAAJg/0ucGlJKDujE/s320/Eu+e+o+P%25C3%25A1pis.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;O&lt;/b&gt;uvirsua voz gritar o meu nome no diminutivo me dava taquicardia. Na terceirachamada, com o coração aos galopes, eu ainda aguardava o consentimento (acontragosto) dos meus avós. Eu aparecia na porta cheia de laços no cabelo,enchendo o seu sorriso de adoração. Da calçada, ele arremessava o embrulho depapel de bodega que atravessava o jardim rodopiando, quase a despetalar oscachos de hortênsias da vovó. Ao tocar o chão da varanda, pipocava um punhadode balas em todas as direções, e eu arrastava meus joelhos pelo piso enceradocatando uma a uma para a saia do vestido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Sentiavontade de descer os degraus correndo, enfiar meus pesinhos nas grades doportão, e me pendurar no pescoço do meu pai. Mas sentia vergonha dedemonstrar-lhe afeto sob a vigília de meus avós que, entre cochichos, seacotovelavam atrás das venezianas. Restringia-me a um meio sorriso de lábioscerrados, com uma das mãos a prender as balas no vestido, e a outra, num acenoacanhado de despedida. Ele me lançava um olhar saudoso e eu escapulia paradentro de casa com a sensação de que havia feito algo proibido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Essacena repetiu-se por semanas, meses, talvez. O tempo de uma criança é umafantasia que o próprio tempo encarrega-se de tornar enigmático. Aos oito anos,eu era a mais velha da prole de quatro filhas e assistia ao processo delicadode uma separação litigiosa, da qual eu tinha mais entendimento e menosimpassibilidade que minhas irmãs mais novas. Meu pai era alcoólatra, numa épocaem que o alcoolismo estava longe de ser visto e tratado como “doença”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Oálcool furtou-lhe a dignidade, mas, não antes de lhe tirar a mulher, as filhase o emprego. Durante algum tempo, perdido nos desvarios da ebriedade, vagueoupelas ruas do antigo bairro, choramingando a dor-de-cotovelo e a saudade dasfilhas. Quando não mais lhe restavam esperanças de reaver o lar, regressou à terranatal, de onde saíra há quase duas décadas, e para onde jamais cogitou&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;voltar. Ao entrar no ônibus, rumo à fazenda Egito, napequena cidade de Porteiras*, carregando uma mala tão mais leve que o seucoração, deixava para trás os sonhos de juventude e tudo o que ainda lhe dava algumsentido à vida. Aos trinta e três anos, a sentença: estava condenado à solidãopelos próximos, quase, quarenta anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Meusavós paternos já haviam partido. Ao menos, encontrou viva, Pureza, a pretavelha e humilde cozinheira que o viu crescer. Pureza tinha ouvidos generosos, atentosàs suas lamúrias, e sabedoria para aplicar-lhe conselhos valiosos de paciênciae resignação, até o dia em que dormiu e não mais acordou. Restaram os irmãos demeu pai que moravam na fazenda e redondeza. Estes, porém, tinham mulher efilhos, além dos próprios fardos e preocupações. Isolado, meu pai ocupou-se como nada. Preencheu seus dias com o ócio e a mente com as lembranças do passado.Por sorte, um dia largou a bebida. Mas, resistindo ao vício que o faziaesquecer a realidade, a sorrateira depressão o abraçou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Quandoeu já era uma mocinha, sete anos após o último arremesso de balas por sobre amureta da casa da minha avó, o carteiro nos trouxe notícias suas. Nossos nomes separadospor vírgulas, na ordem da mais velha à caçula, faziam a introdução. A cartaexpressava seu amor e saudade, e relatava o ultimato dos médicos para a possibilidadede cura de sua depressão: o reencontro com as filhas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Ummês depois, aproximadamente, viajamos para a fazenda. Eu estava com quinze anose, antes de minhas irmãs, o reconheci à distância pela silhueta de seu corposob o céu estrelado daquela noite. Foi um reencontro emocionante. Após meiahora de prosa, ele abriu a carteira e mostrou a nossa fotografia, tão amareladaquanto o meu sorriso de lábios apertados, pela falta de um dente de leite.Espelhando na outra aba, a foto de nossa mãe com sua expressão meiga, ao lado dopequeno calendário do Padre Cícero, o “Padim Ciço”, de quem é devoto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Passamosdias felizes, revendo a família paterna, tomando leite mugido e chupandolaranjas tiradas do pé. Mas, no dia da despedida, papai chorou todo o trajetoaté a rodoviária. Espremidas na janela do ônibus, acenamos até perdê-lo devista. Foi um triste adeus. Nos anos seguintes, fomos ao seu encontro nas &lt;span style="color: black;"&gt;férias escolares. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Depoisde adultas, nossas idas à fazenda passaram a ser menos frequentes. Encontrávamos,com o passar dos anos, um homem mais velho que a sua idade cronológica, como seo tempo lhe pesasse em dobro. A cada partida, a tristeza foi dando lugar àresignação. Não é difícil acostumar-se com a delonga do próximo encontro quandose passa a vida esperando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Envolvidascom nossas próprias vidas e os afazeres profissionais e domésticos, cometemos afalta de deixar passar quatro anos. Assim, num estalar de dedos. Quatro anossem nenhuma visita. Próximo à Páscoa deste ano (2011), eu, minhas irmãs e minhamãe tomávamos um café numa tarde de sábado, e fazíamos uma reflexão a respeito.Conjeturávamos a possibilidade de trazê-lo para passar uns dias conosco emFortaleza, se ele aceitasse. Tão acostumado com o seu habitat, não seriaimprovável recusar o passeio à Capital. Mas, na certeza de que ele, no mínimo,iria ficar feliz em nos ver, planejamos a viagem. A essa altura ele deviapensar que nós o havíamos esquecido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Unidosno propósito, no dia marcado, seguimos na companhia dos maridos e de nossa mãeque disponibilizou a própria casa para hospedá-lo, na hipótese de ele virconosco. Na sexta-feira da paixão já acordamos na pousada, em Brejo Santo, e pegamoso rumo da fazenda, a alguns quilômetros dali. Com dificuldade, transpomos as craterasque as águas pluviais causaram ao solo, no último inverno, e atingimos o cume daestradinha de barro, avistando o antigo casarão lá na baixada. Ao barulho dosmotores dos carros, os moradores do povoado corriam para as portas de suas modestascasas, curiosos. Nos arredores, o casebre de taipa, a antiga morada de tiaPureza (como eu costumava chamá-la), estava em ruínas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Encontramosnosso pai abatido, sentadinho no alpendre. Ao nos ver, descrente, ensaiou umsorriso confuso. Estaríamos ali para mais um breve consolo, ínfimo, para umavida inteira de solidão? – li em seus pensamentos. Convidados à ceia de páscoa,chocou-nos o fato de meu pai não poder comer à mesa, na companhia de todos. Nemmesmo naquele dia especial? Alguém disse que ele sujava a toalha, apontando parao seu lugar de fazer as refeições. Peguei o meu prato e fui fazer-lhe companhiana velha mesa fora da casa. Meu pai comia sozinho todos os dias. E, excluso,ele não tinha nenhuma motivação afetiva, nada que lhe estimulasse à busca de umsentido maior à vida. Estava entregue a própria sorte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Quandocada dia na vida de um homem torna-se um fardo pesado, a morte deve ser suaúnica esperança. Bastou-nos algumas horas para perceber o estado de quaseabandono que se encontrava o nosso pai. Minha sobrinha de onze anos abraçou-seà mãe e chorou, ao adentrar no cômodo onde o avô passava as noites e a maiorparte do dia. Uma masmorra. E, no instante decisivo, à pergunta cortante sobre oque ele achava de passar uns dias conosco, em Fortaleza, ele ergueu um olharsuplicante seguido de um “quero”, sem hesitação. Enfim, ele queria ir conosco. Certamente,o surpreendemos. E fomos surpreendidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Segureimeu pai pelos ombros, olhando-o nos olhos, e lhe afirmei que voltaríamos paraapanhá-lo na manhã seguinte. No intuito de não deixar a mínima dúvida, antes deentrar no carro, reiterei a promessa. Minhas palavras o fizeram esboçar levesorriso. Saímos emocionadas e fomos comer uma pizza na praça de Brejo Santo.Não conseguíamos parar de falar sobre isso. Ali, tomamos uma decisão. Agora,nosso objetivo era levá-lo definitivamente para o nosso cuidado e convívio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Odia amanheceu, no sertão do Cariri, ensolarado. Naquela bela manhã, aochegarmos à fazenda, ele já estava arrumadinho com os seus trapinhos de roupa emeia dúzia de mudas na mala. Despediu-se de todos, como se fosse apenas para oseu aposento nos fundos do casarão. A algumas horas de estrada, contei-lhe queele não estava indo passar apenas alguns dias conosco. Entusiástica,aplicando-lhe uma injeção de ânimo, na veia, disse-lhe que era para sempre. Elerepetiu quase soletrando: “para sempre...”. Perguntei em seguida se ele iriasentir saudades da fazenda. Ele tirou o boné, passou a mão pela cabeça e,colocando o chapéu, disse com os olhos fechados, duas palavras: “um alívio”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Depoisde um dia inteiro de viagem, chegamos à Fortaleza quando a cidade preparava-sepra dormir. As filhas gêmeas o esperavam em festa com uma recepção deboas-vindas emocionante. E, para encerrar a noite, uma cama fofinha, comfronhas e lençol limpinho. Um contraste com o quarto da fazenda. No início,enfrentamos muitas dificuldades de adaptação. Acostumado à vida no campo, meupai desaprendeu costumes básicos da vida civilizada. Mas, a sua vontade deficar, e a nossa paciência e perseverança o fizeram aprender mais rápido do queacreditávamos ser possível.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Hoje, vive em companhia da mulher que sempre amou por toda a vida. E, embora, minha mãe o tenha acolhido como um irmão,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;chama-o de “meu marido”, só&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;pra lhe provocar um sorriso. Contratamos uma auxiliar de enfermagem quezela por sua boa alimentação e higiene pessoal. Aos sábados, como já eracostume, nossa família se reúne. Agora, o novo membro é cercado de mimos. Aindaé estranho dizer “papai, papai!”. Papai era uma palavra que eu não costumavapronunciar com tanta frequência. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Estanarrativa é exemplo de que nunca devemos desistir. Dias melhores sempre virão,mesmo que nos pareça impossível. O destino cravou na vida do meu pai, umalacuna de trinta e sete anos. Um tempo infindável de páginas em branco, semfamília, sem amor, sem história. Selamos um final feliz, graças a Deus e, especialmente,ao apoio incondicional da dona Lêda. Essa mulher de alma grande que mepresenteou a vida e com quem tenho aprendido grandes lições. Ouvi de minha mãe:“ele me deu quatro filhas maravilhosas, e eu o privei do convívio e do carinhodessas filhas. O mínimo que posso fazer é dividir com ele os tesouros que eleme deu”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style', serif; font-size: 9pt;"&gt;*Porteiras, fica no interior do Ceará,microrregião do Cariri. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style', serif; font-size: 9pt;"&gt;Para conhecer um pouco mais destahistória, leia a crônica: “Dona Lêda e Seus Dois Maridos” - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/03/dona-leda-e-seus-dois-maridos-d-ona.html"&gt;http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/03/dona-leda-e-seus-dois-maridos-d-ona.html&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style', serif; font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-3833867252872095918?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/3833867252872095918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2011/11/tregua-treva.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/3833867252872095918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/3833867252872095918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2011/11/tregua-treva.html' title='Trégua às Trevas'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-BpNmzl8XgCg/TtAavpbQiII/AAAAAAAAAJg/0ucGlJKDujE/s72-c/Eu+e+o+P%25C3%25A1pis.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-8984009200105260041</id><published>2011-02-05T13:28:00.000-08:00</published><updated>2011-02-05T13:35:22.905-08:00</updated><title type='text'>Joio com Joio, Trigo com Trigo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TU2_IV7lSwI/AAAAAAAAAIk/ESsY3qCbUA8/s1600/Joio+e+Trigo+4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TU2_IV7lSwI/AAAAAAAAAIk/ESsY3qCbUA8/s1600/Joio+e+Trigo+4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-hyphenate: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;or mais que alguns acontecimentos nos dêem uma impressão contrária, o mundo avança. T&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;udo o que existe está em contínua evolução&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;. E, à medida que a humanidade evolui, as Empresas (uma vez que são conduzidas por seres humanos) progridem e renovam seus valores e o perfil de seus colaboradores. O conceito de “&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;progresso social” existe desde as primeiras teorias do&amp;nbsp;século XIX e já pontua&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;va as&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;filosofias da história do &lt;i&gt;iluminismo&lt;/i&gt; que defendia a idéia de que&lt;i&gt; “os seres humanos estão em condição de tornar este mundo, um mundo melhor”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-hyphenate: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-hyphenate: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Nesta proposta de evolução se insere o ambiente corporativo, onde passamos uma parcela expressiva de nossas vidas. Há mais abertura e proximidade nos diferentes graus de hierarquia. Os processos estão menos burocráticos, as relações, mais sinceras e pouco formais, porque a figura do chefe está fora de uso, e dá cada vez mais lugar ao líder, bem melhor sucedido no desafio de influenciar pessoas a trabalharem motivadas.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #322c0e;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-hyphenate: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-hyphenate: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quando uma Empresa ou Departamento consegue formar a sua equipe nivelada pelos quesitos “comprometimento e maturidade profissional”, a confiança, a transparência e o respeito mútuo, são a base de suas relações. O uso da pressão, e a cobrança por relatórios exaustivos que têm por finalidade a comprovação do “dever profissional”, tornam-se desnecessários. Cada indivíduo tem consciência do seu papel e tem liberdade para exercê-lo com maior autonomia, partindo da premissa de que os resultados buscados têm objetivos comuns. Se o diálogo é constante e tudo é compartilhado de forma efetiva e honesta, as pessoas não precisam provar a sua confiabilidade a toda hora. Confiança é essencial. Sem esse elemento básico, as possibilidades são estéreis. É&amp;nbsp;o mesmo princípio das relações de amor e amizade. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;La&amp;nbsp;même chose&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-hyphenate: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-hyphenate: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;Não há como ir contra a lei do Progresso. Quem busca ser uma pessoa melhor, terá uma vida melhor, que inclui um trabalho mais prazeroso e estimulante, onde a sinergia corporativa seja compartilhada por todos. Até parece utopia. Mas, o mundo caminha nesta direção. Alguns a passos&amp;nbsp;lentos, outros ficarão inertes, certamente. Cada grupo afim no seu “quadrado”, como diz a música. Joio com joio, trigo com trigo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-hyphenate: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-hyphenate: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Bookman Old Style', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Foto divulgação.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-8984009200105260041?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/8984009200105260041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2011/02/joio-com-joio-trigo-com-trigo.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/8984009200105260041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/8984009200105260041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2011/02/joio-com-joio-trigo-com-trigo.html' title='Joio com Joio, Trigo com Trigo'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TU2_IV7lSwI/AAAAAAAAAIk/ESsY3qCbUA8/s72-c/Joio+e+Trigo+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-3049279479318646187</id><published>2010-10-14T19:50:00.000-07:00</published><updated>2010-10-15T04:33:33.972-07:00</updated><title type='text'>O Futuro da Comunicação</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TLe74nvuumI/AAAAAAAAAIY/KgvDElOOgRk/s1600/iphone7-copy1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TLe74nvuumI/AAAAAAAAAIY/KgvDElOOgRk/s200/iphone7-copy1.jpg" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;ntigamente, quando falávamos em futuro, pensávamos na geração dos nossos filhos e netos. Hoje, com a aceleração dos processos de mudança, o futuro é um “pestanejar”. Os termos “avanço”, “velocidade” parecem incompatíveis ao que de fato significa o movimento de transformação do mundo. É como se futuro e progresso competissem, e o progresso chegasse à frente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Tudo o que parece novo torna-se obsoleto, antes mesmo de ser inteiramente conhecido. A tecnologia é o que mais impressiona e, com ela, o que move a engrenagem de todas as coisas: a Comunicação. Nesse território, ao que tudo sinaliza, não serão os mais fortes a sobreviver. Mas, os mais inovadores, ágeis e adaptáveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Muitas fontes de informação sobre esse tema afirmam que o mobile, a banda larga,&lt;span style="color: black;"&gt; e o “tempo real” são&lt;/span&gt; a forma como pensaremos a comunicação amanhã (leia-se: “já”). Os telefones móveis com acesso à internet, que substituem o computador, estarão cada vez mais acessíveis. As próprias Empresas vão subsidiar, pois terão interesse em falar com as pessoas “on line”, estreitar relacionamentos. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;As Redes Sociais e outras novidades vão se desenvolver. E a interatividade será um canal em contínua expansão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A TV vai crescer, pois vai convergir para a internet. Aliás, a tendência é que todos os meios convirjam para algo que mais se pareça com TV. O break comercial deve deixar de existir, porque as pessoas terão o controle, e não mais as Empresas, que durante décadas estiveram no poder.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Elas verão somente o que lhes interessa de fato, inclusive a publicidade. E esta, terá sua funcionalidade a partir de ações criativas que ofereçam atração e entretenimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os jornais, no formato impresso, devem ser reduzidos até desaparecer. Vejamos o exemplo do tradicional JB que saiu de circulação. O influente &lt;span style="color: #333333; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;New York Times também anunciou o breve fim de sua versão impressa. E, contribuem para isso, o custo elevado de impressão e distribuição, a notícia “fria” e a curta vida útil. O Jornal deve buscar a sua “evolução” na internet. As revistas impressas podem resistir um pouco mais porque seu conteúdo é menos “perecível”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #333333; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;As Empresas que vivem da comunicação não devem se acomodar&lt;/span&gt;. Ou correm o sério risco de serem engolidas pelas que já realizam um movimento de adequação. Nenhum sistema é imbatível. Vejamos o que aconteceu com a indústria fonográfica! Perceber as implicações desse desenvolvimento tecnológico exponencial, em plena aceleração, é fundamental para vislumbrar possibilidades &lt;span style="color: #333333; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;viáveis e promissoras para as novas formas de comunicação e, também, de fazer publicidade. Tudo bem. Estamos falando de futuro. Mas, quando é mesmo o futuro?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #333333; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Vamos imaginar essa nova mídia ao alcance do nosso Iphone. &lt;/span&gt;Um anúncio que começa com um texto, mas tem uma fotografia que, num clique, cria movimento e vira um vídeo. Estaremos vendo uma propaganda de jornal? Ou revista? Talvez uma TV? Na verdade, será TUDO ISSO em uma só apresentação, porque todos esses meios de comunicação terão características parecidas e estarão, ainda, interligados às Redes Sociais. Assim, teremos um ecossistema circundante, formado por um conjunto de opiniões que se respeitam, filtros de informações confiáveis, espaços privados, relacionamentos verdadeiros. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;E os esforços estarão voltados para ganhar a preferência das pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;As organizações vão passar por transformações, começando por manifestações de criatividade horizontais e colaborativas, saindo dos modelos tradicionais de hierarquia. O “quem fez” ou “quem criou”. E a propaganda vai migrar para a forma digital, interativa, móbile, social e vídeo. Os usuários terão o controle. Os veículos de comunicação serão, na verdade, um “cross-midia” com áudio, vídeo, texto, rede social, possibilidade de conexão, twitter, tudo numa coisa só. E o que vem a ser uma ferramenta de entretenimento, será encarado ao mesmo tempo como&amp;nbsp;instrumento de trabalho, interatividade e informação constante. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Foto divulgação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-3049279479318646187?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/3049279479318646187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/10/o-futuro-da-comunicacao.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/3049279479318646187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/3049279479318646187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/10/o-futuro-da-comunicacao.html' title='O Futuro da Comunicação'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TLe74nvuumI/AAAAAAAAAIY/KgvDElOOgRk/s72-c/iphone7-copy1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-3538023172479603375</id><published>2010-09-05T09:16:00.000-07:00</published><updated>2010-09-12T15:25:58.212-07:00</updated><title type='text'>A Sonoridade dos Livros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TIO_mXTlslI/AAAAAAAAAII/1xM5NVzwZ6I/s1600/audiolivro+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TIO_mXTlslI/AAAAAAAAAII/1xM5NVzwZ6I/s320/audiolivro+2.jpg" width="277" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt; prazer da leitura é um deleite compreendido por poucos. Muitos não têm o hábito, alguns se rendem por necessidade ou obrigação. Contudo, apenas uma parcela da humanidade é capaz (por opção) de abrir um livro e entregar-se ao texto por pura satisfação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro exerce o poder de seduzir os olhos, transformando letras em cenários num convite à mente humana para um “mergulho” que pode permear distâncias e épocas inimagináveis. Quem aprecia conhece bem o seu magnetismo. E mesmo os apelos visuais, auditivos e tecnológicos dos filmes, quase sempre, os deixam aquém da versão mágica do papel. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A viagem literária transpõe tempo e espaço e nos leva sutilmente à posição de esmerados expectadores ou coadjuvantes. Além do entretenimento, o leitor ganha dessa experiência a sabedoria de ilustres autores e seus mais rebuscados conteúdos. É pena tão pouca gente ter contato com os livros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os conteúdos que adentram a nossa casa pelos meios de comunicação, não raro, deixam muito a desejar. Enquanto isso, as livrarias estão com as prateleiras abarrotadas de livros, fazendo cachoeira de obras-primas. Autores que são verdadeiras fontes de sabedoria compartilham suas experiências e conhecimentos. Páginas e páginas dedicadas à pesquisa de causas interessantes, instigantes, dos mais diversos teores. Existem milhares de autores consagrados, obras esgotadas e reeditadas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inebriantes romances clássicos, dramas, policiais, auto-ajuda, religiosos e espiritualistas... Livros técnicos ou de uma área específica. Educação, psicologia, marketing, economia, política... Infinitos gêneros dos quais muitos têm interesse, mas poucos têm acesso, veja só: por causa da falta de hábito da leitura. Não é incrível? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas isso é coisa do passado. Graças à tecnologia e ao empreendedorismo de alguns, agora os livros podem fazer-se conhecidos entre aqueles que não gostam ou, por algum motivo, não podem ler. Como? Pelos ouvidos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está na moda o áudio livro. Obras literárias em CD, para ouvir no carro, durante os congestionamentos (comuns nas grandes metrópoles) ou enquanto faz-se a caminhada matinal. Práticos, também, para os que já apreciam os livros, mas pelo estilo de vida agitado dos dias atuais, não têm tempo para ler o quanto gostariam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um monte de gente se beneficia com o áudio livro. Imagine os deficientes visuais? Ou os que estão na terceira idade, quando a visão já não é lá essas coisas. Não é providencial? Podem ouvir um romance enquanto ocupam-se com algum trabalho manual. Fazer essas atividades “ouvindo” um bom livro é&amp;nbsp;legal demais! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se trata de largar o velho e bom livro tradicional. Mas, de otimizar o nosso tempo com mais leitura. Bem, durante as minhas viagens de negócios, eu carrego sempre um livro debaixo do braço pra ler no avião. Já o áudio livro eu utilizo em ocasiões específicas. As mais comuns acontecem no trânsito, enquanto me desloco de um lugar para outro. Eu nem me estresso mais com os engarrafamentos! E cá pra nós, às vezes, já na garagem de casa, eu chego a ficar mais uns cinco minutinhos no carro se o capítulo estiver no seu ápice. É puro prazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobretudo, o áudio livro vem ocupar um papel importante na minha vida, na busca pela prática de caminhadas como exercício físico. Quem leu “A Saga da Academia” entende bem o que estou falando. Agora, sinto-me estimulada para caminhar. E, melhor, não sinto o tempo passar e nem fico ansiosa para terminar os meus seis quilômetros quase diários. Vou ouvindo aquela conversa de pé-de-ouvido, fazendo as minhas reflexões ou rindo sozinha... É muito bacana!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pena, ainda terem poucas obras em CD. As&amp;nbsp;opções ainda são muito restritas, comparando com o livro impresso. Mas, isto, é uma questão de tempo. Onde encontrar? Toda livraria já tem uma sessão de áudio livros, e o Google oferece vários sites com opções de compra pela internet ou para baixar o arquivo. Isto é o futuro. Cada vez mais a tecnologia nos dá ferramentas para mais e mais informação. E os ganhos que a gente pode ter com isso, tem a ver com a escolha de conteúdos e com o momento da prática desses novos hábitos. O áudio livro, portanto, é um bom companheiro para quando você estiver sozinho. Nada deve sobrepor os momentos em família e com os amigos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Foto divulgação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-3538023172479603375?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/3538023172479603375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/09/sonoridade-dos-livros.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/3538023172479603375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/3538023172479603375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/09/sonoridade-dos-livros.html' title='A Sonoridade dos Livros'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TIO_mXTlslI/AAAAAAAAAII/1xM5NVzwZ6I/s72-c/audiolivro+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-5875827103309271270</id><published>2010-08-17T19:51:00.000-07:00</published><updated>2010-08-17T20:13:46.116-07:00</updated><title type='text'>A Saga da Academia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TGs-w076kpI/AAAAAAAAAHs/2tvR0pNDWlU/s1600/Maneca+e+eu.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TGs-w076kpI/AAAAAAAAAHs/2tvR0pNDWlU/s320/Maneca+e+eu.jpg" width="293" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Pois é. Tudo começou num domingo enquanto eu caminhava no lago perto de casa. Aliás, “caminhar” é algo atlético demais para mim. Minha filha que é piolho de academia e vive metida nessas maratonas e pedaladas noturnas, sempre solta um risinho irônico quando batemos à porta de seu quarto nas tardes de domingo pra avisar que estamos indo fazer o nosso “cooper”. Ela costuma dizer que eu e meu marido fazemos um “passeio” no lago, enquanto admiramos a paisagem e jogamos conversa fora. Depois, completamos a inutilidade do semi-exercício comendo um pastel calórico. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas, nesse domingo, eu dizia para o meu companheiro de caminhada (em todos os sentidos) que, definitivamente, eu ia malhar de verdade. De uma hora para outra, bem ao estilo “fogo de palha”, eu estava determinada em manter uma atividade física frequente e pra valer. Isso era pauta do meu caderninho de “metas para 2010”. E já fazia as minhas conjecturas do tempo recorde que eu levaria pra estar com os músculos das minhas pernas ao ponto de matar de inveja a rainha de bateria da Beija Flor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Meu marido ouvia tudo com uma cara de pouca fé, esboçando o seu típico “&lt;em&gt;hunrum&lt;/em&gt;” a cada pausa da minha fala. Na verdade, aquilo era mais uma terapia de auto-persuasão intensiva, e quem eu mais tentava convencer era a mim mesma. Apesar dos meus cinquenta quilos, nada demais, perder três míseros quilinhos era uma questão de honra para mim, e a coisa mais difícil da minha vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Decidi naquele mesmo dia (antes que eu desistisse dos novos propósitos), ir à Centauro comprar halteres, caneleiras, e um colchonete para fazer as minhas duzentas abdominais diárias. Como o meu marido jamais joga um balde de água fria nos meus planos (graças a Deus), ele se prontificou a ir comigo pra me dar um apoio moral. A idéia era alternar caminhadas com exercícios em casa, já que eu tenho um verdadeiro abuso de academia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Na manhã seguinte, já levantei da cama com pesos amarrados aos tornozelos e alteres na mão. Já na descida para o café-da-manhã, aproveitei o último degrau da escada pra fazer uma série exercícios nas panturrilhas. Chegava no trabalho esnobando as minhas duzentas flexões abdominais, deixando de queixo caído todas as colegas de sala. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Minha filha estava orgulhosa de mim, mas não perdia a oportunidade de &lt;em&gt;mangar&lt;/em&gt; da minha cômica performance, carregando os acessórios de ginástica de um canto pra outro da casa. Se auto-elegeu minha personal trainer e pegou duro na correção de postura durante os exercícios. Quando meu marido chegava em casa, eu me exibia em poses de halterofilista. Terei colocado a minha sanidade em questão? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Tudo estava correndo às mil maravilhas nos primeiros quinze dias. Mas, bastou a minha primeira semana de viagem a trabalho pra toda a minha disposição ir de ralo abaixo. Embora quase todo hotel tenha academia e, evidentemente, toda cidade tenha rua para caminhar, depois de um dia puxado longe de casa, eu quero mais é que o mundo acabe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Voltei para Fortaleza e nunca mais olhei para os acessórios de ginástica. Eu já estava “antipatizando” aqueles alteres, com repulsa de andar com pesos nas canelas pra cima e pra baixo, como se eu fosse uma presidiária. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Convencida de que por conta própria eu não iria a lugar nenhum, matriculei-me na academia onde a minha filha já malhava. E, para garantir, fiz logo um pacote de seis meses e paguei adiantado. Assim, por pena do meu suado dinheirinho, eu me obrigaria a comparecer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A minha filha Manuela passou a malhar comigo, todas as noites. O povo comentava, achava lindo mãe e filha ali, pegando no pesado, bem amiguinhas. Se eu faltasse um dia, todo mundo perguntava “&lt;em&gt;cadê a mamãe?&lt;/em&gt;”. Até que eu faltei uma semana, um mês, e ninguém lembrou mais de mim. E, embora eu não tenha esquecido os meus chequinhos pré-datados, abandonei. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Algum tempo depois, minha amiga Michelle apareceu saltitante, contando que estava fazendo jazz. Fiquei tão tentada... Lembrei dos velhos tempos que eu fazia dança no colégio. E a minha mãe vai saber agora que eu até gazeava aula pra ensaiar para os festivais, de tanto que eu amava jazz com todas as minhas forças. Pior é que a minha amiga Michelle tem nada menos que três filhos! Três, entendeu? Uma escadinha que começa com o caçula de oito meses. Contando com o marido, são quatro homens pra ela dar conta. E (para o meu despeito) ainda arruma disposição e tempo pra fazer jazz? Uma provocação! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Ohw amiguinha, vamos fazer comigo, vamos! Só uma aulinha... - disse ela com sua típica voz de gata miando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eu fui? Fui. E saí toda moída. Quebrada! Até porque, eu me mostrei um pouquinho. Mas, acordei com uma ressaaaca no dia seguinte. Só de lembrar eu fazendo &lt;em&gt;plié, demi-pilé, tendu, meia-ponta&lt;/em&gt;... Meio ridículo, né? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Frustrada, procurei minha irmã, Ana Paula, amicíssima, que compreende todos os meus dramas e sempre tem uma solução para os meus “problemas”. Quando eu borro a unha, logo após ter saído da manicure, é pra ela que eu ligo. Digo que estou arrasada, e ela me entende, me conforta e me dá toda razão por eu estar inconformadamente chateada, destruída. Contei-lhe da aula de jazz, que fiquei dando saltos no ar imitando uma pluma, fazendo piruetas como se estivesse abraçando a cintura do Jô Soares, como uma, uma... bocó! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela achou o “ó”, e me convenceu de que eu tinha mesmo era que entrar numa academia pra me sentir motivada. Mas, tinha que ser “a” academia. Aquela que fosse realmente estimulante. E, para isso, iríamos garimpar até encontrar a tal, &lt;em&gt;mega-super-ultra-astral&lt;/em&gt; – e já se predispunha a embarcar comigo na empreitada porque, nem morta, eu iria humilhá-la com a minha barriga de tanque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Foi aí que surgiu a grande idéia! Iríamos fazer várias aulas experimentais nas Academias de Fortaleza, até achar a ideal. Na primeira, fizemos uma aula de &lt;em&gt;spinning&lt;/em&gt;. Eu queria provar pra minha irmã o quanto eu estava em forma, tipo “me mostrar” mesmo. Então, pedalei mais do que devia, tentando ser mais rápida e resistente que ela. Embora o professor recomendasse pra eu pegar mais leve, pois era a minha primeira vez, eu teria ido da Barra do Ceará à Praia do Futuro nos primeiros vinte minutos, se estivesse sobre uma bicicleta de verdade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Dali a pouco a minha irmã olhou pra mim e viu que alguma coisa estava errada. Diz ela que eu, que já sou branca, estava tão pálida, que mais parecia uma alma penada. Alguns segundos e eu (pasmem) vomitei o chão, já revirando os olhos numa crise de hipoglicemia que me fez pagar o mico mais caro de toda a minha vida. O professor gritou pra uma aluna pegar uma garrafa de &lt;em&gt;Gatorade&lt;/em&gt; na cantina, urgente. E, além da minha irmã, tinham mais três pessoas me abanando. Quando retornei, vi várias cabeças em círculo sobre mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Terminada a marmota, eu e minha irmã pusemos os rabinhos entre as pernas e “puxamos o carro” dali, jurando nunca mais por os pés naquela academia de tanta vergonha. Foi triste! Depois fomos à outra, e outra... Cada uma, um defeito: longe demais, lotada demais, estacionamento de menos, muito cara, os aparelhos eram nojentos, eca! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O meu enteado já estava nos chamando de irmãs metralha: -“&lt;em&gt;Onde vocês vão dar o golpe, hoje?&lt;/em&gt;" - Ele é outro que vive malhando e só passa por mim de peito inflado. Eu vivo correndo atrás dele com uma trena na mão pra medir o seu bíceps braquial. Ele adora quando eu abro as duas bandas da porta pra ele passar (como se ele fosse enorme), fazendo um teatrinho de exclamações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Certa manhã, enquanto eu desabafava a nossa indefinição, o meu marido teve uma crise de riso que quase o fez engasgar com café. – &lt;em&gt;O quê foi?&lt;/em&gt; – perguntei. Ele falou que era melhor tomar logo uma decisão, antes que a gente se deparasse com um cartaz bem grande nas academias, com a nossa foto e a manchete: “&lt;em&gt;Cuidado com as irmãs 171&lt;/em&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Pois foi. Agora estamos correndo na praia. Quer dizer, hoje foi o nosso primeiro dia. Mas, eu chego lá. Vocês vão ver!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Foto: da esquerda para a direita, minha maninha Ana Paula e eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-5875827103309271270?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/5875827103309271270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/08/saga-da-academia.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5875827103309271270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5875827103309271270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/08/saga-da-academia.html' title='A Saga da Academia'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TGs-w076kpI/AAAAAAAAAHs/2tvR0pNDWlU/s72-c/Maneca+e+eu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-5121544370785603555</id><published>2010-08-08T14:13:00.000-07:00</published><updated>2010-08-11T18:47:50.627-07:00</updated><title type='text'>Maldita Canjiquinha</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TF8XekqbzOI/AAAAAAAAAHM/zToHkx4GT9c/s1600/N%C3%B3s.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TF8XekqbzOI/AAAAAAAAAHM/zToHkx4GT9c/s320/N%C3%B3s.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Nossa casa tinha um quintal bem grande, chão de areia, onde passávamos as tardes brincando. Lembro que costumávamos matar formigas que se enfileiravam a caminho do formigueiro. Depois, as colocávamos em caixas de fósforos pra enterrar no “cemitério” sob o pé de siriguela (que tinha as folhas coloridas com tinta guache), com direito a cruz de palitos e reza. Uma brincadeira meio fúnebre, talvez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu observava que elas, as formigas, pareciam se comunicar umas com as outras, algo como “&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;em&gt;negrada, recuem que os monstros enormes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; – nós – &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;em&gt;estão exterminando a nossa tropa!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”. Bem, eu só sei que elas davam uma cabeçada (como se cochichassem no ouvido) e mudavam o rumo, apressadinhas. Às vezes, antes de dormir, eu ficava pensando se as sobreviventes estavam deprimidas com a morte de seus parentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época nem tinham nascido, ainda, nossos irmãos mais novos, Adriano e Bárbara. Eu e minhas três irmãs fazíamos tudo na mais absoluta cumplicidade. Na flor dos meus onze anos, eu era a mais velha da prole. As gêmeas estavam com oito, e a caçula com apenas seis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A goiabeira era dividida em quatro partes por uma demarcação milimétrica em “xis” no solo. Cada uma tinha o seu “pedaço” e ninguém podia tirar goiaba do galho alheio. A gente sabia de cor quantas e onde estavam as goiabas verdes. Fiscalizávamos uma a uma todos os dias até amadurecerem. Não havia perigo de alguém pegar umazinha sem a outra perceber. E, quando isso acontecia a confusão era feia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gêmeas eram as mais sonsas. Negavam de pés juntos, sem a língua tremer. Eu sempre desconfiava delas quando uma goiaba sumia porque a Paulinha era muito inocentezinha e, além do mais, ela preferia mesmo era raspar as paredes e comer barro. Eu, era metida a santinha. Minha melhor amiga, Marivone, sonhava em ser freira e enchia o seu caderno, as árvores do pátio do colégio e portas do banheiro feminino de corações com a frase “Marivone e Deus”. Nós duas passávamos toda a hora do recreio na capela, rezando de joelhos. Parece mentira. Mas eu juro. Jurar é pecado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quando a gente brincava de casinha, eu sempre gostava de ser a mãe e dar as ordens. Obrigava as filhas a comerem verdura imaginária e botava todo mundo de castigo. Ao terminar a brincadeira, minhas irmãs faziam uma “cadeirinha” com os braços pra eu sentar, enquanto a gente cantava bem alto: “e foi assim que a nossa história aconteceeeeeeeu!!!” - e o “eeeeu” ecoava até a garganta não aguentar – como a música que encerrava o nosso disco de estorinha do Robin Hood. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todas as atividades, o banho também era coletivo. A gente fazia muita algazarra no banheiro. Um dia, inventamos uma brincadeira de apertar o sabonete entre as mãos até ele escapulir. A irmã do lado tinha que aparar e ir passando pra outra da roda, e assim o sabonete circulava de mão em mão. Se alguém deixasse cair, tinha que pagar a prenda costumeira de “comer barata assada”. Embora fosse uma prenda faz-de-conta, era incrível como a gente ficava nervosa e excitada só de pensar em derrubar o sabonete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, depois de todas já terem “comido barata assada” várias vezes, o sabonete, por fim, escapuliu como num salto de trampolim, justo pra dentro do vaso sanitário. O Phebo novinho, aberto naquela semana, estava lá no fundo sob o nosso xixi. A mamãe ficaria histérica se soubesse. Dessa vez, a prenda da minha irmã foi tirar o sabonete de onde ela deixou cair. Correu molhada até a cozinha e voltou com um papeiro de ágata na mão. Dá pra imaginar o resto, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas mais tarde, estávamos brincando na casa da vizinha, quando ouvimos a mamãe gritar: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ohw Cristina, Cristiane, Cristiene e Ana Paula! - essa última escapou por pouco de o papai registrá-la com o nome de Cristineide, não fosse a mamãe ter surtado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez minutos depois, sempre na mesma ordem – a do nascimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ohw Cristina, Cristiane, Cristiene e Ana Paula! Venham jantar agora! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A São Braz, nesse ano, tinha acabado de lançar a canjiquinha, e a mamãe enchia a despensa da tal “Canjiquinha São Braz” porque a gente adorava. O menu se repetia, pelo menos, cinco vezes por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, pela derradeira vez, a mamãe se esgoelou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ohw Cristiiiiina, Cristiaaaane, Cristieeene e Aaaana Paula! Vão obedecer não, é? Pois eu tô doidinha pra dar palmada em menina teimosa! Veeeenham!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá vem a gente correndo, uma atrás da outra, mãozinhas para trás, protegendo as nádegas. Geralmente, a gente passava tão rápido que só a última levava a palmada. Ninguém queria ficar no fim da fila (parecia olimpíada na prova dos cinquenta metros). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, será o Benedito? A canjiquinha tá esfriando na mesa faz tempo! Diacho! Porque que vocês me tiram a paciência! Teimosinhas! Não ouviram eu chamar? E tratem de comer tudinho, pois eu vou guardar a palmada pra quem não raspar o prato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela dizia aquilo porque sabia que a gente amava canjiquinha. Era mais fácil a gente repetir que deixar sobrar. Mas, ninguém sabia o que nos esperava! Corremos pra cozinha e sentamos “the flash” no intuito de proteger as nossas bundas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos um susto e nos entreolhamos com a cumplicidade peculiar. Lá estava! O papeiro de ágata, o dito cujo que salvou o Phebo, cheio de canjiquinha e canela. Ficamos sem ação. E agora? Contar a verdade, jamais! Comer aquilo, nem pensar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês são muito teimosas, minhas filhas! A mamãe não gosta de brigar, não! Mas vocês me tiram do sério. Pronto! Agora comam a canjiquinha que a mamãe fez, comam, comam... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, ma-mamãe... – gaguejou a autora do crime no banheiro - é que a gente tá sem fo-fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O quê? De jeito nenhum! Vão comer sim. Vocês não são loucas por Canjiquinha São Braz? Pois eu não saio daqui enquanto não ver esse papeiro raspadinho. Vamos ver quem acaba primeiro. Vamos, vamos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-5121544370785603555?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/5121544370785603555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/08/maldita-canjiquinha.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5121544370785603555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5121544370785603555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/08/maldita-canjiquinha.html' title='Maldita Canjiquinha'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TF8XekqbzOI/AAAAAAAAAHM/zToHkx4GT9c/s72-c/N%C3%B3s.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-5872446477715449760</id><published>2010-06-20T08:55:00.001-07:00</published><updated>2010-06-23T19:22:35.333-07:00</updated><title type='text'>As Empadas do Seu Temporão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TB46S6SHrYI/AAAAAAAAAHE/pWUYo6wJZQo/s1600/Tempor%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484885492741156226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TB46S6SHrYI/AAAAAAAAAHE/pWUYo6wJZQo/s400/Tempor%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;ra uma daquelas semanas rotineiras longe de casa. Eu estava no hotel, em Copacabana, apressada para a minha primeira reunião do dia. Sobre a cama, notebook, agenda, celular, meus creminhos antiidade, toda a parafernália de maquiagem, e um humilde Toddynho (porque não ia sobrar tempo de descer para o café-da-manhã). Enquanto respondia e-mails, dava batidinhas no rosto com os dedos e tomava o meu achocolatado, assistia a uma entrevista do Ministro da Saúde, José Temporão, sobre a vacina contra a Influenza H1N1. Em meio aos esclarecimentos sobre a vacinação, num parêntese de informalidade, o Ministro declarou não ser brasileiro. Surpreendida com a informação, aumentei o volume da TV e corri rumo ao banheiro pra escovar os dentes (pela segunda vez). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- Eu nasci em Portugal&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;” – dizia o Ministro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um sorriso “empastado” para o espelho. - Minha nossa senhora! Com que roupa eu vou? - dramatizei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- Sou luso-carioca, porque cheguei ao Rio de Janeiro no dia em que eu estava fazendo um ano de idade!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;” - Imaginei um menino bochechudo numa roupa de marinheiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quinze segundos encarando a mala. Separei o casaquinho branco e o lenço de seda azul - fiz ar de indecisão. Alguma semelhança com o figurino do Temporãozinho imaginário?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- Meu pai, José Temporão, é dono de um restaurante muito tradicional aqui no Rio de Janeiro. Mosteiro, Restaurante Mosteiro. Há quase 50 anos!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;” - Fiz as contas da idade do Ministro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tirei o bob da franja, flexionei o tronco (meus joelhos disseram “oi” pra mim) e amassei as madeixas com o meu fluido milagroso Expert Liss Ultime Serum Perfecteur de Brillance – Han? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- Culinária portuguesa. Tem umas empadas sensacionais, vale à pena! É a melhor do Brasil. Sensacional!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Temporão, tempero... Que temperão essas empadas devem ter – devaneei à medida que colocava os brincos, ajeitava o lencinho no pescoço e beijava um pedaço de papel higiênico (é pra tirar o excesso do batom, viu?). Chamei o tio Google, digitei “Mosteiro”, anotei o endereço, borrifei perfume atrás da orelha, abri a porta com o cotovelo e sai com os braços abarrotados, celular espremido no ombro. – Alô! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Naquela manhã, minha última reunião era no centro do Rio. Destino? Não levei mais que dez minutos de taxi! O endereço fica numa ladeira de mão única, a São Bento, número 13. Lá estava o tal Mosteiro. O cortês porteiro grandalhão mais parecia um pigmeu defronte à porta colossal. Dentro, as paredes e colunas revestidas em madeira, os muitos lustres e quadros dão a sensação de aconchego e um toque clássico à decoração. Tudo parece ser cuidado nos detalhes. Falei ao garçom que estava ali pra conferir a indicação do Ministro Temporão, citando brevemente a entrevista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mal me acomodei à mesa, sem que eu pedisse, serviram-me uma empada. Não foi bem algo do tipo, “a senhora aceita?”. Aquela veio pra mim sob encomendada. Fiquei em dúvida se era uma cortesia, mas não questionei. Afinal, eu ia mesmo querer uma. Sabe aquela massa fofinha que derrete na boca e não esfarela na roupa? No ponto. E o recheio? O Ministro não exagerou. Para almoçar, o menu oferecia umas vinte opções de bacalhau – escolhi uma. Perfeito! Fez jus às minhas expectativas. Não é todo dia que a gente se dá ao luxo de almoçar num restaurante daquela categoria. Então, fiquei a saborear o prato sem pressa, enquanto observava, com discrição, o movimento da casa e as pessoas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Certo momento, uma figura curiosa. Um senhorzinho, talvez mais velho que a sua aparência. Cabelos pretos como uma graúna, terno impecável, e uma simpatia que de longe transbordava no sorriso emblemático, que só se fechava quando passava uma bandeja, que ele acompanhava girando sobre os calcanhares, com o olhar esticado, até se certificar se a expressão do cliente na primeira garfada era de satisfação. Às vezes desaparecia pela cozinha, e logo voltava cumprimentando a todos como faz um bom anfitrião. Era o pai do ministro – constatei. E lá vinha ele em minha direção. Já chegou perguntando se eu havia aprovado a empada, ou não. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Maravilhosa! Assim como o bacalhau. O senhor é o seu Temporão, não é? – me certifiquei – Quanto prazer!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele já sabia que eu havia visto a entrevista e lamentou não ter podido assistir. Falei que havia ficado surpresa ao saber que o Ministro não era brasileiro. E o que ele me contou? Que chegou ao Brasil no dia em que o filho completava um aninho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Ele disse isto na entrevista! – falei eufórica (doida pra investigar se ele vestia uma roupa de marinheiro, como era costume as crianças usarem antigamente). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tivemos uma conversa animada! E quase não acreditei quando ele me contou a sua idade. Oitenta e seis anos. É mole? E o segredo de toda aquela energia: trabalho, muito trabalho, dedicação e amor ao que faz. Ganhei a minha hora de almoço só por conhecer aquele homem notável por sua elegância e vivacidade. Se já não bastasse a comida e atendimento excelentes, para minha maior surpresa:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Hoje, a senhora não vai pagar nada. É cortesia da casa!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- De jeito nenhum, seu Temporão! Eu faço questão de pagar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- A senhora não vai me impedir de um gesto cavalheiresco! – finalizou com um sorriso. E saiu todo faceiro pelo salão, segurando as mãos para trás e olhos vivos para as bandejas. Fiquei hipnotizada, boquiaberta, me beliscando. Que dia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: divulgação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-5872446477715449760?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/5872446477715449760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/06/as-empadas-do-seu-temporao.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5872446477715449760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5872446477715449760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/06/as-empadas-do-seu-temporao.html' title='As Empadas do Seu Temporão'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/TB46S6SHrYI/AAAAAAAAAHE/pWUYo6wJZQo/s72-c/Tempor%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-779940395405593649</id><published>2010-05-16T10:17:00.000-07:00</published><updated>2010-05-25T10:39:20.514-07:00</updated><title type='text'>Perdidos em Paris</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/S_AxkVz1_3I/AAAAAAAAAG8/PgK5RKAD50E/s1600/Paris.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471928047654797170" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/S_AxkVz1_3I/AAAAAAAAAG8/PgK5RKAD50E/s320/Paris.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;u tinha muita vontade de conhecer a Europa, e um desejo desesperado por Paris. Nas férias do último abril, por fim, eu e o maridão fizemos a viagem sonhada com gostinho de lua-de-mel. Partindo de Fortaleza, começamos por Portugal e seguimos até Madri de avião, onde iniciamos um tour de vários dias por terra, passando por muitos países, cidades, e paisagens de cair o queixo (que parecem só existir nos slides de &lt;em&gt;powerpoint&lt;/em&gt; dessas mensagens e correntes que enchem a nossa caixa de e-mail).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Propositalmente, escolhi um roteiro que terminasse em Paris para um “magnifique finale”. É claro que tenho muitas histórias e curiosidades pra contar de todos os lugares que passamos. Mas, gostaria de começar pelo último destino. O mais ansiado: Paris.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de duas semanas percorrendo a Europa histórica, chegamos à Cidade Luz na oportuníssima hora do pôr-do-sol. Da janela do ônibus contemplei, emocionada, os últimos instantes do astro que parecia acenar pra mim, incendiando as plantações da estrada, imergindo na linha do horizonte. Senti-me regressando a um lugar que já havia estado antes, nos romances que li. A Paris de “Travessuras da Menina Má”, ou do “Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, meu livro e filme favoritos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mágico foi ouvir o charmoso francês por toda parte e ver a arquitetura das fachadas, as tulipas colorindo os canteiros e o povo à caça de um &lt;em&gt;pedaço&lt;/em&gt; de luz pra se aquecer. Eles se esticam na grama das praças - como se estivessem em suas camas -, “quaram” nos cafés e nas escadarias dos prédios, sempre sob o sol e, comumente, imersos em alguma leitura (achei esse detalhe, o máximo). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Visitamos a Torre Eiffel, o Louvre, a famosa Catedral de Notre-Dame, o Palácio de Versailles, e fizemos o tradicional passeio de barco pelo fascinante Sena, para onde Vargas Llosa me transportou tantas vezes nos diálogos picantes de “Ricardito e a Menina Má” quando caminhavam por suas margens. Também, fomos ao pitoresco bairro onde acontece a maioria das cenas de Amélie Poulain. O Montmartre. Situado no alto de uma colina, subimos de bondinho e, na volta, descemos saltitantes os 240 degraus. Caminhamos por suas ruas de paralelepípedo, visitamos a Sacré-Coeur e jantamos “spaghetti bolognaise” em um de seus restaurantes aconchegantes sem dispensar o “bon vin rouge”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tivemos uma overdose de “arte &amp;amp; cultura”, porque pra onde você se vira, se esbarra numa “obra-prima”. Porém, esse estilo de pacote “maratona turística” tem um lado muito cruel, que é o da “pressão”. Em plenas férias, hora pra tudo. O telefone toca pra despertar quase de madrugada. Aí você tem que enfrentar o banheiro no frio, se arrumar em tempo recorde (imagine que eu tenho um ritual de creminhos, maquiagem e vários “processos”). Por fim, a mala - que a cada dia fica mais difícil de fechar -, tem que estar no corredor em meia hora, caso contrário, você mesmo terá que carregá-la, explodindo de suvenires. Até que, finalmente, você se senta pra tomar o café-da-manhã com os minutos contados pra não perder o ônibus (cansou?). Mas, dormir ou descansar em euros custa muito caro, meu bem. Então, você faz tudo rapidinho e sorrindo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que eu estava louca pra “me soltar”. Queria andar pelas ruas sem pressa, sentir o cheiro da cidade - mesmo que os franceses não gostem de tomar banho -, explorar a Cidade Luz, sem guia decretando o minuto de voltar. Talvez, sentar num café e ficar a toa, só espiando o povo. Ou, simplesmente, ouvindo a conversa da mesa ao lado, em francês, mesmo que eu não entendesse nadinha. Eu queria “me afoitar” em Paris (coisa de sagitariana).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Certa tarde, saindo do Louvre, parecia cedo, porque o sol por lá se põe bem tarde. Então, eu, meu amado marido, e três casais que haviam se tornado amigos e companheiros de aventura, decidimos voltar à Torre Eiffel onde só havíamos estado de passagem. A brasileira, vendedora da loja de perfumes, nos ensinou a ir de ônibus. Como a Torre é muito alta, dá pra avistá-la de longe. E quando ela nos pareceu bem próxima, saltamos em sua direção e caminhamos até lá beirando o Sena.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Linda, imponente, maior que eu podia imaginar. Subimos o elevador até o seu último andar e vimos toda Paris lá do alto da Torre Eiffel. O sol se pôs majestoso como um presente de Deus aos nossos olhos. Mesmo sendo primavera fazia muito frio e o vento nos dava uma sensação térmica pior. Eu me sentia congelar. Desejei o calor que eu tanto amaldiçôo do meu Ceará.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando descemos já era noite, e não tão cedo para um céu que há pouco estava claro. Fizemos uma horinha, pensamos em procurar um lugar pra comer, mas o frio apressou a vontade de voltar para o hotel e nos enfiar debaixo do edredom. Além do mais, estávamos esgotados, pois esse foi um dos dias mais puxados, com horas imensuráveis em pé e quilômetros de caminhada no Louvre. E, para completar, a fome apertava o estômago. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, os nossos amigos não estavam hospedados no mesmo hotel que nós. Juntos, eles iam arriscar o metrô. Pra não nos aventurarmos sozinhos, meu marido sugeriu pegarmos um taxi. - Taxi? - cochichei. - O hotel é do outro lado da cidade! Faz idéia de quanto vai custar essa corrida? E, se a gente multiplica por dois e meio, dá uma fortuna!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seguimos com os nossos novos amigos, unidos como velhos camaradas. Um casal baiano e dois casais paulistanos. Esses últimos, principalmente, já deviam estar acostumados com metrô. Mas nós? Fortaleza nem inaugurou o metrô! Enfiamos o ticket na catraca e fizemos uma “moita” na frente daquele mapa maluco da parede, com várias linhas na horizontal, vertical, diagonal, estilo os desenhos que a minha filha fazia quando tinha quatro anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na confusão, entendemos que a linha que deveríamos pegar era a mesma do resto da turma, e melhor, com apenas um trecho. Uma reta pra chegar ao nosso destino, que era a Estação Gallieni. Subimos animados. Ali seria a nossa despedida, pois, na manhã seguinte, permaneceríamos em Paris, enquanto os nossos amigos partiriam para Londres. Não demorou muito para percebermos que a Gallieni não constava entre os nomes das Estações da rota daquele trem. Eu e meu marido nos entreolhamos receosos. Senti um friozinho na barriga e sussurrei: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Pegamos o bonde errado. E agora? O que será de nós sem entender bulhufas de francês?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os amigos perceberam a nossa apreensão. Perguntaram se havia algum problema. Mas, o trem já freava na estação deles, e nós tentávamos pedir informação a outro passageiro, enquanto abríamos um mapa-sanfona do metrô que eu guardava na bolsa. Foram instantes de angústia geral. Notamos o semblante de preocupação dos nossos amigos. A simpática paulistana, Ana Rita, parecia se valer de São Longuinho, chefe do “Departamento Celestial de Achados e Perdidos”. Numa fração de segundos, compartilhamos sensações de aflição, e não deu sequer tempo (nem havia clima) de nos despedirmos. Deram um adeus triste e desceram. Foi horrível! A porta do trem fechou e voltamos o olhar para o homem que tinha, agora, as sobrancelhas arqueadas de interrogação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- S'il vous plaît, monsieur ! Je suis brésilienne et... (Por favor, senhor! Eu sou brasileira e...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Vous parlez… Do you speak English? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Pode ser Espanhol? Quer dizer... Do you speak Spanish?? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As sobrancelhas do homem desabaram e, espremendo os olhos, disse algo em francês. Talvez um, “&lt;em&gt;vocês tão ferrados, babacões&lt;/em&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sorri simpática e balbuciei:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Hããã? Pardon... Je ne parle pas Français et... Je voudrais aller à la... (e com dedo apontado para o mapa) Gallieni! Oui? Gallieni!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A resposta foi longa. Enquanto apontava para vários pontos do mapa, ele falava feito uma metralhadora:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- rajamaissurcetrainfautdescendreetalleràuneautrestationdesesventouses&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;seusotários!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, levantou-se rápido e finalizou, dando a entender que havia chegado a sua estação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A porta abriu e fechou, outra vez, e o trem seguiu em disparada, para onde não tínhamos a menor idéia. Ali estávamos nós, sob o solo de Paris, altas horas, perdidinhos da silva. Alguns minutos de silêncio, várias estações, gente subindo, gente descendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Estamos nos distanciando ainda mais. Vamos descer agora! – disse, puxando a mão do meu marido na primeira nova parada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Descemos num impulso. Murchos, sentamos na estação. Meu marido se concentrou no mapa, como quem lê um romance, enquanto outros trens paravam e seguiam. Podíamos sair do metrô e procurar um taxi. Mas, e se não tivesse ponto de táxi nas imediações? E se estivéssemos num subúrbio, nos ermos de Paris? Melhor, primeiro, tentar nos situar. Descobrir onde estávamos. Mas, será se adiantaria? – eu pensava. Fomos dar uma volta. Foi quando nos demos conta do tamanho e complexidade (para nós, leigos) do metrô de Paris. Parecia uma encruzilhada, um labirinto. Corredores, escadas, corredores, escadas, setas pra lá e pra cá. Rodamos, rodamos e paramos tontos em outra estação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Vamos perguntar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Peraí! Só um pouquinho... Estou quase entendendo esse mapa aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Impaciente, levantei e fui até um rapaz com cara de bonzinho. Fiz uma expressão de quase desespero...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Pardon, monsieur! Je suis brésilienne et... Je ne parle pas Français. Je voudrais aller à la Gallieni... Gallieni, please! Quer dizer, s'il vous plaît!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Station Gallieni?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Oui! Oui! Gallieni! Gallieni! – respondi entusiástica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele disse umas coisas lá que eu não entendi merreca, e apontou pra uma saída.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Merci! Merci!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E corri para o meu marido toda feliz. É por ali, amor! Vamos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Meu marido saiu apressado, sem tirar a vista do mapa. Fazia conjecturas a respeito do mapa, como quem está desvendando um tesouro e tem todo o tempo do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seguimos pela saída indicada. Andamos uns dez metros e paramos, porque tinha um cruzamento. Não sabíamos se íamos em frente, ou se dobrávamos à direita, ou pegávamos uma escada à esquerda. Tinha uma placa indicando milhões de estações, mas o nome da Gallieni nem “tchum”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Vamos perguntar de novo! – eu disse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Deixa eu ver o mapa, peraí!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Meu amor! Cadê a gente aí!? Onde nós estamos nesse mapa? Pode me dizer?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Se você me deixar raciocinar e parar de teimosia... Já tô quase encontrando. Acho que é por aqui (meu marido vai vetar esse texto).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fomos. Chegamos numa estação no exato momento que um trem abria as portas. Como a gente não tinha certeza de nada mesmo, subimos. Ao ler o nome das estações dentro do trem, pasmei: rodamos, rodamos, e subimos no mesmo lugar onde havíamos descido minutos atrás. Estávamos na mesma rota do trem anterior. O jeito foi rir. Descemos de novo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O meu juízo já estava apertado e o estômago reclamava de fome. Vi uma mocinha sentada, lendo um livro, e antes que o meu marido me segurasse, fui até ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Mademoiselle... Pardon! Je suis brésilienne et... Je ne parle pas Français... - falei com uma voz de coitada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A francesinha muda, séria, sem expressão nenhuma, olhava firme pra mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Je voudrais aller à la Galiene! Galiene!? – eu dizia enquanto levantava os ombros, com a palma das mãos pra cima, balançando a cabeça, como quem pergunta “cadê a Galiene pelamordedeus?”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem dizer uma palavra, levantou-se e saiu andando apressadinha. Cheguei a pensar que ela estava fugindo de mim. Mas, acelerei o passo atrás, enquanto acenava para o meu marido me seguir. Ela parou na frente de um mapa do metrô enorme e deu batidinhas com a unha num ponto, onde eu quase não acreditei ler: “GALIENE”. Com o outro dedo, braço esticado, ela apontou para a estação que estávamos naquele momento. Credo! Era do outro lado! Longe, muito longe. Respirou fundo - como quem pensa “como é que eu vou explicar?” -, e prosseguiu. Fez um risco com o dedo a partir da estação que estávamos até uma tal de "Nation", e fechou a outra mão em concha num vai e vem pra baixo (gesto obsceno no Brasil), como quem diz “desçam aqui!”. Então, fez um “paz e amor” invertido, balançando o “indicador e o maior de todos”, determinando “caminhem para essa estação” -, onde batia com a outra mão. E, como uma general, escorregou o delo pela linha daquela estação, mostrando que sua parada final era justamente a Gallieni. Ufa!!! Por fim, abriu um sorriso amarelo e deu as costas no mesmo passo avexado. Sequer deu bolas pra mim com as mãos unidas em posição de reza, enquanto dizia “merci, merci, mademoiselle!”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- E agora? Será se entendemos? Vamos recapitular – disse confusa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Revimos o percurso e um clarão enorme se acendeu. Tudo parecia simples, embora complicado. Hã?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fomos atrás da estação que nos levaria – pela hóstia sagrada - à outra estação que nos deixaria, finalmente, na tal Gallieni.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Penamos um pouquinho, mas, achamos. Descemos na &lt;em&gt;Nation&lt;/em&gt;, mudamos de trem e saltamos na &lt;em&gt;Republique&lt;/em&gt; pra pegar o último trem que nos levaria de volta ao hotel. Assim que subimos, procuramos na lista das estações o nome da Gallieni. E lá estava. Eu queria subir na cadeira e beijar aquele nome. Que alívio! Mas, na primeira parada, percebemos que estávamos na direção oposta. Descemos. Tive medo de nos perdermos de novo tentando achar o ou outro lado da mesma estação. Deu vontade de pular nos trilhos e saltar para o lado de lá. Que loucura! Por fim, deu tudo certo. Pegamos o nosso trem. Sentamos exaustos e relaxamos felizes. Só reclamávamos da fome. E o restaurante do hotel já devia estar fechado. E por falar em hotel, ainda tínhamos que encontrá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Descemos na Gallieni sãos e salvos - merci, mon Dieu! - e subimos a escada que nos levaria até o solo. Agora, cada um pensava melhor entender aquele metrô. Olhamos para o alto em busca do hotel. Uma surpresa: a placa do McDonald’s bem na saída. E, um pouco mais a frente, a do NOVOTEL. Foi o “Mc” mais gostoso da nossa vida. Desmaiamos sob o edredom. Final feliz!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-779940395405593649?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/779940395405593649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/05/perdidos-em-paris.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/779940395405593649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/779940395405593649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/05/perdidos-em-paris.html' title='Perdidos em Paris'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/S_AxkVz1_3I/AAAAAAAAAG8/PgK5RKAD50E/s72-c/Paris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-4670680025991084366</id><published>2010-04-06T07:17:00.000-07:00</published><updated>2010-04-06T15:38:37.209-07:00</updated><title type='text'>Confissões de Taxitas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/S7tIdOs_61I/AAAAAAAAAG0/ly16Fh4jrPc/s1600/Taxi.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457035040489728850" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 193px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/S7tIdOs_61I/AAAAAAAAAG0/ly16Fh4jrPc/s320/Taxi.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uando viajo a trabalho, ando sempre de taxi. Bem, posso afirmar que tenho vivido boa parte da minha vida dentro de um, nos últimos anos. Descobri que taxistas são contadores de histórias e seus passageiros, terapeutas, com quem eles desabafam os problemas e se aconselham. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em certas cidades, tenho um taxista exclusivo que fica à minha disposição a semana inteira. A consulta começa do aeroporto para o hotel, com uma recapitulação dos antigos acontecimentos (que já foram submetidos à minha “psicanálise”), ultimada por um “pois bem!” que introduz uma “fileira” de novos fatos detalhados um a um, no caminho entre uma e outra reunião, cujo endereço eles já sabem de cor. Já peguei cada “causo” que, sinceramente, não resisto em “declamar” pra família nos cafés-da-manhã, imitando os sotaques, trejeitos, e os vícios de linguagem mais engraçados dessa diversidade que é o Brasil. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns taxistas se tornaram amigos. Como o seu Sousa de Recife. O número um, o meu preferido. Percebo sua satisfação no saudoso “minha patroa!” carregado de alegria, a cada chegada minha. Seu Sousa é mais que um amigo, eu tenho um irmão Pernambucano. Conheço sua vida todinha, floreada pelos álbuns de fotografia da família que ele leva no “porta luvas” só pra me mostrar. A formatura do filho Tiago, o menino de ouro formado em biomedicina. A festa de aniversário temática dos anos 60, nos cinqüenta anos da Dona Joana, sua “mulé” (como ele diz). A esposa, de quem ele fala cheio orgulho. &lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;"- Mulé letrada, visse?"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; - A falecida sogra ainda tem o quarto intacto, na casa dele. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;– Ôche, dona Cristina! Minha mulé conserva tudim do mesmo jeito, intendesse? E num é que o cheiro dela tá impregnado no quarto até hoje, visse? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O seu Sousa tem sempre uma conversa pra jogar fora, ou um “babado forte” pra contar! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;- Pois é, minha patroa... eu tenho andado assim, meio pensativo, visse?! É que minha mulé é querida di-mais! O telefone lá de casa só toca pra ela, num sabe? Num tem uma veizinha que seja pra mim, intendesse? Tá certo que ela é uma mulé muito boa, num tem maldade nin-uma, visse!? Pense num coração bom! Olhe, as amigas dela paparicam ela, e é muito! Meniiino! Aí, eu tava pensando: e, pois não é, que eu não tenho amigo nin-um! A senhora acredita? Isso é normal, é? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;– Seu Sousa, e eu não sou sua amiga, não, heim?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Vixe! É mesmo, né?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É mesmo, mesmo! O seu Sousa é do tipo que ainda liga depois que eu chego de viagem só pra se certificar se a viagem foi boa, e exclamar um “Graças a Deus e até breve”. Isso não é amizade verdadeira, não?&lt;br /&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu ia pra uma reunião no SBT em Osasco/SP, quando peguei o taxi do Seu Antonio pela primeira vez, na Alameda Jaú com Augusta. Muito simpático e cortez, cumprimentou-me pelo retrovisor com os seus olhinhos miúdos através dos óculos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- Pôsh não! Desejas irr prra onde, senhora?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Logo reconheci o sotaque português. Tinha uns cabelinhos de neve e usava terno cinza e cachecol. Percebi que já tinha idade para estar aposentado. Oitenta e dois anos! Revelou-me nos primeiros minutos de conversa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- Cristina? Tens o nome de minha neta! Vejas que feliz coincidência!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos fui encantando-me com sua figura graciosa e original. Ali começou mais uma terapia. Contou-me sua vida (a Marginal estava em obra, não faltou tempo, nem congestionamento). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;- Pôsh então, dona Cristina! Cheguei em SP ainda meninote. Aqui, conheci o amor da minha vida... a minha Conceição. Tivemos duas filhas espetaculares (“debulhou” a vida das filhas). A minha Conceição tem Alzheimer, e tem mania por sapatos. Ela me pede para comprar um par a cada semana, porque ela esquece que os tem. Eu digo: - Mas, e aqueles que tu nem usaste ainda, meu bem? – Quais Antônio? Tu sonhaste? Eu estou descalsada! Estais a me negar um par de sapatos? - E eu não resisto, dona Cristina. Porque se nego alguma coisa pra minha Conceição, fico com tanto remorso! Nossa senhora!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;No final da semana, levou-me do hotel ao aeroporto de Congonhas (mais congestionamento, um convite à nova terapia). No caminho, mostrou-me a fotografia da sua Conceição. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;- Vejas com é linda, a minha Conceição!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vi aquela senhorinha franzina, agarrada à cintura do seu Antônio mais moço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;- Como é linda a sua esposa, Seu Antônio! Muito linda! Uma diva! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;- Nesta “chapa”, meu bem, ela tinha acabado de se recuperar do lúpus! Sofreu muito com essa doença, tadinha! Eu quase fico viúvo! E o piorr é que ela também tem diabetes, e é doida por docinho de abóbora! Ash vezes eu compro, escondido da nossa filha! Sim, porrque moramos com nossa filha, Sônia! E não é que a minha Sônia encontrou os docinhos escondidos no guarda-roupa, dias desses!? Ah, foi terível, dona Cristina! Chamou-me de irés-ponsável. Ela não compreende, percerbes? Como vou conseguir dizer não à minha Conceição? Ela aprecia demais, aqueles docinhos! Sabes d’uma cousa, Dona Cristina! Eu e minha Conceição nos amamos b’stante graças ao bom Deus! Àsh vezes, tenho pena de vir trabalhar, porque todas as manhãs ela dish: - Meu Antônio, eu te amo tanto, meu amor. Tu ficas comigo só hoje? Aí eu não resisto. Fico mash um pouquinho abraçadinho com ela na cama!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;E, suspendendo os óculos, levou o lenço aos olhos, e continuou: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; Olhe, Dona Cristina &lt;/em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;(disse olhando-me pelo retrovisor)&lt;/span&gt;&lt;em&gt;, eu peço tanto a Deus pra não levar a minha Conceição, porque a pobrezinha é tão debilitada... Parece um passarinho! Mas, Deus tem feito tantos milagres! E a cada páscoa ou cada natal que passamos juntos, eu compro Vinho do Porto que ela adora de paixão, sem a nossa Sonia saber, é claro! - por causa da diabetes. E nós brindamos escondidinhos no quarto, mais uma data juntos! E ela diz toda alegrinha: oh, meu Antônio, que seria de mim se não fosse tu?”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Já estávamos chegando ao aeroporto e, a essa altura, a minha echarpe já estava ensopada de lágrimas. Quando desci do carro e o seu Antonio ficou de pé, vi o quanto ele era um vovozinho fofo, desses que a gente tem vontade de abraçar. Tão velhinho, que fiquei com pena dele pegar a minha mala de chumbo. Mas, ele insistiu, disse que ainda tinha força nos braços! Deu-me um abraço e falou: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;- Dona Cristina, a senhora agora tem um amigo em SP. E é para o que derr e vierr! E eu desejo que a senhora seja muito feliz, má muito feliz com o seu esposo. E que o amor de vocês seja tão lindo e verdadeiro como o meu e da minha Conceição! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Sai arrastando a minha mala aos prantos, acabada, e certamente chamei a atenção na fila do check-in, contando a história pra minha filha pelo celular (porque, essa, eu precisava compartilhar ao calor da emoção). A Manuela choramingou do outro lado da linha... &lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;“- Ohw, meu Deus, o bichim”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; – Depois, eu ri de mim sozinha no avião, e dessa minha vida. Passava um tempo, e eu ria de novo. Ri várias vezes. Terei chamado a atenção?&lt;br /&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em Salvador, não tive essa sorte toda, não. Antes, pegava o taxi do seu Edgar. Mas, um dia, “na terapia”, ele me contou com a maior naturalidade que participava dessas brigas de aves silvestres, e que a polícia ambiental havia apreendido uns canários dele. Engoli o ódio, fiquei tão decepcionada com o malvado! Depois dessa conversa, ele nunca mais ouviu falar de mim. Então, passei a andar com outro taxista, o Ivan. Por mera coincidência baiana (e que me perdoem os amigos de lá), quase sempre que retorno da reunião, me deparo com a cena cômica, se não fosse constrangedora: o banco do carro declinado e ele cochilando com os pés trepados na direção. Outra vez, ao ligar pra reclamar o seu atraso, pasmei do outro lado da linha: &lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;“-Tô chegando, nêga!”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; Nega? Não é intimidade demais? Que baiano “entrão”! Fiquei tão passada que nem tive ação de responder.&lt;br /&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Porto Alegre, tem um taxista que é colecionador de carro velho. Ele compra as latas-velhas caindo aos pedaços. &lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;“– Bah! Eu desmonto tudo, arrumo, boto uma água-de-cheiro e vendo, tchê! Ajuda a comprar a bóia e a pagar o colégio dos guris! Que tal?”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; - Numa corrida, me deu uma aula completa de como limpar as velas do motor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já no Rio de Janeiro, gosto de pegar o taxi do seu Osnir. Um japonês cuja filha toca violino. Ele gosta de músicas clássicas como eu, e até fez questão de me dar o seu cd que eu estava ouvindo no taxi! Em Belo Horizonte, eu tenho o seu Eduardo. Sabe aquele mineiro do sotaque bem “amineirado” mesmo? Que fala “esse trem”, “uai”, “bucadim”... Ohw terra do povo pra eu gostar! O filho dele estuda música também (como a filha do “japa” carioca). Só que ao invés do violino, ele toca flauta. O seu Eduardo adora “rasgar uma seda” para o filho, que estuda na Universidade Federal de BH. E, entre os melhores, é integrante da orquestra da Instituição de Ensino. Mas, não gosta muito dos comentários da família.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- Ói, Dona Cristina, eu num güento eles dizê que musca é coisa de viado, sô! Fale deu! Mar num fale do meu mulequim, não! O minino é macho, e é isforçado! Deusde o ano passado que eu tô pelejando pra pagá o diacho dessa flauta! Pense num trem caro! &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Já tocô em Beraba, Berlândia, Jizdifora...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que vi o seu Eduardo foi numa “corrida” da TV Alterosa para o Aeroporto de Confins. Eu estava atrasada para o vôo, mas ele me convenceu a passar no mercado pra comprar um queijo mineiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt; Prestenção, dona Cristina! A sin-ora num pode chegar em casa sem um queijo minêro. O marido vai perguntá “quêde o quêjo?”. É quinem eu ir à Furtaleza e num Tumá um bãe de má. É mió num arriscá! E ainda pruveita e compra um bucadim de lingüiça, sô!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;- Homem, dê aí marcha à ré e me leve logo nesse mercado! Mas tem que ser avexado! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-4670680025991084366?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/4670680025991084366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/04/confissoes-de-taxitas.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/4670680025991084366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/4670680025991084366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/04/confissoes-de-taxitas.html' title='Confissões de Taxitas'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/S7tIdOs_61I/AAAAAAAAAG0/ly16Fh4jrPc/s72-c/Taxi.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-5878951236087772439</id><published>2010-02-16T11:13:00.000-08:00</published><updated>2010-07-07T19:31:18.601-07:00</updated><title type='text'>Qual é a Cor da Sua Aura?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/S3r5iUkroYI/AAAAAAAAAGs/7a-a8knFNp0/s1600-h/diabinho%2Be%2Banjinho.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438933868036727170" src="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/S3r5iUkroYI/AAAAAAAAAGs/7a-a8knFNp0/s200/diabinho%2Be%2Banjinho.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 197px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/S3r4X0bhW0I/AAAAAAAAAGk/3M3uliXurzc/s1600-h/diabinho%2Be%2Banjinho.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;e a nossa aura fosse tão perceptível quanto o nosso cabelo, pareceríamos diferentes da imagem que projetamos no dia-a-dia, através de atitudes ponderadas? Algo mudaria na forma como as pessoas nos vêem, se as minúcias da nossa personalidade fossem desveladas? Pensemos se haveria algo de que nos envergonhar, se os nossos instintos e pensamentos mais íntimos fossem jogados ao vento. Somos tão predispostos em apontar o defeito do outro, mas, pouco endereçamos esse olhar para dentro de nós. E, só sabemos de que somos capazes para alcançar os nossos objetivos, quando a nossa integridade é posta à prova pela vida. Felizmente, a busca pelo autoconhecimento tem sido um objetivo comum entre os que entendem a necessidade de evoluir. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;Reconhecer potenciais e limitações, vulnerabilidades morais e de caráter, nos ajuda a dar passos largos em direção ao amadurecimento, e acende um clarão para a compreensão e condução dos nossos relacionamentos, seja na esfera pessoal ou profissional. Despir-nos de todos os subterfúgios não é tarefa simples. A alma humana é uma incógnita, suscetível a auto-sabotagem. Não é fácil adentrar o seu âmago. Tudo o que pensamos conhecer sobre nós mesmos está ancorado na nossa crença&amp;nbsp;acerda do que no fundo admiramos e queremos ser. Mostramos a nossa verdade mais conveniente. E, de quantas máscaras lançamos mão, às vezes, para esconder o nosso lado obscuro? O fato é que quanto mais nos “especializamos” no pernicioso exercício da dissimulação, nos subjugamos a uma auto-sugestão capaz de convencer a nós mesmos de uma auto-imagem ilegítima. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O autoconhecimento para a justificação dos nossos erros é uma busca em vão. Quanto mais avançamos nessa viagem para dentro de nós, maior a nossa responsabilidade sobre os nossos atos. Não há como ir contra o propósito maior da vida, que é a evolução. Precisamos nos conhecer para, então, alcançarmos um nível de entendimento mais profundo conosco, e com as pessoas que a vida colocou no nosso caminho para serem instrumentos do nosso aprendizado. Não nos acomodemos com o que somos hoje. À medida que nos melhoramos, tudo e todos mudam em nosso favor.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;Foto divulgação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-5878951236087772439?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/5878951236087772439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/02/qual-e-cor-da-sua-aura.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5878951236087772439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5878951236087772439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/02/qual-e-cor-da-sua-aura.html' title='Qual é a Cor da Sua Aura?'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/S3r5iUkroYI/AAAAAAAAAGs/7a-a8knFNp0/s72-c/diabinho%2Be%2Banjinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-8012556605153552045</id><published>2010-01-17T12:54:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T08:06:38.452-08:00</updated><title type='text'>Ser Melhor para Ser Feliz</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/S1N8YAs3ccI/AAAAAAAAAF8/u8gDwpBwh98/s1600-h/DSC06093.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427818727858467266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/S1N8YAs3ccI/AAAAAAAAAF8/u8gDwpBwh98/s320/DSC06093.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A felicidade é o maior anseio da humanidade. Tudo o que pode representar o estado máximo de realização, bem estar, satisfação, etc., pode ser resumido em uma única palavra: felicidade. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Todos nós a buscamos, incansa- velmente, a vida inteira. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas, o que vem a ser, essencialmente, a felicidade? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Alguns afirmam que ela não existe. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Numa perspectiva menos pessimista, ela seria um estado de espírito efêmero. Experimentado em fragmentos, pedacinhos de tempo. Há, inclusive, quem a tema pelo mau presságio de que ela precede sempre um acontecimento ruim. Algo que vem para justamente “estragar” a tal felicidade (imerecida?). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vê-se a felicidade no olhar de quem nada tem. Procura-se, em vão, a felicidade no olhar vazio de quem tem tudo, aparentemente, para ser feliz. Existe um grande paradoxo em torno dessa percepção. Enfim, como conceituar a felicidade de uma forma abrangente e unânime? Podemos crer que a felicidade é tudo o que o dinheiro não compra. Utopia? Pois bem! Pensemos nesse “tudo” que o dinheiro não compra e reconheçamos a legítima felicidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem gente que não consegue imaginar a felicidade sem dinheiro. Considera demagogia dizer que ele não a facilita (pelo menos). “Se felicidade é ter paz, o dinheiro salda as dívidas que aniquilam a paz”. Mas, estar quites com as contas não é suficiente para ser feliz. Tão pouco, nos faz conhecer a paz em sua plenitude. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;O dinheiro não compra PAZ DE ESPÍRITO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A paz pela tranqüilidade da nossa consciência e pelo sentimento de dever cumprido para com os nossos filhos, nossa família, nosso trabalho e nosso próximo (inclusive, para com os nossos credores). Essa é a verdadeira paz. As nossas escolhas e atitudes determinam o tamanho da paz que atraímos para a nossa vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cultivar a honestidade, por exemplo, nos assegura a paz. Quanto mais a praticamos, mais resistimos às pequenas tentações, e mais ficamos imunes às grandes. Qualquer vantagem que pleiteamos em detrimento do benefício do outro, a vida nos cobra de alguma maneira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Levar o prejuízo é sempre menos danoso que causar. Ter confiança em Deus nos faz crer com firmeza que Ele nos dará lá na frente, o que por hora nos é subtraído. A autovigília constante nos ajuda a identificar situações lúbricas, escorregadias. Nossa consciência sempre acusa os “desvios do bom caminho”. Não há como nos enganar. Quem não deve tem a consciência tranquila. E todos esses esforços nos livram dos maiores inimigos da paz: a culpa e o remorso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;O dinheiro não compra o AMOR&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Amar e ser amado são um estímulo poderoso à felicidade. O amor, em todas as suas expressões é uma doação. Tudo o que se dá de coração, de forma verdadeira e desinteressada, é naturalmente recompensado. &lt;span style="color:#330099;"&gt;Ninguém recebe menos que sua própria contribuição&lt;/span&gt;. Quando nos sentimos vítima, ou quando não somos sinceros nas nossas atitudes, temos dificuldade em reconhecer essa máxima. Estar em harmonia com a nossa família, ter amigos valorosos que nos estimam, é imprescindível à felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor entre duas pessoas, quando pleno e verdadeiro, nasce e é sustentado pela admiração mútua. Somente a admiração é capaz de manter a integridade do amor. A beleza física atrai. Mas é a admiração que faz permanecer. Devemos ter interesse real em nos tornar seres humanos melhores. O empenho diário em controlar maus impulsos promove constantes “reformas íntimas” que nos proporcionam grande crescimento e nos tornam pessoas mais amáveis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Atraímos amor nos pequenos gestos. Quando evitamos, por exemplo, julgamentos e comentários inúteis sobre outras pessoas, muitas vezes sem procedência. Não faz muito tempo, li um texto que me chamou muito a atenção. Algo assim: &lt;span style="color:#330099;"&gt;“se você sabe alguma informação negativa a respeito de alguém, antes de passá-la adiante, reflita: tenho certeza da veracidade dessa informação? Comentá-la irá mudar algo na minha vida? Então, guarde-a para você. Seu único trunfo será denegrir a reputação dessa pessoa, talvez prejudicá-la, sob o risco de ser uma inverdade ou meia-verdade.”&lt;/span&gt; Que mérito isso tem? Falar mal dos outros é deselegante e a pior má impressão que causa é sobre a nossa própria imagem. Fazemos isso habitualmente (até o dia que decidirmos nos policiar).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;O dinheiro não compra FÉ EM DEUS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A vida nos apresenta, algumas vezes, circunstâncias de difícil superação. Esse é um processo natural ao aprendizado e evolução para o qual estamos destinados. Devemos acreditar que todos os acontecimentos relevantes da nossa vida têm um objetivo maior, uma razão superior, por mais absurdo que nos pareça. A fé em DEUS é o poder que nos fortalece e encoraja. Acende em nosso coração a luz da esperança que nos impulsiona a seguir em frente, na certeza de que iremos transpor a dificuldade e abraçar uma nova oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;O dinheiro não compra DIGNIDADE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Embora o dinheiro seja o fim de todo ofício, e não exista dignidade sem um meio de subsistência, não é o dinheiro que nos dignifica. Mas, a nossa capacidade de prover o próprio sustento, de estabelecer metas e realizá-las. São os sonhos que movem e estimulam a vida. &lt;span style="color:#330099;"&gt;Quando temos dinheiro para tudo, não temos o que sonhar.&lt;/span&gt; O trabalho dignifica e nos afasta das inquietações do ócio. Faz-nos sentir úteis e livres de quaisquer condições de dependência ou submissão. Mesmo quando não necessitamos trabalhar, efetivamente, precisamos nos sentir úteis para não perdermos a dignidade, essencial à nossa felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;O dinheiro não compra SAÚDE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A saúde é uma dádiva para a qual damos uma contribuição parcial, uma vez que ela parece não depender exclusivamente de nós. Ainda assim, grande parcela está diretamente relacionada aos nossos hábitos alimentares e estilo de vida. Mas, se estamos em paz, vivenciando o amor, com fé em Deus e dignidade, ganhamos outra fração, uma vez que a saúde é reflexo do nosso interior (mais do que podemos imaginar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro não compra paz de espírito, amor, saúde, fé em Deus ou dignidade. Falta alguma dessas coisas na vida de quem não é feliz. A felicidade, contudo, é um mérito ao alcance de todos. Cabe a cada um de nós fazer a sua parte, que a de Deus será dada por acréscimo, indubitavelmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-8012556605153552045?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/8012556605153552045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/01/ser-melhor-para-ser-feliz.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/8012556605153552045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/8012556605153552045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2010/01/ser-melhor-para-ser-feliz.html' title='Ser Melhor para Ser Feliz'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/S1N8YAs3ccI/AAAAAAAAAF8/u8gDwpBwh98/s72-c/DSC06093.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-5060373884204738571</id><published>2009-12-23T05:51:00.000-08:00</published><updated>2009-12-23T06:35:43.730-08:00</updated><title type='text'>Adeus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SzImM6Q5zUI/AAAAAAAAAFk/zBUQD1mrWqg/s1600-h/DSC06038.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418435304920567106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SzImM6Q5zUI/AAAAAAAAAFk/zBUQD1mrWqg/s400/DSC06038.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;into-o partir a cada dia, pouco a pouco. Tão breve, que mal posso detê-lo. Sei que logo irá para sempre, deixando lembranças de um tempo feliz. É mais um que se vai, como outros tantos. Talvez eu não o esqueça nunca. Decerto, sentirei alguma nostalgia. Nem que seja na despedida, pois não sou de pedra. Mas, até já me pego pensando no outro. O que está por vir. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Haverá de ser igualmente bom, ou melhor. E chegará tão logo ele se vá. Trazendo amor, harmonia e novas oportunidades de aprendizado e realização. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Obrigada, dois mil e nove. S&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;ou grata a Deus. Adeus...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-5060373884204738571?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/5060373884204738571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/12/adeus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5060373884204738571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5060373884204738571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/12/adeus.html' title='Adeus'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SzImM6Q5zUI/AAAAAAAAAFk/zBUQD1mrWqg/s72-c/DSC06038.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-721999979949925928</id><published>2009-12-14T19:00:00.000-08:00</published><updated>2009-12-16T13:13:19.397-08:00</updated><title type='text'>Vivendo e Aprendendo a Ser Feliz</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/Syb-RzCVDGI/AAAAAAAAAFE/dCtFN8y7ciM/s1600-h/Duna.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415295183670807650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/Syb-RzCVDGI/AAAAAAAAAFE/dCtFN8y7ciM/s320/Duna.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Q&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;uando eu tinha vinte e poucos anos, achava que tudo girava em torno daquele tempo. O tempo presente. Eu tinha a sensação (quase uma certeza) de que as coisas não tinham a mesma graça, ou faziam o mesmo sentido depois dos trinta. Era como se as emoções só fossem vivas e intensas durante um período que eu julgava ser a “juventude”. Havia em mim uma pressa em ser feliz, um espírito missionário de “consertar” pessoas e coisas, e fazer as minhas escolhas darem certo a qualquer custo. E com essa determinação eu me achava capaz de transformar tudo o que considerava aquém das minhas expectativas (ai, como eu era “sofredora”). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Até que os anos passam, voam, e o tempo presente continua a nos parecer insuperável, o momento ideal para sermos felizes e realizarmos os sonhos de agora, mais sólidos ao nosso “olhar maduro”. Deixamos de gastar energia com coisas que passamos a considerar pouco importantes. Aprendemos sobre a nossa incapacidade de mudar o que não depende exclusivamente de nós, e paramos com esse propósito. Aceitamos ou deixamos de lado, as tais coisinhas. Simples! E, o melhor de tudo, é que enxergamos o real valor de cada uma delas. Em síntese, é muito mais fácil ser feliz depois dos trinta! Dos quarenta... (a não ser que estejamos mortos em vida).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-721999979949925928?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/721999979949925928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/12/vivendo-e-aprendendo-ser-feliz.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/721999979949925928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/721999979949925928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/12/vivendo-e-aprendendo-ser-feliz.html' title='Vivendo e Aprendendo a Ser Feliz'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/Syb-RzCVDGI/AAAAAAAAAFE/dCtFN8y7ciM/s72-c/Duna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-6755458450024955973</id><published>2009-10-25T15:11:00.000-07:00</published><updated>2010-01-18T08:14:34.638-08:00</updated><title type='text'>Amanhã Pode Ser Tarde</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SuTT3B6x4qI/AAAAAAAAAE0/BmpFZBByRjM/s1600-h/ampulheta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396671195857937058" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SuTT3B6x4qI/AAAAAAAAAE0/BmpFZBByRjM/s320/ampulheta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;sses dias, eu estava com o “quinteto” no nosso entusiástico almoço semanal, quando um telefonema inesperado deixou atônitas as irmãs Markan. Uma tia muito querida, que nem estava doente nem nada, subitamente morreu. Aliás, prefiro o termo desencarnou. A palavra morte denota o fim de tudo, coisa que de fato não existe pra mim. Mas, enquanto o garçom fechava a conta, eu buscava palavras (se é que elas existem nessas horas) para confortá-las. Elas estavam muito abaladas (e perplexas) porque um dia antes a tia estava em perfeito estado. Isso nos fez refletir brevemente sobre a fragilidade da vida. Reflexão que me acompanha até esse instante, e que compartilho agora. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa chama que é a vida só precisa de um sopro para se dissipar. Simplesmente acontece. Ninguém está imune. Porém, habitualmente só estamos atentos a essa possibilidade na eminência de algum problema de saúde. Subestimamos a nossa vulnerabilidade. Esquecemos que o corpo humano é suscetível a uma série de ameaças! E nem vou pontuá-las aqui porque esse não é o foco. Eu quero falar daquela vozinha da consciência que clama “&lt;em&gt;criatura, te alui!!&lt;/em&gt;!”, quando experimentamos a perda de alguém próximo de nós. É quando vemos claramente o quanto tudo é transitório, efêmero. Tudo. Tudo passa. Esvai-se. A vida cessa (pelo menos esta atual). Também nos faz pensar nos valores do mundo materialista e consumista no qual estamos envolvidos. E num piscar de olhos caem centenas de fichas, enxergamos coisas tão óbvias, vistas antes com uma leviana indiferença. Como por exemplo, a nossa pouca sabedoria em conduzir a própria vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tantas vezes desperdiçamos tempo valorizando coisas sem importância, incitando a raiva, o ressentimento, dando asas a sentimentos pouco nobres como o orgulho (que ingenuamente chamamos de “amor próprio”), nos desarmonizando com pessoas que amamos etc., etc.. Descartamos boas chances de ser feliz. Amiúde, temos mesmo tudo pra ser feliz. Mas escolhemos viver ao sabor das nossas insatisfações e lamúrias. Não damos valor ao que temos de precioso, às pérolas que muitos desejariam em nosso lugar. A qualquer preço. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, essa pouca inteligência também permeia a nossa covardia. De admitir uma vida medíocre. De encarar os problemas de frente. De “chutar o balde”. De mudar. De recomeçar. Empurramos a vida com a barriga (uma vida inteira). Canalizamos a energia de toda uma existência para coisas que deviam ter valido, no máximo, uma fase passageira para servir de aprendizado. E aí? Olhamos para trás e conjecturamos vários “&lt;em&gt;se’s&lt;/em&gt;”. Os “&lt;em&gt;e se eu tivesse feito assim&lt;/em&gt;”. Os piores erros que cometemos se dão pela atitude não tomada, a palavra não proferida, a decisão protelada. Temos muito medo de arriscar. E esse medo é que nos rouba novas oportunidades. Inclusive, de nos encontrar. Arrepender-se do que fizemos ou do que deixamos de fazer. O que é pior? Às vezes, é melhor correr riscos (com responsabilidade) que ter uma vida desventurada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém quer falar sobre a morte, esse destino irrevogável. Escrever essa palavra é até esquisito. Tão pouco pensar que a areia do cone superior da nossa ampulheta da vida pode estar minguando. Todos nós estamos sujeitos a ser surpreendidos pela “ruptura” irreversível. Não importa o que estejamos a fazer, quais projetos tenhamos ainda a realizar. Chegada a hora, &lt;em&gt;c'est fini&lt;/em&gt;. O livro fica sobre a cabeceira com o marcador na metade, e vai sobrar três quartos do perfume regrado para as ocasiões especiais. Essa mania de deixar para amanhã, de guardar para depois, de adiar os planos, de ficar criando coragem para fazer o que tem que ser feito já, é pura tolice (pra não dizer burrice).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos usar as taças de cristal, o aparelho de porcelana, os talheres de prata (o perfume francês pode deixar para os momentos especiais). Fazer, agora, as pazes com o nosso amor, pedir desculpas a quem magoamos, sobretudo perdoar! Mas, principalmente, vamos nos esforçar em ser pessoas melhores. Melhores em todos os papéis que desempenhamos na sociedade em que vivemos, no nosso ambiente de trabalho, no nosso lar, com a nossa família. Esse dia que a gente desperdiçou em nome dos nossos caprichos, não volta mais. E amanhã... Amanhã pode não existir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;"Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada". (Lya Luft) &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000000;"&gt;Foto divulgação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-6755458450024955973?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/6755458450024955973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/10/amanha-pode-ser-tarde.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/6755458450024955973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/6755458450024955973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/10/amanha-pode-ser-tarde.html' title='Amanhã Pode Ser Tarde'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SuTT3B6x4qI/AAAAAAAAAE0/BmpFZBByRjM/s72-c/ampulheta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-5221314577759859250</id><published>2009-10-12T13:44:00.001-07:00</published><updated>2010-01-18T08:15:10.450-08:00</updated><title type='text'>Uma Casa na Serra, uma Horta, um Jardim (e umas teimosias)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/StOWRzVbK4I/AAAAAAAAAEs/xyMyko1cEBc/s1600-h/Casa+Ip%C3%AA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391818411474627458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/StOWRzVbK4I/AAAAAAAAAEs/xyMyko1cEBc/s320/Casa+Ip%C3%AA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;enho sonhos de um futuro simples e pacato, oposto à minha vida urbana. Avesso do meu presente. E entrever esse amanhã me dá insights de felicidade. Ao mesmo tempo, medo. De não me acostumar. De sentir tédio. Mas, por que o desejo tanto? Esse lugar. Onde não existe congestionamento, poluição, estresse, a futilidade e o supérfluo. O tal futuro. Vejo-o, como se já o tivesse vivido. Sinto-o como se me fosse tão próximo. Quero-o, como se o houvesse perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino. Uma casa na Serra, em perfeita harmonia com a natureza e o frio. O despertar cedinho, todos os dias. Quando os primeiros raios de sol se enfiam nas frestas, em fachos de fumaça com purpurina. Lá, me espreguiço sem pressa, ouvindo o cantarolar dos passarinhos. Dou uns gemidos, falo com a voz fina, e entre pausas pra implorar uma &lt;em&gt;cosquinha&lt;/em&gt;, conto o meu sonho, sem pé e sem cabeça. Rogo pra não ser interrompida (senão esqueço-o). Floreio pra ficar interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, passo um café moído, desses que empesta a casa com o seu cheirinho. Sobre a mesa, toalha xadrez e a flor no vaso. Flor de verdade, do meu bucólico jardim. Uma janela bem grande na cozinha, com cortina de babadinho. Só pra ver a laranjeira carregada, a horta, e se o cacho de banana está mais maduro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma tapioca com manteiga, enroladinha, feito um charuto. Vou molhar no café - alguém repara? Não, se em xícaras de porcelana, com rosinhas no detalhe. Ao sabor do grão forte, devaneio, faço planos pro almoço. Um risoto de camarão, talvez. Ele pede espaguete à carbonara, com bastante manjericão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Xícaras na pia, pé na estradinha. Tem flor de mato nas coxias. Sinto o odor da terra úmida, dou bom dia pra vizinha. Proseamos sobre os filhos (umas corujices). E lembramos os velhos tempos, com aliviado saudosismo. A vida corrida, a rotina de trabalho, os filmes devolvidos sem assistir nos finais-de-semana relâmpago. Quando não se podia escolher ficar mais tempo na cama. O tempo que a gente não tinha tempo (de viver).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De volta, chupamos laranjas no alpendre à sombra do ipê que desfolha um tapete amarelo sobre a grama, que eu não deixo varrer. Ele fala de política, discursa sobre o mercado financeiro. Eu cobro a revisão do meu texto e me convido a escrever. Na mesa defronte à janela, acima do monitor, vejo ao longe a pequena cabana que margeia a linha tênue azul. E os pontos escuros que se mexem. Parecem galinhas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu escrevo. Ele estuda uma trava de baixa. Dá vontade de tomar um licor. E já é hora de cozer uma comidinha. Vou direto ao espaguete, ele finge que prefere o risoto. Eu duvido. Risoto, espaguete, risoto, espaguete. Espaguete! Dissimulo predileção. Ele diz que no fundo, queria o risoto. E eu nem acredito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passo o bacon com a cebola no azeite que borbulha na panela de pedra-sabão. Ele põe minha taça de vinho e pede muito macarrão. Eu nego (rende às pampas depois de cozido). Ele teima, e enfia mais na água fervente, enquanto colho um raminho de manjericão. Eu resmungo e ele sai de fininho. Vai sobrar e eu detesto requentado. Assim, vão-se uma manhã, um soninho depois do almoço, uma massagem, outras chantagens e uns CDs clássico/instrumental. Baixinho. E um bocado de teimosias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais um cafezinho (com biscoito caseiro) e voltamos pro nosso cantinho na janela. Ele ainda estuda a mesma trava. E estou a reescrever o que já estava escrito. Maldigo meu perfeccionismo. O sol beija a montanha, e o traço azul do rio nem mais se vê. E antes que o céu arroxeie, um passeio pelo quintal. Vemos o que brotou e o que desabrochou. O que amadureceu e o que &lt;em&gt;não foi pra frente&lt;/em&gt;. Regamos o jardim. Completamos a água do beija-flor. Babo com a flor que abriu. Assusto-me com um inseto voador. Grito, rio, tá frio. Ele acende a lareira e eu corro pro chuveiro quentinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vai reinar arroz com ovo estrelado pro jantar (de novo). Arroz exalando cheiro de alho, com requeijão e salsinha picada em pedaços microscópicos. Queijo assado crocante, e ovos de gema corada, da galinha corredora de terreiro, da dona Mazé da mercearia. Nada de perder o jornal na tevê, e até me viciei na novela. Uma leitura pra chamar o soninho. Mario Vargas Llosa, se ainda restar algum que eu não li. Por fim, o derradeiro bocejo e uma prece a Deus. E assim, mais um dia vi-vi-do. E a vida já não passa por nós. Em meio a cumplicidades, chamegos e teimosias, somos crianças felizes!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto divulgação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-5221314577759859250?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/5221314577759859250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/10/uma-casa-na-serra-uma-horta-um-jardim-e.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5221314577759859250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5221314577759859250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/10/uma-casa-na-serra-uma-horta-um-jardim-e.html' title='Uma Casa na Serra, uma Horta, um Jardim (e umas teimosias)'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/StOWRzVbK4I/AAAAAAAAAEs/xyMyko1cEBc/s72-c/Casa+Ip%C3%AA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-7695909072123815279</id><published>2009-09-22T15:28:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T16:44:07.936-07:00</updated><title type='text'>Quinteto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SsFHNLzCmNI/AAAAAAAAAEc/DeF4rF4a69k/s1600-h/Quinteto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386664921142565074" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SsFHNLzCmNI/AAAAAAAAAEc/DeF4rF4a69k/s200/Quinteto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SrlUO2G42nI/AAAAAAAAAEU/BfaBcEb2unw/s1600-h/Girassol+2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;e fosse possível congelar momentos,&lt;br /&gt;Faríamos desses, perpétuos,&lt;br /&gt;Para sentirmos mais uma vez&lt;br /&gt;Cada um desses instantes únicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para coser com linha perene,&lt;br /&gt;Esses retalhos de felicidade.&lt;br /&gt;Dias que viram lembranças.&lt;br /&gt;Fotografias que se emolduram na memória&lt;br /&gt;Como fragmentos de história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, se a vida é efêmera,&lt;br /&gt;E pela janela do tempo, escapole,&lt;br /&gt;Breve e intangível,&lt;br /&gt;A amizade verdadeira é plena,&lt;br /&gt;E se preserva indelével,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nas redomas do coração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Obs.: por justa reivindicação da nossa linda Déia, mudei a foto (a outra cortava-lhe a cabeça). Somos o único "quinteto de seis" do planeta Terra. Da esquerda pra direita, e de cima pra baixo, somos: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Luiza, Ilnah, eu, Renata, Daniele e Andréa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-7695909072123815279?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/7695909072123815279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/09/quinteto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/7695909072123815279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/7695909072123815279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/09/quinteto.html' title='Quinteto'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SsFHNLzCmNI/AAAAAAAAAEc/DeF4rF4a69k/s72-c/Quinteto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-6622975046124793540</id><published>2009-09-21T20:52:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T10:27:22.682-07:00</updated><title type='text'>O Futuro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SrhV7ku1aVI/AAAAAAAAAD0/v6WbU8EXEOk/s1600-h/Futuro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384147836482185554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SrhV7ku1aVI/AAAAAAAAAD0/v6WbU8EXEOk/s320/Futuro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;esde o ingresso na Publicidade, duas décadas atrás, a minha rotina de trabalho é intensa. Como algumas profissões, a publicidade absorve bastante o nosso tempo e energia. Nos primeiros onze anos em Agência, eu vivi uma época de muito entusiasmo, descobertas e imersão. Mas tudo era imprevisível. Não havia hora certa pra encerrar o expediente, e eu nunca sabia se iria, ou não, conseguir sair pra almoçar em casa (aqui em Fortaleza, as pessoas têm esse bendito hábito). E não foram raras as vezes que eu virei noites trabalhando como um zumbi, debruçada em Campanhas do Governo, na guerra das licitações públicas que prometiam verbas cobiçadíssimas e duramente disputadas entre as Agências (até hoje). Cada parte envolvida tinha uma grande responsabilidade no processo. Então, o estresse era enlouquecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo, a única forma de uma Agência suprir à necessidade por determinado profissional era buscá-lo no próprio mercado, oferecendo-lhe uma proposta financeira compensadora, o que provocava ascensões rápidas e uma grande rotatividade desses profissionais. O único curso de Comunicação, em Fortaleza, só oferecia habilitação em Jornalismo. Portanto, as Agências dispunham apenas daquelas pessoas que trabalhavam na área, com tempo de experiência. Eu mesma, só vim ingressar na faculdade quando já tinha anos de profissão. E, ainda assim, depois de quatro semestres, decidi mudar para o jornalismo, pois além da tendência e gosto pela literatura, o curso não trazia nada de novo pra mim, além de passar uma teoria bem diferente da prática que eu tão bem conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalismo foi uma paixão que durante a faculdade me fez pensar muitas vezes em largar a publicidade. Nessa época, eu já trabalhava em veículo de comunicação, na área comercial, e durante as manhãs de sábado eu trocava o meu descanso, a minha casa, pela Redação, onde era colaboradora voluntária, por deleite. Eu amava aquele setor do Jornal. Gostava de estar entre aquela gente que respirava informação. Sentia-me no meu habitat. Pouco antes de me formar, pus os pés no chão, e me conscientizei de que eu não tinha idade e nem retaguarda para começar do zero uma nova profissão. Eu já havia construído uma história na publicidade, ganhava um bom salário. Dificilmente conseguiria os mesmos patamares como jornalista. Fiz a opção mais sensata e realista. Em compensação, a publicidade apresentou-me caminhos novos e oportunidades que me proporcionam até hoje boas realizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca deixei se perder de mim a veia jornalística. Faz parte da minha essência. Nas horas vagas, eu escrevo, eu leio, eu escrevo... Por mero prazer. E quanto mais escrevo, mais necessidade sinto de expressar tudo o que me vem à cabeça. E são tantas coisas, que já fico pensando no próximo texto, antes mesmo de concluir o que estou escrevendo. E, algo me diz que, lá na frente, vou dedicar mais tempo da minha vida à escrita. Eu tenho planos para o futuro. Preparo-me para ele. O futuro. A colheita. De uma vida cheia de histórias pra contar. Um outro estilo de viver. Diferente, ousado. Excêntrico? Talvez. São os meus sonhos de amanhã. Mas, isso, é assunto para a próxima conversa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-6622975046124793540?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/6622975046124793540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/09/o-futuro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/6622975046124793540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/6622975046124793540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/09/o-futuro.html' title='O Futuro'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SrhV7ku1aVI/AAAAAAAAAD0/v6WbU8EXEOk/s72-c/Futuro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-2830852722913566256</id><published>2009-08-20T15:19:00.000-07:00</published><updated>2010-01-18T08:15:49.133-08:00</updated><title type='text'>O Melhor de Fortaleza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/So3ia7ZQbNI/AAAAAAAAADs/s5tjOWezGAU/s1600-h/Mapa+Cear%C3%A1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/HPrd8u1C1j9fKqoWR7dAuT9B7wyNlfJl?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/GI7XuOiy3D8rUQOc7NdwHbqgm2obwGlr?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/GI7XuOiy3D8rUQOc7NdwHbqgm2obwGlr?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/Bpyb_9uB3j9_5TpuTp5p7t2Ut0mWWafW?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/8P32KFqt0T8QTqCmAbeTdNvvSaPAxcpW?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;img title="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" alt="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" src="http://widget.slide.com/rdr/1/1/1/W/2e0000000e71c2cf/1/156/hgJeR1Hn3D-f586PQFfaIviVAJ1C2YdD.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Ceará é aquele Estado que fica à direita do mapa e tem uma forma bem parecida com a do Brasil. Sua capital, Fortaleza, margeia umas bandas do Oceano Atlântico, onde as águas são de um verde que Deus foi buscar lá na escala Pantone! A areia é fofa e branquinha e as dunas são como montanhas de neve que o vento escultura. Nesse pedacinho do Globo, o céu é mais &lt;a href="http://www.slide.com/s/HPrd8u1C1j9fKqoWR7dAuT9B7wyNlfJl?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;azul e o sol comparece todas as manhãs, mesmo no inverno, entre um chuvisco e uma neblina. E nem em dias raros de chuva pra valer, Fortaleza anoitece sem ver a luz do astro. Por isso, é também conhecida como “Terra da Luz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme já havia falado em “Minha Louca Vida”, durante as minhas viagens pelo Brasil, muitos colegas de profissão ficam entusiasmados ao saber que sou do Ceará. E, de certa forma, estimulados por mim, planejam suas próximas férias aqui. Pois bem! Eis o roteiro prometido aos meus amigos publicitários, pra melhor aproveitarem esse pedacinho porreta do nordeste.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/IPPFiABCnz-k5la3jVCFRh_a2Q7j4z2w?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;img title="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" alt="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" src="http://widget.slide.com/rdr/1/1/2/S/2e0000000e6df4d4/1/254/8ObSvCuoxD8Jz3HeApm30tpaAkeztrDV.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;AV. BEIRA MAR&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Onde Ficar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Hospede-se no Meireles, ou bairros adjacentes (Aldeota, Varjota, Praia de Iracema ou Dionísio Torres). De preferência, em hotel/pousada próximo ou na própria Avenida Beira Mar. Fazendo jus ao nome, ela beira o mar da Praia do Meireles, popularmente conhecida como Praia do Náutico. Um pedaço privilegiado da orla de Fortaleza, onde todas as manhãs, e também ao entardecer, pessoas de todas as idades caminham, sentem a vida. As crianças vão no “Trem da Alegria”, uma jardineira que passa tocando aquelas músicas do tempo do “Balão Mágico”, cheia de personagens da Disney, mamães, vovós e algodão doce. Na “Praça dos Estressados” tem sessão de massoterapia pra quem quiser relaxar ao ar livre. Não falta gente no quiosque do energético de guaraná com amendoim. Quem prefere (como eu), saboreia uma água de coco gelada no canudinho, economizando goles, pra não acabar logo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/TkBl60Wd0T_Qf0RScg1i7VesXDLx_4nX?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;img title="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" alt="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" src="http://widget.slide.com/rdr/1/1/2/S/2e0000000e6ea5d3/1/220/hFU1onH52j9kkwC9JwG0TX39YspB8lpa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;ENTARDECER NO PORTO DAS JANGADAS. A FOTO É MINHA (A FILHA E O GENRO, TAMBÉM)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um pouco mais à frente, o porto das jangadas. Estas, ancoradas às margens de um mar tranquilo, são ícone de cartões postais. Nesse ponto, nos fins de tarde, assistimos à chegada dos pescadores com suas redes carregadas de peixes saltitantes. Alguns passos adiante, esses frutos do mar podem ser comprados fresquinhos, de todas as espécies, nos muitos boxes onde estão à venda, bem em frente à famosa sorveteria “50 Sabores”. Ponto de referência que eu não iria citar a toa, não fosse pra atiçar a sua saliva com o gosto gelado das frutas tropicais do nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é a Avenida Beira Mar. De um lado, a praia. Do outro, hotéis, prédios suntuosos e restaurantes. Não é uma área adequada para banho. Mas, tem infinitas belezas e o melhor da nossa gastronomia. Há também uma tradicional feirinha que se ergue diariamente no calçadão, com tudo o que oferece o artesanato cearense. São bordados, crochês, rendas, redes, garrafinhas de areia colorida que retratam as paisagens do Ceará, castanha, docinho de caju e suvenires de todos os tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fortaleza tem atrativos para todos os gostos e estilos. Se você procura uma programação mais jovem, quer ver gente bonita e curtir uma balada, há diversas opções na cidade. À noite, os barzinhos são o ponto de encontro da galera. A partir das 2h da madruga, esses estabelecimentos dão lugar às boates mais badaladas. Depois, a onda é pegar um rango, ou se já for dia, tomar o café-da-manhã em alguma padaria da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Que barzinhos ir?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Zug Choperia&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Rua Professor Dias da Rocha, 579 – Aldeota)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.zugchoperia.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.zugchoperia.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A programação varia entre o jazz e o pop-rock nacional e internacional. Bandas ao vivo com programação de quarta a domingo revezam com vídeos exibidos nos telões.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M Bar&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A. Senador Virgilio Távora, 999, no cruzamento com a Av. Dom Luís, no Varanda Mall).&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Gente bonita, cerveja gelada e boa música, ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Butiquim&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Rua Frederico Borges, 27, loja 1 – Varjota)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Os destaques da casa são o bolinho frito feito com massa de feijoada, recheado com bacon e couve, e a moela ao molho de cerveja preta. Oferece música ao vivo nos fins de semana.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Picanha do Cowboy&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Av. D Luís, 685 – Aldeota)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O ambiente é rústico com ar country. A música ambiente vem dos dvd’s musicais exibidos, exceto às noites de quinta-feira e sábado, que tem música ao vivo, no gênero pop-rock internacional.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Degusti&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Rua Vilebaldo Aguiar, 352 – Papicu)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse bar é mais freqüentado pela galera “menos jovem”, digamos, os maiores de 30. O lugar é aconchegante e além da boa comida, você ouve do jazz, blues, pop-rock, à MPB e bossa-nova.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amici’s Sport Bar&lt;/strong&gt; (R. Dragão do Mar, 80 - Praia de Iracema)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.buoniamicis.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.buoniamicis.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Construído em um antigo galpão de cerca de 100 anos, totalmente restaurado e tombado pelo Patrimônio Histórico, o Amici's está localizado na área do complexo que forma o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, um dos principais pontos turísticos de Fortaleza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Chopp do Bixiga&lt;/strong&gt; (Rua Dragão Mar, 108) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.choppdobixiga.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.choppdobixiga.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Instalado em um sobrado pertencente a um casario do inicio do século XX, o Bixiga também fica no Centro Dragão do Mar. Famoso pelo apreciado “chopp de vinho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Obs.: &lt;strong&gt;Amici’s e Bixiga&lt;/strong&gt; são quase vizinhos, e ficam no Centro Cultural Dragão do Mar. &lt;strong&gt;Zug, Picanha do Cowboy e M Bar&lt;/strong&gt; ficam próximos um do outro. O &lt;strong&gt;Degusti&lt;/strong&gt; fica mais isolado dos demais e não tem outros bares no entorno.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Depois do barzinho, a balada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mucuripe Club&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Travessa Maranguape, 108 – Centro) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mucuripe.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.mucuripe.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Complexo com cinco ambientes super modernos que oferecem diversas opções: da MPB ao Rock, passando pelo Axé, Samba, Forró, Reggae, Hip-Hop, Blues, Música Eletrônica, entre outros. O Mucuripe trouxe à cidade grandes nomes da música nacional e internacional, além de promover festas que já fazem parte do calendário nacional de eventos. Sexta-feira é o melhor dia!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Órbita&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Rua Dragão do Mar, 207 – Praia de Iracema) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.orbitabar.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.orbitabar.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Essa boate é super freqüentada nas noites de quinta e domingos. Os barmens são famosos pelas acrobacias no preparo dos drinks. E você dança ao som do Pop-rock e Black Music.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Saiu da balada com fome?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;MonteCarlo Padaria e Delicatessen 24h&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.montecarlo.ind.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.montecarlo.ind.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Além de vender massas, pizzas, sanduíches finos e até sushis, o MonteCarlo é uma padaria 24h que costuma reunir a galera nos fins de festa. Para alguns é parada obrigatória pra forrar o estômago, antes de pegar o rumo de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Mas, se você quer “dançar outra dança”, o tradicional forró cearense, vai a dica:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Terça e sexta é dia de forró&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arre Égua&lt;/strong&gt; (Rua Delmiro Gouveia, 420 – Varjota) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.arreegua.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.arreegua.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;O Espaço Cultural reproduz uma cidade cenográfica do interior do Ceará, com suas casas, igreja, clube, casa paroquial, barbearia, mercado público e casa da luz vermelha. Ótima opção para conferir o ritmo cearense: o forró pé-de-serra. Todas as terças e sextas-feiras, a partir das 21h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Quinta à noite é dia de comer caranguejo na Praia do Futuro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;O fortalezense tem o hábito de comer caranguejo nas noites de quinta-feira. Já é tradição sair do trabalho e reunir a turma nas barracas da praia. Muitas oferecem o crustáceo ao som de uma boa música e cerveja bem gelada.&lt;br /&gt;Algumas opções:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vira Verão &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.barracaviraverao.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.barracaviraverao.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Itapariká&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.itaparika.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.itaparika.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Coco Beach&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cocobeachbrasil.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.cocobeachbrasil.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Croco Beach&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.crocobeach.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.crocobeach.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/dPAp24Tt6j8p5tdbDcjnFesF8s7o4kfZ?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/dPAp24Tt6j8p5tdbDcjnFesF8s7o4kfZ?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;img title="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" alt="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" src="http://widget.slide.com/rdr/1/1/1/W/2e0000000e70533b/1/199/8tHBD5Pb3D-04sQh1MV0aVoABmYhLjqJ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A Praia do Futuro também é indicada para o dia. Entenda uma coisa: as praias de Iracema e Meireles são para passear, admirar e curtir a gastronomia. Mas, não são adequadas para banho e não têm barracas bacanas. Portanto, se você quer pegar uma praia em Fortaleza, o lugar é a Praia do Futuro. De contrapartida, para hospedagem eu não indico. Esta última, fica distante de todo o resto e não oferece quase nada no entorno, além da praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outras opções para banho, como o Porto das Dunas, onde fica o Beach Park, e as praias um pouco mais distantes. Já, já, a gente fala sobre essas opções imperdíveis. Mas não deixe de ir um dia à Praia do Futuro pela manhã. Escolha um quiosque pertinho do mar, ou fique dentro da barraca. Pra quem não conhece, “barraca de praia” em Fortaleza, especialmente, na Praia do Futuro, significa “infra-estrutura” da melhor qualidade. E eu chamo a atenção para esse detalhe porque ainda não passei por nenhuma cidade praiana do Brasil (e eu incluo todo o nordeste), que ofereça em variedade e qualidade, barracas a beira-mar do porte que a Praia do Futuro oferece. Elas têm piscina, parque aquático, massoterapia, banheiros sofisticados e alta cozinha. Tudo isso em plena praia e à beira-mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é improvável que você aviste um grupinho de gringos acompanhados de mulheres nativas. O turismo sexual existe, infelizmente. E você não está livre de se deparar com esse tipo de coisa. E ele não precisa estar escrachado. Às vezes, está subentendido nas aparências. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Tardes de sábado:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Colher de Pau&lt;/strong&gt; – (Rua Ana Bilhar, 1178 – Varjota)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.restaurantecolherdepau.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.restaurantecolherdepau.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Tradicional casa cearense, especialista em cozinha nordestina. O pagode anima as tardes de sábado (a partir das 16h) e reúne muita gente jovem e solteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Se você faz um estilo mais pacato, e deseja uma programação mais cultural e gastronômica, seguem sugestões:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Pôr-do-sol na Ponte dos Ingleses&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/_McAuvvKtD9vrDnNGbpu6rGMNNLUs3Cz?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;img title="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" alt="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" src="http://widget.slide.com/rdr/1/1/2/S/2e0000000e6e278f/1/112/FMy9bwKezz_RCdnJgkB3pAHm7u4M3ABS.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A Ponte dos Ingleses, popularmente conhecida como Ponte Metálica, costuma reunir as famílias e casais enamorados, só pra ver o pôr-do-sol, nesse bucólico recanto sobre o mar. Chegue às 5h. Em meia hora o sol se põe. É um espetáculo da natureza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O sol se pôs?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Então, vá para o Centro Cultural Dragão do Mar!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/BpySJCrE2j_2Jt5mmfcheyMsay937EXx?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;img title="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" style="WIDTH: 243px; HEIGHT: 121px" height="201" alt="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" src="http://widget.slide.com/rdr/1/1/2/S/2e0000000e6e0997/1/121/9prLkp454z9rIG6fT5cdZfGZjlW3HQvj.jpg" width="303" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/s/iA-Q8gj-wz91klPQ2Z5FZh0n9VpyPZgd?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;img title="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" style="WIDTH: 241px; HEIGHT: 122px" height="172" alt="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" src="http://widget.slide.com/rdr/1/1/2/S/2e0000000e6e11b2/1/194/9Gdd8QY3wj_uZAFVlqi-NFo7pcTW59KQ.jpg" width="274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A boa, depois do pôr-do-sol na Ponte dos Ingleses, é ir direto para o Dragão do Mar que fica pertinho. Nesse centro cultural, você tem várias opções de museus, teatros, galerias de arte, cinemas, um planetário e muitos barzinhos. Enquanto chega a hora do chopp, não vai faltar o que fazer nesse complexo de arte e cultura. Tem um palco ao ar livre, onde há sempre shows de artistas da terra abertos ao público. E vale jogar conversa fora ao sabor do delicioso “Café Ouro Negro”, o carro-chefe do charmosérrimo Café Santa Clara (meu lugar preferido do Dragão).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Humor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Ceará é berço do humor. Chico Anísio, Renato Aragão, Tom Cavalcante, Tiririca e Adamastor Pitaco são bons exemplos. Então, durante o ano inteiro, Fortaleza tem uma agenda de shows humorísticos de artistas locais, que acontecem em churrascarias, pizzarias, barracas de praia e teatros. Quando estiver em Fortaleza, adquira um dos jornais da cidade e consulte essa programação no Caderno de Cultura. Vir a Fortaleza e não assistir a um show de humor é como ir a Buenos Aires e não ver o tango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Gastronomia. Lugares especiais&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Quer comer o quê?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Frutos do Mar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Camarões Beira Mar&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Av. Beira Mar, 3698) &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.camaroesbeiramar.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.camaroesbeiramar.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O lugar é super sofisticado, confortável, climatizado, tem vista para o mar, e a comida é perfeita. Ótima opção para o almoço e jantar. De dia, escolha uma mesa no mezanino, de frente para a praia, de preferência. À noite, a varanda superior é uma ótima e aconchegante pedida. Ao ar livre, dá direito à brisa e bela vista. Os pratos custam, em média, 60, 80 reais e servem até três pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Almoço Romântico a La Francesa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Piaf&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Rua Silva Jatahy, 942) &lt;/span&gt;- Terça a sábado, almoço e jantar. Segunda, a partir das 18h, e domingo das 11h às 18h. Esse pequeno restaurante francês é especialmente aconchegante. No almoço, serve deliciosos pratos executivos com sobremesa inclusa, a preços bem justos (R$19,00). A comida é para comer com os olhos, antes de saborear. Uma verdadeira obra de arte. E a decoração também é um primor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Comida Típica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coco Bambu Pizzaria e Tapiocaria&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(R. Canuto de Aguiar, 1317 – Meireles)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.pizzariacocobambu.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.pizzariacocobambu.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Restaurante regional, com decoração rústica e vários ambientes. No almoço, delicioso self service. À noite, pizza no forno à lenha, tapiocas, crepes, etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Pizza&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (forno à lenha)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Coco Bambu Pizzaria e Tapiocaria&lt;/strong&gt; (Rua Canuto de Aguiar, 1317 – Meireles) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a href="http://www.pizzariacocobambu.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.pizzariacocobambu.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Geppo’s&lt;/strong&gt; (Av. Beira Mar, 3222 e Av. Desembargador Moreira , 1011)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.geppos.com.br/sis.index.asp?pasta=1&amp;amp;pagina=23"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.geppos.com.br/sis.index.asp?pasta=1&amp;amp;pagina=23&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Vignoli&lt;/strong&gt; (Silva Jatahy, 1600 ou Frederico Borges, 125)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.pizzavignoli.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.pizzavignoli.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Consagrada pela Veja Fortaleza como a melhor pizzaria de Fortaleza. A massa é fininha e crocante e deve ser comida com a mão. Para isso, eles disponibilizam luvas descartáveis. O ambiente é bem aconchegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Sefs Services&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; (com ótima comida e ambiente)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Limone&lt;/strong&gt; (Rua Pereira Valente, 1146)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regina Diógenes&lt;/strong&gt; (Av. Desembargador Moreira, 605 B)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coco Bambu&lt;/strong&gt; (R. Canuto de Aguiar, 1317 – Meireles)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Sushi&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Soho&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Avenida Senador Virgílio Távora, 999 - loja 06 – Meireles)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Moyashi&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Rua Frederico, Borges, 427 – Varjota) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.moyash.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.moyash.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Dallas&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Av. Dom Luis, 1219 – Meireles) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dallasfortaleza.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.dallasfortaleza.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Casa do Frango&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Av. Barão de Studart, 789) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.casadofrango.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.casadofrango.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Ryori&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Av. Dom Luis, 1113 – Meireles) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ryori.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.ryori.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Massas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Familia Giuliano&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Av. Washington Soares, 909 - Shopping Salinas)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.famigliagiuliano.com.br/fortaleza.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.famigliagiuliano.com.br/fortaleza.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Rodízio/Buffet&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Boi Preto&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Av. Beira mar, 2500) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.churrascariaboipreto.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.churrascariaboipreto.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Sal e Brasa&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Av. Abolição, 3500 – Meireles)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://churrascariasalebrasa.com.br/site/#/fortaleza/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://churrascariasalebrasa.com.br/site/#/fortaleza/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Spettus&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Av. Washington Soares 909 - Shopping Salinas)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.spettusweb.com.br/famiglia.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.spettusweb.com.br/famiglia.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Fagulha&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Av. Santos Dumont, 7750)&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.fagulha.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://www.fagulha.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Beach Park (Rua Porto das Dunas, 2734 Aquiraz – CE)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://www.beachpark.com.br/beachpark/home/home.asp"&gt;http://www.beachpark.com.br/beachpark/home/home.asp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/xcI0w_tl7D8bl9EPJyUnprHqHHB4o_37?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;img title="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" style="WIDTH: 334px; HEIGHT: 175px" height="204" alt="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" src="http://widget.slide.com/rdr/1/1/2/S/2e0000000e6e9a1c/1/42/gLYzVLIZpT_AqU5SXHH08_T8cdMa-9yD.jpg" width="301" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/s/AyKRi55S4j_fFN7viZfmMCJkzLFQHpEd?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O Beach Park é um complexo que abriga várias áreas voltadas para diversão, lazer e turismo. Entre elas, o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.beachpark.com.br/beachpark/parqueAquatico/conhecaOparque/conhecaOparque.asp"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Aqua Park&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;,&lt;/span&gt; o maior parque aquático da América Latina. São mais de 170 mil metros quadrados de diversão e emoção. Oferece várias opções de entretenimento, como o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.beachpark.com.br/beachpark/parqueAquatico/atracoesParaAFamilia/atracaoMaremoto.asp"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Maremoto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;, a maior piscina de ondas da América Latina, vários toboáguas, com destaque para o&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.beachpark.com.br/beachpark/parqueAquatico/atracoesRadicais/atracaoInsano.asp"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Insano&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;, o mais alto do mundo, com 41m de altura, o rio artificial e nove áreas temáticas. Está localizado a 16 km de Fortaleza. Além do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.beachpark.com.br/beachpark/parqueAquatico/conhecaOparque/conhecaOparque.asp"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Aqua Park&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;, há o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.beachpark.com.br/beachpark/resorts/suitesResort/suitesResort.asp"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Beach Park Suites Resort&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.beachpark.com.br/beachpark/praia/beachparkPraia/beachparkPraia.asp"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Beach Park Praia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;,&lt;/span&gt; uma área à beira-mar com restaurantes e bar. Se você tiver oportunidade, passe um fim-de-semana no resort do complexo. Ou, no mínimo, um dia inteirinho por lá. Vale muito a pena! Não esqueça o protetor solar. Fortaleza tem uma briza constante que refresca, disfarçando os efeitos nocivos do sol. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Praias &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As praias do Ceará são famosas mundialmente. Tudo o que a natureza reúne de belo, pode ser visto no paradisíaco litoral cearense. Cada praia é única, tem sua singularidade. Abaixo, apenas algumas. Veja as fotos e tente descobrir (se for capaz) por qual você se sente mais atraído. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Lagoinha (130 km de Fortaleza) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/S-Aln4Fv6D_3I9hyl5AcyxL7XiqAHGzs?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;img title="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" height="196" alt="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" src="http://widget.slide.com/rdr/1/1/2/S/2e0000000e6db103/1/103/ra0e--w14T9IOKL53eTIJQH66fSlgU1i.jpg" width="304" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Fleixeiras (148 km de Fortaleza)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/CrN5QPsO4j_v1FHl-YUw-25uPrxwkxVw?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;img title="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" height="200" alt="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" src="http://widget.slide.com/rdr/1/1/2/S/2e0000000e6ddc09/1/104/UKsTMPoo6z_omB4NM-qZ0sL_fsjuYp-C.jpg" width="306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Canoa Quebrada (166 km de Fortaleza)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/QQAuOaaV4D98MzBqL-VjhSBB84Zh1J3o?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;img title="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" style="WIDTH: 306px; HEIGHT: 241px" height="238" alt="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" src="http://widget.slide.com/rdr/1/1/2/S/2e0000000e6de1fd/1/176/uANNkO5byz-2IqhKaAci3wqPNvb-uBFo.jpg" width="303" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Praia das Fontes (87 km de Fortaleza)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/4FLmOrUv1D86PzJ5tlwh6TZLURr7_c0U?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;img title="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" style="WIDTH: 301px; HEIGHT: 238px" height="265" alt="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" src="http://widget.slide.com/rdr/1/1/2/S/2e0000000e6dea06/1/85/Yb6CNKkP7j8VZKSTR-8tkHhFs0H-lZ3B.jpg" width="292" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Jericoacoara (350 km de Fortaleza) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/9BE5Bz0C5z_azvLPF_QasV2yNr-MaQ-h?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;img title="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" alt="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" src="http://widget.slide.com/rdr/1/1/2/S/2e0000000e6deeaf/1/136/fqFsuf4S2j-fHGgX6Z2_eygc-QrX0v99.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Mundaú (150 km de Fortaleza)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/s/1I4pX_hY6D9E3adAv-8az16dVoWk9NbU?referrer=hlnk" target="_blank"&gt;&lt;img title="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" style="WIDTH: 300px; HEIGHT: 224px" height="223" alt="Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!" src="http://widget.slide.com/rdr/1/1/2/S/2e0000000e710167/1/173/X5wYg19W6j-DwmrBbgBAAZMqHkPpoMJu.jpg" width="299" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Compras &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Monsenhor Tabosa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma rua comercial com vários quarteirões de lojas de calçados e confecção local.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mercado Central&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No Centro da cidade, é um bom lugar para comprar todos os tipos de artesanato, lembrancinhas e a tradicional castanha de caju, por um preço justo. Dica: pechinche!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, espero que esse roteiro ajude a fazer mais feliz, a sua estada no Ceará. Aproveito para convidar você, leitor, conterrâneo ou não, a usar o espaço de comentários para considerações, críticas, ou novas dicas que contribuam para mostrar, fielmente, “o melhor de Fortaleza”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Fotos divulgação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-2830852722913566256?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/2830852722913566256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/08/o-melhor-de-fortaleza.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/2830852722913566256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/2830852722913566256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/08/o-melhor-de-fortaleza.html' title='O Melhor de Fortaleza'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-5929705530164807474</id><published>2009-07-14T20:18:00.000-07:00</published><updated>2010-01-18T08:18:00.245-08:00</updated><title type='text'>Minha Louca Vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/Sl5smEcWsOI/AAAAAAAAADU/IgeK_2_ti4E/s1600-h/Beira+Mar+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358840007900967138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/Sl5smEcWsOI/AAAAAAAAADU/IgeK_2_ti4E/s200/Beira+Mar+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/Sl1UyuqUUuI/AAAAAAAAADM/1fMBfyT31Sg/s1600-h/Beira+Mar+3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;urante o ano inteiro, viajo bastante a trabalho. O suficiente para entrar em pânico, se eu me deixasse impressionar pelo número expressivo de acidentes aéreos nos últimos anos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;De contrapartida, procuro encarar com naturalidade os desígnios do ofício, inclusive, pelo aspecto inevitável de, tão frequentemente, ficar longe da minha amada família, de quem recebo o apoio imprescindível. Faz parte, também, a habitual troca do aconchego do lar pelos impessoais quartos de hotel. Sem falar dos enfadonhos aeroportos, conexões, e o “arrumamalaê” estressante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;São tantos destinos que esqueço onde comprei aquela lembrancinha, ou determinado livro, etc.. Aliás, nunca li tanto, quanto ultimamente. Que seria de mim sem a companhia de uma boa leitura nos “chás de cadeira” das salas de embarque, e durante as horas compridas de voo? É uma profissão desafiadora, bem ao estilo aventureiro de uma sagitariana. E que, por outra perspectiva, a que eu prefiro antepor o meu olhar, me permite o privilégio de conhecer muitas culturas, prazeres da variada gastronomia, e um monte de lugares do País. Também contribui para que eu me relacione com muita, muita gente de todos os sotaques, o que me rende grandes e inestimáveis amizades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas minhas andanças, a reincidência de um fato curioso: as pessoas, quase que por unanimidade, demonstram surpresa quando digo que sou de Fortaleza. Um sorriso seguido de pausa e uma exclamação. Um ritual constante quando soa a palavra Fortaleza. E seguem-se os mais &lt;em&gt;rasgados&lt;/em&gt; elogios a essa cidade que todos anseiam voltar ou conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fortaleza virou &lt;em&gt;estrela&lt;/em&gt;, ao discurso persuasivo de uma bairrista cearense. Um tema “quebra-gelo” que sempre precede minhas reuniões de trabalho. E eu não perco a oportunidade, lógico, de pôr um azeite nessa predileção pela Terra da Luz. Assim, depois de “vender o meu peixe”, o convite para umas férias no Ceará ganha um tom de provocação. Uma "&lt;em&gt;viagem na maionese"&lt;/em&gt; pelos próximos 60 segundos, enquanto eu me predisponho a fazer um roteiro de tudo o que Fortaleza tem de bom. Onde comer, o que fazer, e lugarzinhos especiais que só quem conhece, indica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já teve gente que veio conferir (e aprovou) o Festival de Jazz e Blues da nossa bela Guaramiranga, e várias outras &lt;em&gt;ameaças&lt;/em&gt; que se amontoam a cada viagem, nas prosas pré e pós-reunião. Uma boa e nobre causa para elaborar o prometido roteiro (muita responsa!) que pretendo postar aqui, de bandeja e com tapete vermelho, para os meus amigos publicitários de &lt;em&gt;por aí afora&lt;/em&gt;. E, também, para quem mais quiser arriscar os conselhos turísticos dessa nativa que adora sua terra natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me verdadeiramente privilegiada por morar em Fortaleza. Mais ainda, após percorrer quase todo o País. Para mim, o Ceará é um dos lugares mais bonitos e interessantes para se viver. Tenho me deparado com muita coisa de encher os olhos, é verdade. O Brasil é lindo. Mas, também me vejo, por vezes, decepcionada. Cidades, as quais eu guardava grande expectativa, e que me pareceram mal cuidadas, ou velhas, ou tristes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde criança (e quem me conhece na intimidade, bem sabe), eu tenho a mania de adivinhar como vivem as pessoas, se são felizes, tristes, chatas ou legais, a partir das fachadas de suas casas, dos móveis, trajes e fisionomias. Capto tudo em um segundo. Portão aberto é prato cheio pra mim. Crio as minhas impressões e vou construindo as minhas “verdades imaginárias”. É um hobby esquisito e, talvez, engraçado. Gosto de fazer isso. E faço com discrição pra não levar a fama de “&lt;em&gt;reparadeira&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, vejo a felicidade na singeleza do jardim de uma casa simples, nas janelas escancaradas, no vaso sobre a mesinha ou num pé de jambo frondoso. E posso sentir a melancolia na frieza de uma bela mobília, no interior obscuro, no silêncio ou no vazio de uma dessas “portas abertas”, desses muros baixos, onde o meu olhar esticado consegue entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando viajo, então, não resisto à prática desse “sacrifício” de reparar a vida alheia. É fascinante pra mim. Cada cidade é um desafio a desvendar. Sempre que possível, gosto de caminhar a pé pelas ruas, principalmente, se eu estiver num lugar friozinho. Sinto a atmosfera, o sol brando tocar a minha pele e vou pensando sobre o jeito de viver daquele povo. Sinto-me cada um deles e experimento sensações inúmeras. Serei normal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um exercício interessante quando se está só, longe de tudo e de todos. Um momento só meu, que também me faz pensar na minha própria vida, nos meus projetos para o futuro que são bem ousados, porém, pacatos (talvez eu os conte aqui). Mas, sobretudo, são vivências que me abrem clareiras no propósito íntimo de me tornar uma pessoa melhor a cada dia, mais atenta às pessoas que eu amo, mais segura dos meus valores. E que, portanto, me instigam a zelar pela qualidade dos momentos que estou entre a minha família. Nada me enche mais de alegria, que o dia do regresso ao lar. Sobrevoar Fortaleza é uma euforia. Felicidade é voltar pra casa, onde não só os meus olhos adentram, mas, o meu coração e a minha alma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Foto divulgação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-5929705530164807474?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/5929705530164807474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/07/minha-louca-vida.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5929705530164807474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5929705530164807474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/07/minha-louca-vida.html' title='Minha Louca Vida'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/Sl5smEcWsOI/AAAAAAAAADU/IgeK_2_ti4E/s72-c/Beira+Mar+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-4902231458568491326</id><published>2009-06-29T21:19:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T21:29:06.546-07:00</updated><title type='text'>Amor Pleno, Eterno e Incondicional</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SkmTQVxX4gI/AAAAAAAAADE/TEkLO7TiSUc/s1600-h/M%C3%A3e+e+filha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352971541037965826" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 290px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SkmTQVxX4gI/AAAAAAAAADE/TEkLO7TiSUc/s320/M%C3%A3e+e+filha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;H&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;á vinte anos, eu preparava-me para o nosso primeiro encontro. Estava ansiosa e desejava muito que você fosse uma menina. Não quis saber o sexo durante os nove meses. Optei pela feliz surpresa. E não vivenciei, até hoje, alegria maior que a de te receber. Princesa... Como é bom te chamar assim, sempre. Desde quando você ainda cabia em minhas mãos. O tempo voou, é verdade. Mas é a mesma princesa linda que eu peguei nos braços há exatas duas décadas, razão maior da minha vida. Deus foi muito generoso comigo ao me conceder você. Obrigada por tudo. Por ter se tornado esse ser que me enche de orgulho. Por não ter feito em vão, a minha energia e dedicação... Toda a minha luta, o meu empenho, a minha determinação em prol do teu bem. Errando, tropeçando, pedindo a Deus, luz, mas sempre, sempre, querendo com todas as forças, acertar. A qualquer preço, acertar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Olho para você hoje e digo, “obrigada Pai”, pois, afinal, deu tudo certo! Está aí, a filha que eu sempre quis. Não, para satisfazer o meu ego, me envaidecer. Mas, para enfrentar a vida, independente de mim. Sei que está preparada porque reconheço em você uma alma boa, uma pessoa do bem. Virtude que sempre te cercará de amigos e que vai te manter próxima de Deus. Sinto que é forte o bastante para se levantar, se acaso cair. Inteligente, para enfrentar os desafios. Capaz de agir com discernimento, portanto, livre para fazer as suas escolhas, construir os seus sonhos e, sobretudo, realizá-los. Lembre-se: ninguém sentirá o seu amor, a sua dor, a sua intuição, viverá a sua vida por você. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pudera todas as mães confiar em seus filhos, como eu confio em você. Isso me dá uma paz imensurável. Não que eu espere que seja exemplo para o pequeno mundo que nos cerca. Tão pouco, que me poupe de preocupações. Essa paz nasce da certeza de que, faça o que fizer, fará com consciência, como melhor sabe e pode fazer. Não tenha medo de errar. Aprendemos muito com os erros. A vida tem muito a nos ensinar, filha. Às vezes, cometemos bobagens por acreditar que detemos grande conhecimento. Mas, nunca estamos livres de fracassar. Temos esse direito, afinal. Faz parte do processo de evolução, amadurecimento. No entanto, princesa, quando temos o sincero desejo de fazer certo, com dignidade, honestidade... Quando o senso de justiça tem primazia em nosso coração, e buscamos verdadeiramente ser melhores a cada dia, incessantemente... Deus intercede por nós. A nobre intenção é um canal direto com Ele. Sempre haverá uma nova chance, um novo caminho e uma luz a nos guiar. Decerto, no momento adequado, a janela se abre à nossa frente, e uma nova oportunidade “pisca” para nós. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu nasci por ti, princesa. Para te receber, te amar incondicionalmente. Você é a coisa mais importante da minha vida. E eu SEMPRE estarei contigo. SEMPRE. Parabéns pelos seus 20 anos. Sei que é uma jovem feliz e com uma história linda para viver. Não importa o tamanho do seu sonho. Ele só precisa ser grande e valoroso para você. Como disse acima: ninguém viverá sua vida por você. Estarei sempre a te apoiar. Eu amo você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-4902231458568491326?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/4902231458568491326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/06/amor-pleno-eterno-e-incondicional.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/4902231458568491326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/4902231458568491326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/06/amor-pleno-eterno-e-incondicional.html' title='Amor Pleno, Eterno e Incondicional'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SkmTQVxX4gI/AAAAAAAAADE/TEkLO7TiSUc/s72-c/M%C3%A3e+e+filha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-2374626766437689720</id><published>2009-06-03T09:44:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T16:46:19.734-07:00</updated><title type='text'>Brasil Apedrejado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O brasileiro tem uma predisposição impressionante pra subestimar o seu País e supervalorizar o estrangeiro. Embora levemos a fama de ser um povo feliz, paradoxalmente, ostentamos uma insatisfação generalizada. O que não faltam são opiniões vazias, “frases feitas” repetidas. Especialmente, se o Governo for o objeto de discussão. Basta um só comentário pra se incitar um debate. E todo mundo tem uma crítica ensaiada para fazer, seja ao país, ao sistema, ou aos governantes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa reprodução de conceitos bloqueia a nossa capacidade de pensar. A gente parece que tem vergonha de ser brasileiro ou de gostar de ser. “Cult” é criticar. Parece que nos faz sentir “intelectuais”, inseridos na camada mais elitizada da sociedade. Quem gosta do Governo é pobre e burro. Não é o que parece? Muitas vezes, nem nos damos ao trabalho de raciocinar sobre os nossos posicionamentos. E o que é pior: sequer nos informamos, efetivamente, para fundamentar as nossas idéias. Simplesmente copiamos as verdades alheias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A mídia faz ruminar semanas inteiras uma fala isolada do Presidente da República, quase sempre, desvirtuando o legítimo sentido do contexto, a mensagem intencional. E, aí, nos agarramos aos fragmentos ambíguos do discurso e ficamos indignados! Isso, porque temos certa necessidade de alimentar esse sentimento por tudo o que diz respeito ao Governo. Um bom exemplo foi o termo “marolinha” usado por Lula para fazer uma relação entre a crise no Brasil e no resto do mundo. Marola quer dizer “pequena onda”. Não é o que estamos passando, comparado (entendam, com-pa-ra-do) aos efeitos da crise na Europa e Estados Unidos, com toda essa quebra de bancos, desemprego, pessoas de classe média que perderam suas casas, acampando em praça pública? Desperdiçamos sim, a oportunidade de perceber as reflexões que permeiam, amiúde, as suas simbologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como afirmar que o Presidente não sabe falar, e julgar elogiável aqueles discursos lidos, cheios de termos rebuscados, porém, idealizados e escritos por algum mentor. O que é pior? Pelo menos, Lula é autêntico quando fala de improviso e diz, à sua maneira, o que pensa de verdade. Só quem está absorto de preconceito acerca da pessoa do Presidente, não enxerga a sua genuína sinceridade e espontaneidade, seja quando é feliz, seja quando é infeliz nas suas expressões. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, antes de jogar as nossas expectativas de “salvamento da pátria” nas mãos do Chefe de Governo, devemos lembrar que os nossos problemas tiveram origem há alguns séculos atrás. Por mais que se faça pelo Brasil, é uma utopia esperar que um homem, que nem é Jesus Cristo, seja capaz de mudar radicalmente, em curto ou médio prazo, o cenário do nosso País. Boa vontade faz a diferença em qualquer âmbito. Porém, não obra milagres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criticam o Bolsa Família, quando o mundo copia esse programa de distribuição de renda. Falam que o Governo Lula é um antro de corrupção. Mas, é a primeira vez que ricos começam a pagar por seus crimes de colarinho branco. Quando se viu gente do poder ter seus escândalos políticos na mídia, desmascarados? Alguém acredita que isso, antes, não existia? Ou, os Governos antecessores protegiam, acobertavam a corrupção para evitar tremores no exercício de suas gestões? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É bem fato que a imagem da figura presidencial, no Brasil, sempre vai suscitar avaliações negativas. Não que nós não tenhamos o que reivindicar. Longe disso! Eu não estou aqui defendendo o Lula ou propondo uma visão romântica do nosso Governo. Mas, espero que vejamos que apesar de tudo, há muito do que nos orgulharmos. E, se conseguirmos direcionar o nosso foco para o que há de bom no nosso país, teremos posicionamentos mais construtivos e nos tornaremos um povo mais nacionalista. Isso, parece mais inteligente que ficar rasgando seda para os “outros”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem muito brasileiro que vai embora do País em busca de um mundo melhor e mais justo. Mas, aqui está cheio de estrangeiro extasiado com as nossas belezas, riquezas, o nosso clima. Eles dão ao nosso país, o valor que muitos de nós não dão. Aqui, descobrem o paraíso, o melhor lugar para viver e ganhar dinheiro. Nós, somos especialistas em depreciar e falar mal do Brasil. Queremos compará-lo aos países de primeiro mundo, um paralelo infactível, desproporcional, a começar pela população. Pra se ter idéia, o Japão tem 127 milhões de habitantes. A Itália, 58 milhões. Na Espanha são 40 milhões. França, 64 milhões. E Portugal? Apenas 10 milhões. Enquanto isso, o Brasil tem nada menos que 196, quase duzentos milhões! Como não levar isso em consideração? Não é fácil administrar um país tão populoso, com toda a complexidade de problemas acumulados ao longo das décadas. Temos muito o que melhorar, é verdade. Mas, não devemos fechar os olhos para os avanços concretos. O mínimo que podemos fazer é não colaborar para o aumento da "&lt;em&gt;torcida do contra&lt;/em&gt;" que, enigmaticamente, existe nesse Brasil apedrejado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal, a nossa pátria, sempre tão coitadinha, virou o jogo. Conquistamos a auto-suficiência do petróleo. Colocamos uma parcela da população de baixa renda em faculdades particulares, através do PROUNI. Vivemos os melhores índices de reajuste do salário mínimo. O projeto “Luz para Todos” levou energia elétrica para 83% que viviam na escuridão, no meio rural. Tivemos uma redução do “risco país”, auferindo maior credibilidade sobre nossa capacidade de honrar compromissos. Sem falar que, saímos da condição de “país devedor” do sistema financeiro internacional e passamos a credores, agora acionistas do FMI. Lembrando que, desde 1824 o Brasil era um país endividado. Foi nesse ano que contraiu sua primeira dívida externa. Façam as contas! Vamos reconhecer o que mudou para melhor! E, antes de chamar o Lula de analfabeto, nos perguntemos primeiro aonde chegamos com os nossos diplomas. Onde o nosso “canudo” nos levou? Certamente, não somos grande coisa perto de um “da Silva” que pousa ao lado da Rainha Elisabeth e é bajulado pelo presidente dos EUA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-2374626766437689720?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/2374626766437689720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/06/brasil-apedrejado.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/2374626766437689720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/2374626766437689720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/06/brasil-apedrejado.html' title='Brasil Apedrejado'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-8497657500201312647</id><published>2009-05-02T10:20:00.000-07:00</published><updated>2009-05-06T19:08:01.473-07:00</updated><title type='text'>A Informação Que Adoece o Coração</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; violência é um tema explorado pela imprensa, desde o princípio da comunicação. Sua cobertura tornou-se cada vez mais tempestiva e de maior alcance de público, ao longo da evolução histórica da mídia. Se nos reportarmos à Primeira Guerra Mundial, os correios e telégrafos já eram instrumento para o envio de notícias aos jornais da época. Na Segunda Guerra, o rádio foi o grande precursor, até que a televisão, acompanhada por milhões de espectadores, transmitisse a Guerra do Vietnã e a Guerra do Golfo. Mas, a comunicação atingiu o seu apogeu quando o mundo inteiro parou para acompanhar em tempo real os atentados terroristas de 11 de setembro, nos EUA. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na mídia contemporânea, a violência tornou-se pauta obrigatória dos telejornais. Os veículos de comunicação, numa briga acirrada por audiência, apelam para a linha sensacionalista e fazem da tragédia humana um atrativo para prender a atenção do telespectador. A “desgraça” chama a atenção dos viciados e, muitas vezes, até dos desinteressados nessa mídia espetaculosa. O fato é que muitos ficam hipnotizados quando o controle remoto sintoniza algo desse gênero. E a freqüência exagerada com a qual a mídia reproduz o cotidiano da marginalidade, nos causa uma impressão comum dessa realidade. De tão submersos nessa perspectiva de “naturalidade”, extinguimos a “surpresa” das nossas reações. Parece que o senso crítico da humanidade passou por um processo de neutralização. Nos “acostumamos” a esse tipo de conteúdo, e o que deveria ser “chocante” deixou de produzir impacto nas nossas emoções. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse fenômeno que é “buscar o infortúnio” nos faz uma sociedade doente. Freud, na sua época, já acreditava que o ser humano tinha uma tendência a buscar experiências destrutivas devido ao seu instinto de morte inconsciente. Mas, é difícil encontrar justificativas para essa “atração” por programas que especulam as desventuras humanas. Em comedidas proporções, é útil estar informado da realidade do crime para nos precavermos e nos protegermos. Quando esse interesse ultrapassa os limites da normalidade, estamos alimentando uma atmosfera pessimista e motivando a proliferação da violência. Ademais, que benefícios sociais e psicológicos esse modelo do “jornalismo apelativo” traz à sociedade? A propagação do crime bem sucedido pode ser um estímulo para os “tendenciosos”, desocupados, excluídos... Os próprios marginais. E para as famílias, é a incitação do medo, da insegurança e do terror. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A criminalidade e as calamidades sociais são uma realidade da qual não devemos estar alienados. Afinal, cada um de nós tem uma parcela de responsabilidade na busca da preservação e integridade social. Hoje, cada vez mais, antropólogos, sociólogos, religiosos, dentre outros, se envolvem na defesa dos direitos das minorias marginalizadas, buscando a promoção da justiça e do bem-estar dos setores desprivilegiados da sociedade. O que não parece nada saudável é o fascínio por esses conteúdos jornalísticos que carregam uma energia densa e negativa, influenciando os nossos sentimentos e impulsos, ameaçando roubar a nossa esperança, otimismo e nossa fé em Deus. Ser seletivo na ocupação do nosso tempo precioso é uma escolha que interfere diretamente na nossa qualidade de vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-8497657500201312647?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/8497657500201312647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/05/diz-me-o-que-assistes-e-te-direi-quem_02.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/8497657500201312647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/8497657500201312647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/05/diz-me-o-que-assistes-e-te-direi-quem_02.html' title='A Informação Que Adoece o Coração'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-36505178398577373</id><published>2009-04-19T18:21:00.000-07:00</published><updated>2009-04-29T02:46:28.613-07:00</updated><title type='text'>Crença x Conhecimento x Verdade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;esde os primórdios de sua existência, o homem caminha numa trajetória de evolução, movido por sua inquietude e curiosidade em desvendar o mundo. Contudo, os canais que o levam a essa busca se completam e ao mesmo tempo se confundem, uma vez que vão de encontro às crenças já adquiridas, impondo-lhes a necessidade de sobrepô-las para a concepção de novas idéias que ampliem o seu raio de compreensão. Esse processo requer uma flexibilidade para o conhecimento da “verdade”. Mas, como conceituar a verdade, se esta é intangível, tem inúmeras facetas que variam a cada olhar? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Religião, ciência e filosofia. O encontro entre a crença, o conhecimento e a verdade. Porém, é complexo estabelecer uma convergência de idéias entre essas três vias de raciocínio, quando cada uma diverge entre si. Dentro da própria religião existem diversas linhas de crenças e dogmas que variam e, principalmente, se conflitam. Na filosofia, pensadores defendem teorias contraditórias. A própria ciência, a que mais “desconfia” da veracidade das nossas certezas e está sempre em busca do que pode ser “cientificamente comprovado”, a cada dia faz novas descobertas que invalidam as anteriores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em meio a todas essas conjeturas, existe outro fator preponderante: o homem na sua individualidade. A forma como ele está posicionado no universo onde vive, sua cultura, seus valores, sua condição intelectual e tudo a que teve acesso, determinam a sua capacidade ou limitação de absorção de todos os conhecimentos. Antes de ter acesso à informação é necessário estar preparado para compreendê-la. Falar sobre aritmética a um analfabeto é como discutir física quântica, por exemplo, com um protestante radical que está limitado a aceitar absolutamente os dogmas que a religião lhe impõe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esses conceitos se tornam ainda mais intrigantes ao considerarmos que a inteligência não é suficiente para a compreensão de determinados conceitos. Faz-se necessária a sabedoria. Esta, por sua vez, não pode ser aprendida em livros, e pode não ser uma qualidade, obrigatoriamente, dos intelectuais. Mas, paradoxalmente, é possível ser claramente percebida na simplicidade do homem do campo, no rude vocabulário com o qual fala com tanta propriedade acerca de Deus e da natureza. Isto, porque estar preso a dogmas não depende de grau de escolaridade, mas da cultura na qual está inserido o indivíduo e dos fatores que limitam as suas crenças e determinam os seus valores. Quantas vezes nos deparamos com discursos que nos parecem limitados e retrógrados, de pessoas que passaram muito mais tempo que nós em academias, somando muito mais títulos e diplomas. Os tão comuns intelectuais, pouco sábios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em pleno século vinte e um, boa parte da humanidade não está apta a perceber como verdade, fenômenos comprovados pela ciência. Quanto mais, permitir-se acreditar na hipótese de que a verdade é efêmera, podendo ter, ainda, várias nuances, a partir do prisma pelo qual é observada. É bem mais cômodo eleger uma verdade e tomá-la como única e imutável. O conhecimento é uma busca constante e requer muita abertura para conceber o novo e sair da ignorância estática, do “não saber que não se sabe”, pois, a cada instante, fatos inéditos estréiam no palco da vida. Mas, somente quando se tem a porta da mente descerrada é possível ceder às inúmeras possibilidades, mesmo que estas venham de encontro às velhas crenças. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento nada mais é que a busca da verdade. Religião, ciência e filosofia são vertentes que o homem utiliza para preencher as suas lacunas, suas interrogações sobre a sua origem, o seu destino e todos os porquês que o circundam. Ao mesmo tempo em que esses canais se conflitam e se contradizem, eles também se complementam, tornando difícil desassociá-los quando fazemos as nossas reflexões sobre tudo o que concerne à vida e ao universo no qual nos inserimos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-36505178398577373?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/36505178398577373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/04/crenca-x-conhecimento-x-verdade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/36505178398577373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/36505178398577373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/04/crenca-x-conhecimento-x-verdade.html' title='Crença x Conhecimento x Verdade'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-6006710409421729869</id><published>2009-03-11T21:17:00.000-07:00</published><updated>2009-03-11T21:38:28.508-07:00</updated><title type='text'>Cartas Encomendadas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Desde a pré-adolescência, eu costumava passar horas escrevendo em diários ou criando poemas. Chegada à fase adulta, devido à habilidade em escrever, pessoas em circunstâncias conflituosas me requisitavam cartas, mais amiúde, familiares e amigas íntimas. Depois, as amigas das amigas, e outras que eu sequer tinha a menor proximidade, buscavam em minhas cartas uma esperança para os seus dramas. Eu as ouvia com atenção e escrevia o que me pediam, passando-me por elas, porém, utilizando uma abordagem conciliadora que facilitava a compreensão e o apaziguamento. Escrevi para dois juízes (que reviram processos já homologados), para uma mãe alheia à gravidez da filha solteira, um pai ausente, outro que não honrava a pensão alimentícia, um marido indiferente, uma esposa que abandonou o lar, etc., etc.. Pode até parecer engraçado, mas, as “&lt;em&gt;encomendas&lt;/em&gt;” tornaram-se uma coisa comum. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;De contra partida, fui presenteada em muitas ocasiões, por relatos de meus “f&lt;em&gt;regueses&lt;/em&gt;” de bom êxito, objetivos alcançados. Isso bastava para sentir-me recompensada pelo o favor prestado. Uma tarefa que eu não encarava como sacrifício, mas como desafio. O doce desafio de escrever e persuadir. Hoje, as “&lt;em&gt;encomendas&lt;/em&gt;” são raras, mas o prazer pela escrita me acompanha. Dedico a essa tarefa, horas de minhas noites e fins-de-semana. Sempre tive a sensação de que, em algum momento, a literatura estaria mais presente em minha vida. Como uma sina. Talvez, por isso, eu tenha cursado jornalismo, mesmo atuando na publicidade. Enfim, começo a postar aqui os meus textos. Já era hora. Vou deixar fluir um pouco de mim, o meu lado oculto. Sem nenhuma pretensão, quero apenas escrever, extravasar os meus pensamentos. Tenho uma mente em erupção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-6006710409421729869?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/6006710409421729869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/03/cartas-encomendadas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/6006710409421729869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/6006710409421729869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/03/cartas-encomendadas.html' title='Cartas Encomendadas'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-5837766144536776188</id><published>2009-03-07T03:44:00.000-08:00</published><updated>2011-04-17T07:37:34.985-07:00</updated><title type='text'>Dona Lêda e Seus Dois Maridos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SbJfA8cMpqI/AAAAAAAAACU/xacV-tJMlrY/s1600-h/Mame+1.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310411380452271778" src="http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SbJfA8cMpqI/AAAAAAAAACU/xacV-tJMlrY/s200/Mame+1.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 200px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 146px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ona Lêda é uma mulher de um metro e meio de estatura. Seus olhos grandes denotam “buracos de fechadura” por onde se espia sua boa alma. Nos lábios, o sorriso perpetuado de quem parece nunca ter tragado um só bocado de tristeza. Os negros cabelos são prova de sua vaidade, pintados a rigor antes que um só fio branco lhe constranja. Já fez plástica nos peitos, esticou os couros da barriga, tudo para abrandar os 61 anos, incompatíveis ao eterno “espírito adolescente”. Quer ver dona Lêda derretida? Duvide de sua idade, e terá um &lt;em&gt;cantin&lt;/em&gt; em seu coração para sempre! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Aos dezesseis anos, impressionou-se por um rapaz de topete e costeleta &lt;em&gt;elvispresliana&lt;/em&gt; que lhe comprou toda a cartela da rifa do concurso “Miss Liceu”. Era um homem pequeno, entroncadinho, que andava a passos curtos bem avexados, com braços levemente flexionados e punhos serrados como um boxeador. Usava uma cabeleira preta, reluzente de brilhantina, e tinha um par de olhos azuis. Cheirava a Pós-Barba Bozzano e não variava o trio capanga, cinto e sapato brancos, que contrastavam com a camisa escura de mangas compridas, dobradas abaixo do cotovelo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Arrebatado de paixão, rendido pelos grandes olhos e boca carnuda de Ledinha, sem falar nas panturrilhas torneadas abaixo da barra azul-marinho da saia colegial, propôs-lhe com o típico sotaque das bandas do Cariri e a gaguice peculiar: “&lt;em&gt;gostei de ti, que-quero casar contigo&lt;/em&gt;”. Uma semana depois, fugiu com a moça alheia e escondeu-a na casa de uma tia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Ao raiar do dia, bateu palmas no portão do número 498 da Gustavo Sampaio e, da calçada, berrou ao homem que pigarreava atrás da veneziana: “&lt;em&gt;go-gostei de Lêda, robei Lê-lêda, que-quero casar com Lêda&lt;/em&gt;”. O que o seu Walter respondeu àquele desconhecido, todo o quarteirão ouviu e estremeceu naquela manhã de 25 de dezembro. Mas, uma donzela não podia regressar ao lar após pernoitar n’outro recinto, mesmo virgem. Tiveram que casar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;O dito era um ébrio bem intencionado, mas de pouco juízo. Além do alcoolismo, queimava duas carteiras de &lt;em&gt;Hollywood&lt;/em&gt; por dia. Nem todo o amor roxo que sentia por Ledinha, poupou-a da vida conturbada. E não bastasse o vício, tinha também o ciúme doentio. Para arrematar, deu-lhe três buchos encarrilhados que renderam quatro meninas esgoeladas. Na última barrigada, até fez promessa por um filho macho. E quase surtou Ledinha quando, contrariado, cortou ele mesmo no tronco, os cachos da gorduchinha, pra pelo menos aparentar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Passados oito anos, cansada, Dona Lêda pediu arrego à família e deu as contas ao marido louco de pedra. &lt;em&gt;Jot'ele-gê&lt;/em&gt;, como chama-o Ledinha pelas inicias “JLG”, jamais amou outra mulher. Voltou literalmente pra roça brejo-santense e mantém até hoje, pra quem quiser ver, a fotografia de Ledinha na carteira, sorrindo com seus lábios carnudos, ao lado do calendário de bolso de “&lt;em&gt;padim-ciço&lt;/em&gt;”, de quem é devoto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Mas, foi no segundo casamento que Lêda conheceu o amor e teve, também, a sua maior desilusão. Ainda era bem jovem, na flor de seus vinte e seis anos, quando conheceu o Francisc’Airton, numa corrida de táxi. Caíto, para os íntimos, ou simplesmente “Bem”, para Ledinha, era um cearense que falava um carioquês puxado, por causa de umas férias de janeiro no Rio. Logo, Ledinha e o seu “kit”, o “kit-lasca” (para qualquer pretendente), dividiam a mesma casa com Caíto. A mais nova da escadinha ainda usava bico e comia barro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;O &lt;em&gt;Bem&lt;/em&gt; usava umas camisas de javanesa e sorria somente de um lado da boca, o direito, com sua arcada dentária avantajada. Nas noites de sexta-feira, colocava o LP do Júlio Iglesias e dublava “&lt;em&gt;ou me queres ou me deixas&lt;/em&gt;...”. Ledinha arriava os quatro pneus e sobressalente! E ele se sentia o próprio “&lt;em&gt;Rulio&lt;/em&gt;”. Quer ver todos os caninos, presas e molares (inclusive os sisos) de Caíto, com o seu sorriso diagonal? Diga-lhe que ele é a cara do cantor espanhol (e ganhe um &lt;em&gt;cantin&lt;/em&gt; em seu coração para sempre). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Pois bem, com o copo de Rum Montila numa mão (a esquerda), e o cigarro “Chanceler, o fino que satisfaz”, na outra, ele repetia um cacoete, uma moganga, até o término da 3ª dose. Depois de dublar três vezes, a primeira faixa do lado “A”, “&lt;em&gt;Devaneios&lt;/em&gt;”, escapulia de fininho. Não antes de chiringar seis gotas de “&lt;em&gt;Toque de Amor&lt;/em&gt;”, pensando no slogan da Avon: “&lt;em&gt;a gente conversa, a gente se entende&lt;/em&gt;” (depois). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;A radiola nas alturas abafava o ronco do Dogde de Caíto, e quando Ledinha &lt;em&gt;dava fé&lt;/em&gt;, só restavam o cheiro do “&lt;em&gt;Toque&lt;/em&gt;” no meio da casa e a fumaça do motor queimando óleo na rua. Fumando numa quenga e com o coração despedaçado, choramingava até quase o amanhecer, quando o &lt;em&gt;Bem&lt;/em&gt; batia em sua porta com um sorriso, aquele diagonal, a moganga, seguidos da velha frase carregada de um carioquês exagerado: “&lt;em&gt;Liêda, vieja beim&lt;/em&gt;...”. Ao discurso introdutório de Ledinha, floreado de perguntas “basiquetes” do tipo &lt;em&gt;adonde, com quem e por quê&lt;/em&gt; (desgraçado), ele engasgava no “&lt;em&gt;Liêda, vieja beim&lt;/em&gt;...”, repetidos a cada pausa do interrogatório. E, de um instante pra outro, como se “puxassem-lhe a tomada”, ele capotava na cama de &lt;em&gt;Cavalo de Aço&lt;/em&gt; e tudo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Morrendo de ódio, Lêda amava loucamente o infeliz. Tirava-lhe os sapatos, desabotoava a camisa cheirando agora a “&lt;em&gt;Topaze&lt;/em&gt;”, e ainda ajeitava um travesseiro sob a cabeça do tratante. Pra terminar o ritual, arrancava de suas calças a chave do carro e ia catar fivelas de cabelo e bilhetinhos que a outra deixava só pra &lt;em&gt;azedar o leite&lt;/em&gt;. Pois então, num estalar de dedos, passaram-se 25 anos. De lucro, mais duas paridelas que completaram sua prole. Desta vez, salvou-se um par de testículos legítimos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Tempos depois, quando o dito cujo já estava “&lt;em&gt;sem mel, nem cabaça&lt;/em&gt;”, a ex-amante &lt;em&gt;infernizadeira&lt;/em&gt;, de tanto ouvir falar da “&lt;em&gt;bondosidade&lt;/em&gt;” de Ledinha, se invocou e foi conferir. Bateu palmas em sua porta com o atrevimento autêntico de uma cunhã encomendada! Ledinha, com toda espiritualidade, arreganhou um sorriso seguido de um “&lt;em&gt;pois não&lt;/em&gt;”, esticado de simpatia. A ex-rival sentiu um hálito de boa-fé tão puro, mas tão puro, que se desguarneceu todinha. E, dona Lêda, que não guarda mágoa nem ofensa, puxou o convite pra um café quentinho da hora. Prosearam, se abraçaram, “&lt;em&gt;se riram&lt;/em&gt;”, e até caçoaram do carcará. Dizem que a outra botou admiração na jovialidade de Ledinha e, inclusive, duvidou de sua idade! Terá Lêda improvisado um &lt;em&gt;cantin&lt;/em&gt;? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;E assim, foram-se dois casamentos, a coleção do Elvis Presley, 576 maços de &lt;em&gt;Hollywood&lt;/em&gt;, um &lt;em&gt;Cavalo de Aço&lt;/em&gt;, três LP's “&lt;em&gt;furados&lt;/em&gt;” do Julio Iglesias e uma ruma de garrafas com o rótulo do pirata com o papagaio no ombro. Ficaram os filhos. Diz Lêda, que a sorte que não teve no amor, Deus compensou em triplo com esses aí. Sua receita de educação não teve mistério. Com a mesma simplicidade de plantar batatas em terra fértil, ofereceu como solo sua alma digna. Pra regar, encharcou de amor e não economizou carinho. E pronto! Brotaram pessoas de bom caráter, responsáveis, sem vícios e, principalmente, filhos amorosos. Dos seis, nenhum, &lt;em&gt;unzim&lt;/em&gt; que seja, enveredou pra o mal caminho. Lêdinha se &lt;em&gt;rasga&lt;/em&gt; de orgulho. Pra ela, não tem no mundo todinho, filhos melhores, mais lindos que os dela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Nas tardes de sábado, chova ou faça sol, enchem o alpendre de sua casa toda a prole, mais os netos que ela adora, a nora e os genros “&lt;em&gt;puxa-saco&lt;/em&gt;” e de “&lt;em&gt;sacos-puxados&lt;/em&gt;” por ela. E nunca se viu família mais unida, mais companheira, mais virtuosa, mais feliz, que a família que Ledinha, sabiamente, ergueu firme como rocha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;E quanto aos ex-maridos, quando as filhas vão para o “&lt;em&gt;Brejo&lt;/em&gt;”, o Brejo Santo, visitar o pai, Ledinha se enfia no carro. E lá chegando “&lt;em&gt;se amostra&lt;/em&gt;” com seus cabelos pintados e os peitos turbinados. Se agarra com JLG, andam “de braço” e recordam as doidices. Ele exibe a fotografia desbotada na carteira e repete: “&lt;em&gt;pe-pela lei de Deus, vo-você ainda é-é minha mulher, até que a morte nos sepa-pare&lt;/em&gt;”. E o Caíto, "&lt;em&gt;mei-caidão"&lt;/em&gt;, passados esses anos, não mais lembra tanto o “&lt;em&gt;Rulio&lt;/em&gt;” como outrora. Mas, “&lt;em&gt;todora&lt;/em&gt;” tá na casa de Ledinha inventando uma coisa pra fazer. Prestexto não falta. E precisa? Todo mundo quer respirar o ar de Ledinha, provar o seu café, ouvir o seu conselho, sentir o seu cafuné, rir da sua piada, se alegrar da sua alegria. Qualquer um que ser seu filho, seu parente, seu pretendente, seu vizinho, seu &lt;em&gt;qualquer coisa&lt;/em&gt;, contanto que tenha um &lt;em&gt;cantim&lt;/em&gt; em seu coração sem tamanho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-5837766144536776188?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/5837766144536776188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/03/dona-leda-e-seus-dois-maridos-d-ona.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5837766144536776188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/5837766144536776188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/03/dona-leda-e-seus-dois-maridos-d-ona.html' title='Dona Lêda e Seus Dois Maridos'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SbJfA8cMpqI/AAAAAAAAACU/xacV-tJMlrY/s72-c/Mame+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-2507366943660935547</id><published>2009-02-17T18:40:00.000-08:00</published><updated>2009-03-07T04:31:56.952-08:00</updated><title type='text'>Loco-emotiva</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SZt4WqwaDsI/AAAAAAAAAB8/sxG_UdRVb1I/s1600-h/Trem+menor2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303965316988669634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SZt4WqwaDsI/AAAAAAAAAB8/sxG_UdRVb1I/s200/Trem+menor2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;L&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;embro ter lido, tempos atrás, uma mensagem que falava da vida, associando suas trajetórias a uma "viagem de trem". Hoje, relembrando-a, penso nunca ter visto comparação melhor. A vida seria, então, a própria locomotiva. Nós, os seus passageiros, distribuídos em vagões que se interligam. Em cada estação, pessoas que embarcam e desembarcam em busca de seus destinos.&lt;br /&gt;Numa reflexão (própria do início de mais um ano), estive pensando que a vida é bem similar a isso. Todos nós, em algum momento, nos sentimos passageiros desse trem. Da janela, vemos a vida passar, contemplamos a paisagem, escolhemos ficar até o fim da linha, ou desembarcamos em alguma estação. Vemos descer amigos e amores, enquanto desconhecidos entram pela porta do nosso vagão. Ou, somos nós a deixar para trás a velha locomotiva, em busca de outro rumo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sou grata a Deus por ter estado em cada estação, no instante oportuno em que se abriu à minha frente, a porta de mais um vagão e o convite para uma nova experiência. Circunstâncias úteis ao amadurecimento e construção de mais um importante capítulo da minha história. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não somos os mesmos a cada desembarque, porque deixamos um pouco de nós e levamos outro bocado dos que ficam. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quando a viagem chega ao fim, devemos entender que aquele ciclo de aprendizagem foi realizado. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O tempo não importa, mas a intensidade com que nos relacionamos. Sendo inteiros, verdadeiros, deixamos a nossa melhor parte. E devemos, com a mesma dignidade, guardar o lado bom dos que seguem no trem, quando decidimos saltar na estação, movidos pela inquietude dos nossos corações.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Certezas não regem as nossas escolhas. Elas não existem. O que nos impulsiona é a necessidade de ser feliz. Só devemos nos arrepender da atitude não tomada, dos riscos que não corremos na iminência de uma provável felicidade. É essa busca que nos mantém vivos no sentido mais amplo da palavra. Estamos aqui, em algum trem ou estação, errando e aprendendo, por um objetivo maior: tornarmos-nos pessoas melhores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Que da janela do vagão de todos nós, o sol brilhe radiante a cada dia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-2507366943660935547?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/2507366943660935547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/02/l-embro-ter-lido-tempos-atras-uma.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/2507366943660935547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/2507366943660935547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/02/l-embro-ter-lido-tempos-atras-uma.html' title='Loco-emotiva'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SZt4WqwaDsI/AAAAAAAAAB8/sxG_UdRVb1I/s72-c/Trem+menor2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-8668302637462647360</id><published>2009-02-15T04:36:00.000-08:00</published><updated>2009-03-07T04:32:54.296-08:00</updated><title type='text'>Buenos Dias em Buenos Aires</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SZgcOQvddtI/AAAAAAAAABk/tCHqyNeA1M4/s1600-h/DSC02324.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303019592566535890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SZgcOQvddtI/AAAAAAAAABk/tCHqyNeA1M4/s320/DSC02324.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;B&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;uenos Aires tem sido um destino cada vez mais buscado pelos brasileiros. Além de ficar pertinho, o real é mais valorizado que a moeda argentina, o que é uma vantagem e tanto. Não que as coisas lá sejam tão mais em conta que no Brasil, como falam. Mas, digamos, é mais ou menos compatível à nossa realidade e você tem melhor noção de quanto está gastando. O que não se pode dizer quando suas contas estão sendo pagas em dólar ou euro, e sua ficha só vai cair quando chega a fatura do cartão crédito, duas vezes e meia mais o que você pensa que gastou. Dá pra sentir a diferença? Não deixe de ler no finalzinho “&lt;em&gt;pesos x reais – como lidar com eles&lt;/em&gt;”. São dicas que vão lhe fazer economizar dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;A VIAGEM&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Então, se você está planejando ir à Buenos Aires, ou ainda não sabe o que fazer nas próximas férias, que tal um incentivozinho? A partir do momento que se planeja uma viagem, a gente passa a sonhar com ela e a contar as horas até o tão esperado dia de arrumar as malas e ir para o aeroporto. Pois bem. Então, vamos começar pelo ponto de partida.&lt;br /&gt;Estive em Buenos Aires com o maridão em novembro de 2008. Aliás, diga-se de passagem: uma ótima opção para viajar a dois. Entramos no avião cedinho da manhã, mas, já comecei a ver estrelinhas, pois nos serviram vinho para um brinde nos ares, ao som de Vinícius de Moraes. Não é romântico? Tudo bem, copos de plástico. Nem tudo é perfeito. E, para o almoço, um canelone muito bom, acompanhado de salada, cafezinho e tudo! Adorei. Terá sido a fome que ajudou? Ou o vinho?&lt;br /&gt;Bem, o estado de espírito é um fator que deve ser levado também em conta. E que eu estava eufórica com a viagem, não nego! Então, se você não é uma pessoa entusiástica como eu, dá um descontinho, ok? Considerem: era a minha primeira viagem internacional (psiu!), ao lado do amor da minha vida. Eu estava ouvindo sininhos, dá licença?! E, além do mais, era o dia do meu aniversário e, logo à noite, eu estaria no famosérrimo Señor Tango, comemorando. Bateu uma invejinha?&lt;br /&gt;Pois bem! De quebra, um céu azul de nuvens branquinhas. Aí, aquele copo de vinho a 10.000 mil pés. E ainda tivemos a sorte de pegar três poltronas só pra nós dois. Privacidade total! O que mais podia acontecer? Declarei-me pra ele! Com olhos rasos d’água e tudo! Bateu um bom presságio, sabe? A felicidade chegou ali e me impregnou. Simples assim! Longe da rotina, eu estava desprovida de qualquer preocupação, quer dizer: eu só tinha que ler um roteiro enorme de dicas de passeios e lugarzinhos, pesquisados em milhões de sites que eu fiz &lt;em&gt;controlcê, controlvê&lt;/em&gt; e imprimi (igualzinho você vai fazer com este aqui). O que me diz?&lt;br /&gt;O pessoal do fundão quase interditou o banheiro. Havia braços esticados no corredor, mãos segurando baralhos em forma de leque. Que clima! Viajar traz essas sensações boas. E esses momentos, perduram por muito tempo, até a próxima viagem! Dizem que a gente leva da vida, a vida que a gente leva. Portando, devemos escolher o que fazer com o nosso tempo. Respirar outros ares causa bem estar, sentimentos novos... dá uma “sede de vida”. Então? Consegui lhe convencer? Mas, nem chegamos ainda!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O HOTEL&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hotel em Buenos Aires tem peculiaridades que merecem atenção. Nós nos hospedamos em um três estrelas, o Horly, no centro da cidade. A localização é muito boa, pois fica perto da Florida (e pronuncia-se Flor&lt;strong&gt;í&lt;/strong&gt;da mesmo e não Flórida), uma rua muito popular por suas variadas lojas de roupas, sapatos e artigos de couro. Seguindo pela Florida, chega-se ainda ao luxuoso shopping “&lt;em&gt;Galerias Pacífico&lt;/em&gt;”, que tem uma bela arquitetura, lojas e praça de alimentação com uma sorveteria Fredo (que você não pode deixar de ir). Além do mais, você encontra nas proximidades vários Cafés, inclusive o Havana, onde se compra também o famoso alfajor.&lt;br /&gt;Mas, voltando ao assunto, três estrelas em Buenos Aires não é como no Brasil. Se você é exigente com hospedagem, opte por um hotel que tenha classificação de pelo menos quatro estrelas. O Horly, por exemplo, é um prédio bem antigo. Tanto quanto um senhorzinho octogenário que está sempre pela recepção, a postos! - acho que é o dono. Quando o elevador demora a chegar para os hóspedes, ele fica bem impaciente. Pasmem com que aconteceu conosco: o “vovô” deu socos frenéticos na porta, intercalados por dedadas no interruptor, até o último segundo intrigante em que, finalmente, o elevador abriu-se à nossa frente. E como se a cena anterior nunca tivesse acontecido ele, elegantemente, fez uma breve reverência pra gente entrar. Não foi louco, isso?&lt;br /&gt;A recepção até que é arrumadinha. Nada moderna, mas bem tradicional. Porém, ao chegar na nossa "&lt;em&gt;habitación&lt;/em&gt;" (é assim que eles chamam a suíte) nos deparamos com um carpete dos anos setenta e um papel de parede desbotado. Sem falar no ar condicionado do tempo dos dinossauros. O banheiro tem bidê e aquela banheira oval &lt;em&gt;larirará&lt;/em&gt;! Ah! E as torneiras cantam. Sério! Cantam um "dó maior afinadíssimo" enquanto você escova os dentes.&lt;br /&gt;A programação da TV é péssima. Os jornalistas parecem apresentadores de programa de variedades, sabe? Não têm o tom sério dos nossos telejornais. E as novelas são ridículas. Imaginem que eu vi uma novela em que os personagens estavam discutindo e surgia no canto do vídeo aquelas artes, tipo um balão com o desenho de um relâmpago, uma explosão, etc.. Escapam as novelas brasileiras. Engraçado é ouvir a dublagem em espanhol. Bem, mas tevê é um mero objeto ilustrativo para quem tem mais o que fazer, certo?&lt;br /&gt;Mas, onde está o meu espírito de “&lt;em&gt;Alice no país da maravilhas&lt;/em&gt;”, heim? Os lençóis! Esses, no Horly, são limpos e branquinhos. E as toalhas, trocadas diariamente. Nada mal! O café-da-manhã tem vários tipos de pães e uns croissants bem comestíveis. Mas os sucos são artificiais, daqueles em pó, sabores bem sortidos. Dá pra encarar? E tem uma gelatina de morango que é servida numa tigela quebrada. Calma! Não é a tigela, mas a gelatina. Entendeu? Eles dão várias colheradas na superfície da gelatina antes de pôr à mesa. Talvez o chef tenha a síndrome de &lt;em&gt;Amélie Poulain&lt;/em&gt; (alguém assistiu)? Não vem ao caso, mas... vai aí a dica de um ótimo filme. Um dos meus preferidos, hihi! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;SEÑOR TANGO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nós pegamos o vôo da TAM que sai às cinco e pouco da manhã e chega a Buenos Aires no início da tarde. Eu já havia agendado o Señor Tango para aquele mesmo dia, pois era o meu aniversário e eu queria comemorar em grande estilo. Então, aproveitamos a tarde para descansar, já que praticamente não havíamos dormido na noite anterior. Mas, não antes de expiar pela janela o movimento da rua e olhar todos os detalhes do quarto. Havia uma cama de casal, outra de solteiro, uma penteadeira, uma tevê de 14” e o ar condicionado “à la Juracik Park”. Ouvimos a torneira cantar, logo na estréia da nossa “habitación”. Apagamos. Às 21 horas nos apanharam no hotel. É costume as Casas de Tango mais tradicionais fazerem o traslado de ida e volta dos hóspedes. No item “&lt;em&gt;transporte em Buenos Aires&lt;/em&gt;” me aprofundarei mais sobre esse assunto.&lt;br /&gt;Começa aqui o nosso primeiro “momento encantado”. Já na entrada do Señor Tango fomos surpreendidos positivamente. A casa é belíssima. Sentamos numa mesa com mais três casais brasileiros, à beira do palco. Os garçons usam colete e gravata preta e são muito corteses. O que nos atendeu usava um bigode fininho, bem estilo “Clark Gable”. Eles oferecem duas opções de prato e sobremesa. Tudo muito bem servido e saboroso. Para beber, o vinho argentino. O espetáculo só começa após o jantar. E que espetáculo! São US$94,00 por pessoa. Mas, vale à pena cada centavo. O pacote inclui o show, o jantar, a sobremesa e a bebida (além do traslado).&lt;br /&gt;Você, provavelmente, vai ouvir ou ler em algum lugar que existem outras casas de tango melhores. Não dê muito crédito. Se você ainda não foi ao Señor Tango, vá! Na verdade, o que dizem é que o Señor Tango faz um gênero muito “Broadway”. É verdade! E daí? A Broadway é uma referência de teatro do mais elevado nível no mundo. E se você quer ver algo mais peculiar da cultura argentina, não se preocupe. Você verá nas ruas, nos bares, por onde passar. Buenos Aires respira o tango.&lt;br /&gt;Nós até fomos em outra casa de tango, a “&lt;em&gt;Candilejas Tango Show&lt;/em&gt;”, com o objetivo de ver um espetáculo “mais tradicional”. Pagamos 340 pesos, equivalente a 265 reais. Quer saber? Eu não recomendo. Não é que não seja interessante, tão pouco que eu queira comparar com o incomparável Señor Tango. Mas, não valeu o que pagamos. Certamente, eu teria ficado mais satisfeita, se tivesse sentado em uma mesa de um dos barzinhos pitorescos do “&lt;em&gt;Caminito&lt;/em&gt;”, uma travessa com apenas 100 metros no colorido bairro de La Boca, onde se assiste a um show de tango ao ar livre, sob o sol do entardecer. Aliás, esse é um lugar para visitar durante o dia. Às 18 horas, no mais tardar, pegue a sua &lt;em&gt;carruagem &lt;/em&gt;e suma. Dizem que à noite em La Boca pode ser perigoso. Quem vai querer tirar a prova? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CAMINITO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Conheci o Caminito no tour que fizemos. Mas, foram apenas vinte minutos para percorrer as lojinhas e ruas de La Boca. O lugar me seduziu. Sua localização é próxima do porto e foi habitada por muitos estrangeiros. As casas da Caminito são construídas com tábuas de madeira, placas e telhas de metal multicolores. Nas ruas, artistas plásticos expõem telas que retratam o bairro. E tem muitas lojinhas com artesanatos e suvenires. Mas, não compre nadinha! Resista à tentação. Nesse lugar tudo é feito para turistas, portanto, os preços são muito salgados.&lt;br /&gt;Confesso que eu quase perdi o ônibus quando me deparei com barzinhos de fachadas coloridas, mesinhas com guarda-sol espalhadas na calçada, ao som estridente de um tango ao “&lt;em&gt;vivinho&lt;/em&gt;”! E para eu acabar de derreter, um casal a bailar bem ali na frente, lindamente. Fiquei alguns minutos babando e o meu marido teve que me puxar pelo braço. Fomos literalmente correndo para o ônibus. Pronto, tudo isso foi para dizer que eu trocaria a noite de “&lt;em&gt;Candilejas Tango Show&lt;/em&gt;” por uma tarde naquele lugar.&lt;br /&gt;Esse tour que normalmente vem incluso no pacote é legal para se ver onde vale à pena voltar. Só que, nem sempre se volta porque a gente acaba querendo conhecer outros lugares, não é? Pois bem! Eu gostaria realmente de ter reservado uma tarde para La Boca. Percorreria suas ruas e lojinhas e terminaria justamente naquele bar, assistindo àquele tango e brindando com um vinho argentino. Combinado?&lt;br /&gt;Até aqui eu indiquei uma noite no Señor Tango e uma tarde em La Boca. Decore e vamos pra frente! Se no seu pacote tiver o item “Passeio de meio dia à cidade de Buenos Aires”, você vai fazer o tour que eu fiz. Vão te levar à Casa Rosada, Catedral que é ao lado, e alguns pontos e bairros importantes. Mas é tudo corrido, muito rápido mesmo. O suficiente pra tirar umas fotos e tchau! Esse tour termina em La Boca. Vai a sugestão: se você fizer esse tour pela manhã, fique em La Boca.&lt;br /&gt;Veja tudo com calma, escolha almoçar em um bar/restaurante da travessa Caminito. Mas, por favor, um que tenha show de tango! Sente numa mesa na calçada, ouça o som da música que penetra em seu coração e aprecie a sensualidade dessa dança envolvente que o é tango. Mas, não antes de despachar o ônibus. Depois, você pega um taxi. Vale à pena! Eu não pude fazer isso porque fiz o tour à tarde, e quando cheguei a La Boca já era fim de tarde, quando o bairro não é muito seguro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;O TANGO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se você não tem tanto interesse por tango, ponha uma coisa na cabeça: quando você vai a Buenos Aires, você se apaixona pelo tango. Essa dança tem uma magia muito envolvente que embriaga os sentidos. Cada passo transpira sensualidade. A música toca a alma e o coração. As mulheres dançarinas parecem divas. Até as que não são tão bonitas assumem certo poder de sedução. E os homens quando as tomam pela cintura, parecem hipnotizados por suas curvas e movimentos. Pra que você tenha uma melhor idéia, um casal dançando tango passa a impressão de que ambos estão arrebatados por uma louca paixão. Isso, porque o tango é uma dança meio teatral, cheia de encenação e olhares fulminantes.&lt;br /&gt;E é comum encontrar casais vestidos a caráter dançando no meio da rua, em troca de alguns trocados. É provável que você ouça também no rádio dos taxis, nos lugares por onde passar, o som de um bom tango. Não se preocupe, quando você voltar ao seu país de origem, passará uma semana furando o CD de tango que você, fatalmente, trará de Buenos Aires. Se não adquirir pelo menos unzinho, vai se arrepender. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;A LÍNGUA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não se preocupem com a língua. Dá pra entender. Alguns falam rápido demais e você pode ter alguma dificuldade. Mas é só pedir para falarem devagar. Se for um assunto sem importância, finja que entendeu. Eles também fazem isso, não duvide. O que complica um pouco são os cardápios. Você pode pensar que pediu uma coisa e vem “a coisa”. Vou lhe dar uma colher de chá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lomo = Filé Mignon&lt;br /&gt;Bife de Chorizo = Contrafilé&lt;br /&gt;Papas Fritas = Batatas Fritas&lt;br /&gt;Salsa Criolla = Vinagrete&lt;br /&gt;Tapa de Cuadril = Picanha&lt;br /&gt;Vacío = Fraldinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloque uma “&lt;em&gt;pescazinha&lt;/em&gt;” no bolso, viu? E nem pense em pedir carne usando os nomes dos cortes brasileiros da vaca, pois o garçom vai ficar a ver navios (ou será você?). Eles não fazem a menor idéia do seja uma picanha. Esta aí eles chamam de “&lt;em&gt;tapa de quadril&lt;/em&gt;” e a deliciosa gordura que eles chamam de “&lt;em&gt;graxa&lt;/em&gt;”, não acompanha a carne nem em pensamento. Pode crer!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;TRANSPORTE EM BUENOS AIRES&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Uma coisa que não vai pesar no orçamento da viagem é o transporte. Taxi em Buenos Aires é barato. Se você estiver no centro, qualquer corrida vai dar entre oito e vinte pesos. Eu não consegui pagar mais que isso por lá. Dá pra pegar metrô também. Não são bem cuidados como os de SP. Mas não dá pra matar, principalmente, se você estiver muito a fim de economizar. Em Buenos Aires, com um mapa no bolso você vai pra qualquer lugar. É "&lt;em&gt;facim&lt;/em&gt;". E não abra mão de caminhar pela Florida, pelas ruas principais da cidade. Bater perna é a melhor forma de apreciar a cidade, perceber detalhes da cultura e descobrir lugarzinhos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PASSEIO PELO RIO TIGRE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Inclua no seu pacote o “&lt;em&gt;passeio pelo Rio Tigre&lt;/em&gt;”. Custa em torno de 24 dólares por pessoa, muito bem pagos. Eu não esperava muito, pra falar a verdade. Imaginei um passeio de barco por um rio. Nada demais! Só que há uma série de atrações antes e durante o passeio. Primeiro, pegamos um ônibus para uma cidade chamada San Isidro, charmosa por seu clima europeu, a 21 km de Buenos Aires.&lt;br /&gt;Paramos na estação de trem de San Isidro onde tivemos excelentes oportunidades de compra de lembrancinhas. Lá encontramos lojinhas com muitas variedades e preços justos. Comprei um belo casal em resina, dançando tango, por 38 pesos. Um parecido em La Boca custava em torno de 70 pesos. Depois de visitar as lojinhas, apanhamos um trem e fizemos um belo passeio de mais uns 10 km apreciando as paisagens, até o terminal de Tigre.&lt;br /&gt;Tigre foi berço de fatos importantes da história argentina. Nas primeiras décadas do século 20 era o destino de verão preferido de famílias aristocráticas de Buenos Aires. De barco, apreciamos um pouco dessa história refletida em museus e mansões antigas às margens do Rio. Sem falar nas casinhas bucólicas construídas sobre palafitas e as “&lt;em&gt;touceiras&lt;/em&gt;” de hortênsias azuis a beira do Tigre. Paisagens que instigam um olhar curioso e uma dose de romantismo. Vimos um “&lt;em&gt;barco-hospital&lt;/em&gt;”, um barco “&lt;em&gt;supermercado&lt;/em&gt;” e um posto de combustível. Tudo que a comunidade precisa (ou quase tudo) está ali, no leito do Rio. Durante o passeio nos serviram um café com alfajor. Eu estava morrendo de fome! Foi o melhor alfajor da minha vida! Doce, como toda a programação daquela manhã.&lt;br /&gt;Tudo foi gravado em um DVD por uma cinegrafista. Pagamos 100 pesos por lembranças eternas, sem preço. E ganhamos de brinde um CD com os mais tradicionais tangos. Foi esse que quase furei de tanto ouvir na primeira semana de retorno ao Brasil (não diga: “&lt;em&gt;dessa água não beberei&lt;/em&gt;”). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CONFEITARIA IDEAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Voltando do passeio pelo rio Tigre pedimos para descer no Obelisco, um monumento histórico, localizado na Praça da República, no cruzamento das avenidas Corrientes e 9 de Julho. Esta última é considerada a mais larga avenida do mundo, com 134m de largura. Pois bem! Descemos ali porque era o ponto mais próximo de uma tal “&lt;em&gt;Confeitaria Ideal&lt;/em&gt;”. Esta, era uma das indicações que encontrei na internet. Parecia uma boa opção para comer uma guloseima, tomar um café, pois era tarde demais para o almoço e cedo para o jantar.&lt;br /&gt;Depois de caminhar algumas quadras, encontramos a dita Confeitaria, que eu já estava chamando de “&lt;em&gt;padaria&lt;/em&gt;” quando ía pedir informação. Na entrada havia uma placa com fotos de pratos executivos apetitosos a preços bem interessantes, tipo 15, 20 pesos. Achei estranho aquele tipo de cardápio, mas, ficamos felizes porque estávamos muito famintos.&lt;br /&gt;Na entrada, uma mocinha não muito simpática nos cobrou 15 pesos por pessoa para entrar. Para entrar? (você deve estar perguntando). Pois é! Entramos e tivemos a surpresa. Um belo salão com mesas em volta, muitos espelhos e lustres dourados. Ao centro, casais dançavam tango. Senhoras e senhores decrépitos, e mulheres bem jovens também, com um vovô apertando-lhe a cintura. A coisa mais linda! Dançavam de olhos fechados, concentrados, e pareciam sentir profundamente cada movimento, cada nota musical. Pedimos uma Quilmes!&lt;br /&gt;Depois fomos nos situando. A mocinha da entrada não explicou nadinha! Ali havia professores de tango. Os 15 pesos da entrada nos dava direito a aprender os passos básicos do tango com um(a) “profissa”. Fiquei doidinha! Queria me atracar com um “vovozudo” daqueles e sair &lt;em&gt;tangorolando&lt;/em&gt; pelo salão. Mas quando estava convencendo o meu marido a dançar só umazinha, soubemos que faltavam 15 minutos para encerrar. As aulas vão até às 15h. A comida é boa e o preço é justo. O lugar é muito tradicional e você vai conhecer de fato a cultura portenha de um jeito bem diferente e divertido. O garçon que nos atendeu era por si só uma atração. Parecia o Frankenstein e andava bem devagar, com o corpo enrijecido balançando de um lado para outro. Enfim, fomos surpreendidos. O lugar não era o que esperávamos, mas bem melhor, eu diria.&lt;br /&gt;Portanto, a dica: vá almoçar na Confeitaria Ideal, mas chegue cedo pra não perder a oportunidade de &lt;em&gt;arranhar&lt;/em&gt; um tango. Escolha um velhinho simpático! Saiba que eles estão ali para ensinar (caso a mocinha pouco simpática da portaria não lhe informe isto).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CAFÉ TORTONI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Café Tornoni é o mais famoso café de Buenos Aires. Você não pode deixar de conhecer. Além da bela arquitetura e o apetitoso cardápio, é um verdadeiro museu de artes, com suas esculturas e quadros que dão todo um charme especial. Tem ainda, um salão super chique onde acontecem apresentações de tango que você assiste da mesa, enquanto saboreia o tradicional chocolate com churros. Os garçons se oferecem para fotografar e lhe deixam à vontade para conhecer a casa. No museu do café, que fica nos fundos, tem muita coisa legal pra espiar. E aproveite para tirar uma foto na área de fumantes, numa mesa em frente à um painel gigante com a imagem da 9 de Julho. Fica muito show! &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;MUSEUS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Buenos Aires tem muitos museus. Porém, o tempo é curto demais da conta pra ficar confinado em museus, horas e horas, quando há coisas e lugares indispensáveis pra ver. Tem gente que vai só porque é chique, é cult! É ou não é? Se você vai passar poucos dias, escolha “&lt;em&gt;pelo menos no máximo&lt;/em&gt;”, um! Unzão pra não pra não passar vergonha. E guarde suas horas de imersão cultural para o Louvre (cê-tré-melhosê).&lt;br /&gt;Eu escolhi o Malba porque tem obras de Frida e Tarsila do Amaral. Tem um guia que te leva pra ver obra por obra-prima, de primeiro e segundo grau, conjeturando tudo o que o artista pode ter pensado ou sentido ou querido dizer com aquele devaneio de quadro. Você é paciente?? Se não, saia à francesa, passe para a próxima, e tire você mesma as suas conclusões (se conseguir). Meu povo, eu tô parencendo insensível? Pelamorde!!! No fundo eu sou &lt;em&gt;chique e cult&lt;/em&gt;. Hã??&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PUERTO MADERO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Imaginem um antigo porto, recuperado e revitalizado, margeado por uma rua de paralelepípedos, banquinhos, postes de iluminação e vários restaurantes charmosos no entorno. Isto é Puerto Madero. Buenos Aires escurece depois das 19h. Chegue às 18h30min. Assim, você aprecia os últimos instantes do entardecer. Antes de pensar no jantar, passeie por Puerto Madero, sente-se num banquinho, tire umas fotos. Só então você deve escolher um dos muitos restaurantes que lhe convidam pelo estilo e cardápio, sempre exposto do lado de fora. Tem um tal de “&lt;em&gt;Las Lilas&lt;/em&gt;” que é o mais famoso. Mas os preços são muito, muito caros. Há outros tão bons quanto. Com ótima comida e vinho no preço. Nós ficamos no Bahia Madero, fomos muito bem atendidos e pagamos 138 pesos por um excelente jantar, mais uma garrafa de vinho (pouco mais que 100 reais).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;RECOLETA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Esse é um dos bairros mais elegantes de Buenos Aires. Lá estão os mais atraentes cafés e lojas de grifes famosas, como Armani, por exemplo. Vale a pena andar pelas ruas, afinal, você não precisa comprar. Eu fui à Recoleta na mesma tarde que visitamos o Museu Malba. Alguém nos informou que dava pra ir caminhando e aproveitamos para sentir a atmosfera da cidade. Foi ótimo! Andamos a pé por longos quarteirões de calçadas largas, cobertas por flores amarelas das Acácias, que se revezam com os pés de Jacarandá. No caminho, fomos surpreendidos por uma escultura gigante, o “&lt;em&gt;Floralis Genérica&lt;/em&gt;”, ícone de cartão postal de Buenos Aires. Com 20 metros de altura, a flor de metal abre suas pétalas de dia e fecha à noite. É muito bonita e fica dentro de um parque.&lt;br /&gt;Mais algumas quadras e chegamos à Recoleta. Nas tardes de sábado há uma feirinha de artesanato numa praça bem central. Portanto, escolha esse dia da semana para visitar o bairro. E, bem próximo à feirinha, está o tão comentado e sempre incluso nos roteiros turísticos de Buenos Aires, cemitério, onde estão os túmulos da aristocracia dos últimos séculos, especialmente, o de Eva Duarte Perón, a eterna "&lt;em&gt;Evita Pe&lt;/em&gt;r&lt;em&gt;ón&lt;/em&gt;". Quero registrar que esse programa é a maior furada. Sem comentários! Aliás, eu vou comentar sim. É um cemitério feio, comum, e o túmulo da Evita fica num corredor estreito, não tem nada demais. Repito: nadinha! Não vi a menor graça nessa funesta visita. Agora, se você está de bobeira lá pela Recoleta e quer porque quer ver o túmulo da Evita, então vá! E faça bom proveito, viu?&lt;br /&gt;Eu acho mais negócio sentar em um daqueles cafés e disputar um lugar com os pombos. Há muitos por todos os cantos, bicando as migalhas dos croissants que ficam pelo chão. Não chega a ser incômodo. É uma novidade bucólica para nós que não estamos acostumados. E você pode optar em ficar na parte interna se não quiser dividir o seu espaço com eles. Nós escolhemos o “La Biela”, bem de esquina, e pegamos uma mesa na calçada.&lt;br /&gt;Uma curiosidade: você paga uma tarifa para ser servido lá fora, no “S&lt;em&gt;alón Vereda&lt;/em&gt;”. Mas, na maioria dos restaurantes, embora não seja cobrada a taxa de serviço, os 10% cobrados aqui no Brasil, você paga outra taxa fixa que eles chamam de “&lt;em&gt;La Cubierta&lt;/em&gt;”. Entenda: “área coberta”. Significa que você está pagando pela própria estrutura do restaurante, tipo ar condicionado, conforto, etc., e custa entre três e seis pesos por pessoa. Não é esquisito?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;SAN TELMO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;San Telmo é tudo! Se tivesse que escolher um lugar, seria este. Mas, esse bairro tem dia certo para visitar. O domingo e nada mais. Nesse dia, San Telmo é um lugar encantado. Centenas de turistas de todas as nacionalidades invadem suas ruas. É possível ouvir vários idiomas, ver peles brancas, amarelas e negras. Todas as culturas se misturam num emaranhado de sons e sensações. São músicos que tocam acordeão nas calçadas, casais que dançam um tango ao vento, em meio aos artistas que expõem as suas artes. É beleza refletida nos milhares de peças de antiguidade que se exibem nas galerias de arte, nos diversos antiquários e na praça, cercada por bares, restaurantes e cafés.&lt;br /&gt;San Telmo é mágico. Caminhar por suas ruas ou simplesmente sentar em uma mesa ao ar livre de um dos Cafés é um espetáculo, uma experiência única. Você até esquece que enquanto você está ali, pessoas trabalham, se estressam e se matam. A grande atração é a feira de antiguidades. Tudo que se vê é um bom pretexto para tanta gente reunida, pois tudo é belo, tudo é arte, e embora a maioria dos preços sejam bem salgados, não se paga para apreciar!&lt;br /&gt;No mercado de San Telmo, pertinho, aí sim! Dá pra comprar antiguidades por uma pechincha. Comprei um prato italiano todo decorado, desses de pôr na parede, por 15 pesos. E taças de puro cristal, antigas, pela mixaria de três pesos (só eu mesma pra enfiar cristal dentro da mala). A feira acontece durante toda a manhã e a tarde. Então, guarde o domingo para San Telmo. É inesquecível. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PESOS X REAIS – COMO LIDAR COM ELES&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu e meu marido levamos uma quantia em reais para trocar em pesos numa casa de câmbio na Argentina. O câmbio estava 1,28. Ou seja, para cada 1,00 real, recebemos 1,28 pesos. Mas, atenção para este detalhe importante: precisamos de mais dinheiro (pois vale mais a pena comprar em pesos do que no cartão), e olha só a nossa surpresa! Sacamos 1000 pesos no caixa eletrônico e sabe quanto isso representou em nossa conta corrente? Apenas R$ 514,60. Não é incrível? Façam o cálculo comigo: se eu fosse trocar reais por pesos, precisaria de 781,25 reais para receber 1000 pesos. No entanto, quando sacamos no caixa eletrônico de Buenos Aires, só foram necessários R$ R$ 514,60. Quero dizer: o câmbio usado para a conversão foi 1,94. Bem melhor que 1,28, não?&lt;br /&gt;Percebe que teria sido um “negoçião” sacar todo o dinheiro em Buenos, que levar reais para serem trocados em pesos por lá? Outra coisita: somos correntistas do Banco Real, que não tem Agência em Buenos Aires. Mas foi possível sacar em um banco local, o “Banelco”. Quem tiver conta no Itaú nem precisa se preocupar, pois lá tem, viu? Um conselho: se inteire melhor sobre isso para não haver nenhum equívoco. Certamente, o gerente da sua conta é a pessoa mais indicada para tirar as suas dúvidas. Caso ele não esteja seguro, não hesite em pedir para ele se informar. E não espere que a Agência de Viagem esteja por dentro dessas maravilhas. A nossa nos orientou exatamente a levar todo o dinheiro que pensávamos usar lá.&lt;br /&gt;Só mais uma dica: leve uma mini-calculadora na bolsa! Assim, você não vai ter dúvidas se está pagando um preço alto ou justo pelo que está comprando. Basta fazer a conversão para reais. Não é prático? E não tenha vergonha de pechinchar. Quando você pede, eles costumam baixar o preço. Mas, saiba como fazer: "&lt;em&gt;desconto&lt;/em&gt;" para os portenhos significa “&lt;em&gt;atención&lt;/em&gt;”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Vamos, então, fazer a sua agenda de Buenos Aires?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Uma noite no &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Señhor Tango&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Um tour na cidade, pela manhã. Confira se a última parada é em &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;La Boca&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Dispense o ônibus. Lá você vai ficar para apreciar as peculiaridades do colorido bairro. Não aconcelho as compras por lá. E, termine em um barzinho da travessa &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Caminito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Almoce assistindo a um show de tango.&lt;br /&gt;Escolha jantar uma noite em &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Puerto Madero&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Chegue meia hora antes do pôr-do-sol. Lá o sol se põe depois das 18h. Caminhe pela rua que margeia o Porto Madero, sem pressa. Sente-se em um banquinho pra jogar conversa fora. Só depois entre em um restaurante, mas, não antes de olhar os cardápios que ficam expostos do lado de fora.&lt;br /&gt;Almoce um dia na &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Confeitaria Ideal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. As aulas de tango encerram às 15h. Chegue bem antes. E mesmo que você não tenha interesse em dançar, olhar já é divertido o bastante.&lt;br /&gt;Não deixe de fazer o “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;passeio de barco pelo Rio Tigre&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”. Você também vai andar de trem e terá a oportunidade de comprar “lembrancinhas” &lt;span style="color:#333333;"&gt;na estação de San Isidro&lt;/span&gt;, onde os preços são justos.&lt;br /&gt;Uma tarde de sábado na &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Recoleta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Aproveite para ir à feirinha de artesanato, e depois poderá “bater perna” na rua chique das lojas de grife. Encerre o dia em dos vários cafés. Mas, antes de tudo, bem no comecinho da tarde, vá ao &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Malba&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O museu onde estão as obras de Frida e Tarsila do Amaral. De lá dá pra fazer uma boa caminhada para a Recoleta, e no caminho você visitará o parque onde está o monumento “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Floralis Genérica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”.&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Café Tortone&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é lugar obrigatório. Você pode ir à noite ou fim de tarde. Caso queira ver o show de tango que é opcional, informe-se dos horários de apresentação. E, falando de café, visite outro dia o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;café Havana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Além do tradicional café, experimente o melhor alfajor da cidade, ótimo para presentear os parentes. E não deixe de saborear o delicioso sorvete da &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Fredo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Suas sorveterias estão espalhadas pela cidade. Você encontra inclusive, facilmente, na Recoleta, no Puerto Madero e no shopping “Galerias Pacífico”.&lt;br /&gt;E, por último, entre os dias que passará em Buenos Aires, reserve um domingo para &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;San Telmo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. A feira de antiguidades acontece o dia todo, até às 17 horas. Deixe para comprar no mercado, onde os preços são convidativos. Sente-se em um café, em frente à praça da feirinha, e escolha uma mesa na calçada. San Telmo é arte e magia. Um lugar que, certamente, você vai sentir muitas saudades.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Bem, espero ter contribuído de alguma maneira. Desejo a você, “&lt;em&gt;buenos dias em Buenos Aires&lt;/em&gt;”. E até a próxima viagem!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-8668302637462647360?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/8668302637462647360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/02/buenos-dias-em-buenos-aires_15.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/8668302637462647360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/8668302637462647360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/02/buenos-dias-em-buenos-aires_15.html' title='Buenos Dias em Buenos Aires'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PDCC8Nm29NY/SZgcOQvddtI/AAAAAAAAABk/tCHqyNeA1M4/s72-c/DSC02324.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-1761337443094314551</id><published>2008-12-10T08:13:00.000-08:00</published><updated>2009-03-07T04:35:50.373-08:00</updated><title type='text'>Educação Financeira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;COMO VAI A SUA RELAÇÃO COM O DINHEIRO?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;omos uma sociedade capitalista, mas a Educação Financeira é um tema pouco discutido na vida doméstica, o que é um contra-senso. O ser humano, desde o seu nascimento, participa de um processo contínuo e inesgotável de aprendizagem, nos mais variados âmbitos. Mas, raramente é preparado para a disciplina financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresce numa conjuntura extremamente consumista, cercado pelo supérfluo que a mídia transforma em “necessidade”, e sob uma série de influências que contradizem todos os preceitos básicos para uma vida economicamente equilibrada. Nem mesmo a “matemática”, presente na grade curricular das escolas, durante a sua longa trajetória em sala-de-aula, apresenta um só ensaio da “tabuada financeira” que vai orientar os hábitos de conduta do jovem na sua relação com o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família, por sua vez, raramente provê essa lição. Na primeira oportunidade, outorga o cartão de crédito ao filho, sem que este tenha o menor conhecimento acerca do poder e conseqüências dos “juros sobre juros”. O adolescente, não tendo aprendido a administrar a mesada, dificilmente será capaz de gerir o próprio salário, com grande probabilidade de ficar fadado a uma vida economicamente instável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O equilíbrio e prosperidade financeira exigem algumas regras básicas muito simples, mas de difícil prática. Não temos essa “habilidade”, porque não recebemos orientação para lidar com esta questão, da mesma maneira como somos tão energicamente cobrados para seguir os preceitos dos “bons costumes”, por exemplo. O segredo, não está em quanto se ganha. Mas, em como usamos o dinheiro. Quem de nós não tem um parente ou vizinho detentor de um salário bem menor que o de muita gente que vive apertada, porém, com uma vida extremamente organizada? Contas pagas pontualmente, e ainda sobra um dinheirinho para o lazer! Não é verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adequar o consumo à nossa realidade econômica é a primeira medida a se tomar. A Educação financeira permeia três vertentes que conduzem ao tão ansiado equilíbrio da economia doméstica. A princípio, se faz necessária uma fonte de renda. Habitualmente, um trabalho que gere uma receita. Não gastar tudo o que se ganha é a segunda imprescindível regra. E destinar essa parcela poupada para uma modalidade de investimento é a última etapa, responsável pela paz psicológica e a construção de um patrimônio próspero ao longo da vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-1761337443094314551?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/1761337443094314551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2008/12/educao-financeira.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/1761337443094314551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/1761337443094314551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2008/12/educao-financeira.html' title='Educação Financeira'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1454075753188353628.post-3368539565872065892</id><published>2008-12-10T07:40:00.000-08:00</published><updated>2009-03-09T19:56:20.039-07:00</updated><title type='text'>Visões de Mundo Sob a Ótica da Disparidade Social</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Q&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;UEM ALGUM DIA, PASSANDO POR UMA CASA QUALQUER, NÃO TEVE UM PRESSÁGIO DE COMO VIVEM AS PESSOAS, A PARTIR DE IMPRESSÕES DA FACHADA, DO JARDIM, OU MESMO DA APARÊNCIA DE QUEM NELA MORA? UMA RUA, UMA CASA, UM OLHAR, PODEM TRADUZIR SENTIMENTOS, CAUSAR SENSAÇÕES SOBRE A VIDA HUMANA. MAS, ATÉ QUE PONTO A FELICIDADE OU A MELANCOLIA PODEM ESTAR IMPRESSAS NO EXTERIOR, EXERCENDO UMA INFLUÊNCIA CONEXA NOS NOSSOS PALPITES? ANTES DE RESPONDER, CONVIDO VOCÊ A CONHECER DUAS HISTÓRIAS DE VIDA, TÃO DISTINTAS QUANTO CURIOSAS. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Comecemos pelo Seu José Raimundo da Silva. Um homem vivido, marcado pelas más venturas da vida e cuja a fisionomia sugere a denotação de velho, embora a idade não lhe pese tanto. “&lt;em&gt;Sessenta e sete anos e sete meses&lt;/em&gt;” , são as palavras de quem sente a vida a cada raiar de dia.&lt;br /&gt;O Seu Raimundo tem traços bonitos, embora disfarçados pela barba, que há muito não vê um barbeador. Olhos verdes, poucos dentes, pele tostada do sol. Reside em endereço de localização nobre. Quem quiser conferir, basta passar na Av. Santos Dumont e observar o canteiro bem em frente a uma concessionária Chevrolet. Ali, no meio da avenida, o Seu Raimundo pode ser visto cedo da noite, quando se recolhe para dormir. É fácil identificá-lo pelo carro, seu único patrimônio: uma caixa de aço sobre dois pneus “carecas”, contendo aproximadamente dois metros de entulho amontoado, entre isopor, papelão e ferro velho. Quem vê tem a impressão de que vai tudo despencar a qualquer momento.&lt;br /&gt;Visitei sua casa, onde fui bem recebida e convidada a me agachar. Sua cama é uma almofada velha, daquelas tipo “encosto”. Enquanto dorme, também vigia o carrinho, estacionado bem junto de si. O Seu Raimundo não é pedinte, se orgulha do trabalho de catar e vender lixo reciclável, que lhe rende de 1 a 2 reais por dia, o suficiente para mantê-lo vivo.&lt;br /&gt;Tristeza, angústia, nem pensar! “&lt;em&gt;Sou feliz porque tenho saúde pra trabaiá. Tenho muito que agradecê a Deus, né minha fia&lt;/em&gt;!” Quem fala isso, não tem casa, nem família. Há dez anos, tem o céu como abrigo. E quando lhe perguntei o que faz para se proteger da chuva, sua resposta foi otimista: “&lt;em&gt;eu tenho uma capinha aí no carro que resolve&lt;/em&gt;.” Mas, o Seu Raimundo já teve um passado menos solitário, cercado por cincos irmãos, os quais citou os nomes, na ponta da língua.&lt;br /&gt;Nascido em Barbalha, quando criança usava cabelo grande, e até foi coroinha do padre Carlos na igreja da cidade. Uma lembrança que conta sorrindo. “&lt;em&gt;Sou católico e estudo a bíblia, minha fia. Droga? Graças à Deus nunca usei nenhuma, há não ser uma caninha.&lt;/em&gt;” Teve duas mulheres. Uma, com quem teve sete filhos, os quais também citou os nomes, sem pestanejar. Estes, tomaram cada um seu rumo, depois que a esposa o abandonou. A outra, já conheceu viúva e ajudou-lhe a criar os filhos. Mas, faleceu depois, deixando-o mais uma vez sozinho. Um dia, pensa em voltar à cidade natal para reencontrar familiares e construir um “barraquinho”. São esses planos que o motivam a lutar pela aposentadoria, pois trabalhou 32 anos na construção civil, era pedreiro. “&lt;em&gt;Mas falta um documento. Eu vou é muito lá, mas a muié num sabe me explicar como é que eu faço&lt;/em&gt;”. Entre nós, leitor, qual é o funcionário público que vai dar atenção a um mendigo fedido, vestindo trapos e cheirando a aguardente ...&lt;br /&gt;A surpreendente fortaleza do Sr. Raimundo se abalou, quando enfim abordei o tema “saudade”. Pela primeira vez, o seu pensamento viajou e o olhar umedeceu saudoso: “&lt;em&gt;Tenho saudade do meu pai que me ensinou a trabaiá. Morreu quando eu tinha 18 anos&lt;/em&gt;”. Bem, parece que trabalho é uma coisa muito importante na vida desse homem que, apesar das circunstâncias, gosta de viver e ainda alimenta o sonho de encontrar uma nova companheira.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Agora, vamos atravessar uma das fronteiras que delimitam as camadas da sociedade, para conhecer uma outra história de vida tão curiosa quanto a do Seu Raimundo.&lt;br /&gt;Também com uma boa bagagem de vida, aos 72 anos, a pessoa a qual chamaremos pelo pseudônimo de Seu Antônio, não seria uma afortunada. Porém, se comparada à situação anterior, podemos afirmar que tem uma condição confortabilíssima, no que se refere ao aspecto financeiro. Bancário aposentado, foi gerente do Banco do Brasil no tempo em que essa era uma das posições de maior status do país, embora a sua simplicidade nunca tenha lhe permitido ostentações. Chegou a recusar dois convites do Banco para trabalhar no exterior: Los Angeles e Boston.&lt;br /&gt;Casado, daqui a um ano estará completando bodas de ouro ao lado da fiel companheira, com quem teve três filhos saudáveis. O mais velho veio a falecer numa dessas fatalidades do trânsito, há mais de 20 anos. Os outros dois, lhe deram noras e netos, que enchem-lhe a sala de algazarra nos almoços de sábado. Quem passa em frente à residência do Seu Antônio num desses dias de reunião familiar, e pratica aquele exercício de “espiar a vida alheia”, deve imaginar que ali vive uma família feliz. Com um jardim muito bem zelado pela esposa, sua casa é arejada e cheia de luz, dessas que têm muitas portas e janelas, pra não economizar sol, com direito a copeira, cozinheira e jardineiro.&lt;br /&gt;Mas ocorre que o coração do Sr. Antônio, parece estar fechado há muitos anos. É como se a vida para ele tivesse acabado, tempos atrás. Há em seus olhos, uma tristeza intransponível. Preso a concepções antigas, mata a ociosidade projetando-se culpas, cultivando lamentos por tudo o que fez e o que deixou de fazer, objetos de suas frustrações. A que mais lhe atormenta é o fato dos filhos não terem concluído a faculdade, o não ingresso de ambos em uma carreira profissional estável. “&lt;em&gt;Os filhos dos meus amigos se formaram. Talvez se eu tivesse cobrado mais... soltei muito as rédeas&lt;/em&gt;”. Detalhe: os dois filhos são pessoas honestas, íntegras de caráter e muito responsáveis. Mas, como a maioria dos brasileiros, têm dificuldades financeiras.&lt;br /&gt;Ansioso, ele não se concentra numa só atividade. Esfrega as mãos, caminha de um lado a outro da casa, e quando “pousa” na roda da família, ouve cinco minutos o assunto e sai, sem esboçar opinião. Com a mente focada no passado, tem saudade de quando os filhos eram crianças, e a mulher ainda deixava-se dominar pelos seus caprichos. Até o que foi bom um dia, é com tristeza que relembra. Hoje, embora cercado pelas mesmas pessoas, nada mais tem sentido. Nenhuma coisa lhe é prazerosa, por muito pouco sente-se incomodado. Não mais visita um velho amigo, por causa do latido de um cachorro que incomoda-lhe demais. E pra cada coisa que deixou de fazer tem uma “justificativa”.&lt;br /&gt;Imaginem que Seu Antônio já foi um orador solicitado. Deu palestras para casais e jovens, umas dezenas de vezes. Hoje, acha que não lhe resta mais nada a fazer. Perguntei sobre uma única coisa que lhe traz alegria e, após dois minutos pensativo, disse não lembrar de absolutamente “nada”. Mas, pelo menos um sonho o Seu Antônio tem: “&lt;em&gt;uma boa morte... uma morte tranqüila&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1454075753188353628-3368539565872065892?l=crisgrangeiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/feeds/3368539565872065892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2008/12/vises-de-mundo-sob-tica-da-disparidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/3368539565872065892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1454075753188353628/posts/default/3368539565872065892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crisgrangeiro.blogspot.com/2008/12/vises-de-mundo-sob-tica-da-disparidade.html' title='Visões de Mundo Sob a Ótica da Disparidade Social'/><author><name>Cris Grangeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840588418266937703</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-pkZyQO_s83Q/TskksxQ73fI/AAAAAAAAAI0/d6P9cvu47nA/s220/Eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
